Antipatias gratuitas

outubro 30, 2014

antipatias gratuitas

O que lhe faz antipatizar alguém?

 Dar um passo na superação das antipatias gratuitas é um caminho fantástico de libertação. Não podemos expor as pessoas ao nosso desamor. É um pecado contra a caridade, contra o amor ao próximo.

Há uma pergunta que é importante ser feita:

O que eu já alcancei do meu cristianismo? O que em mim ainda não é parecido com Jesus?

Que não seja uma obrigação, mas uma decisão, uma obediência livre e uma consequência da minha decisão de ser cristão.

Vamos ver o que a psicologia nos diz sobre como funciona uma antipatia.

“Em geral, o comportamento do outro nos remete a algo ou alguém que não nos fez bem. A antipatia, nesse caso, é um mecanismo de alerta e defesa que nos faz dar um passo atrás, ficar espertos e observando o outro”, a antipatia será mais forte quanto mais desagradável tiver sido a experiência do passado. “E pode estar também relacionada a valores diferentes dos nossos. Se eu cultivar a humildade, por exemplo, vou me incomodar com pessoas esnobes. Essas diferenças podem dar espaço para que nasça a antipatia”, diz  a psicóloga Daniela Levy em um artigo para a revista UOL. Se eu falar alto e rápido, ao ouvir alguém que fale baixo e lentamente irei ficar incomodada com aquela postura.

Em outros casos, “Se conhecermos pessoas com físico ou jeito que nos lembra de alguém do passado que não nos proporcionou uma experiência positiva, projetaremos sentimentos negativos sobre ela que, às vezes, nem é desse jeito” diz Daniela Levy.

Pessoas tímidas muitas vezes são rotuladas de arrogantes. Essas pessoas costumam ser mais isoladas, não conversam, passam essa impressão errada. Por isso, vale a pena criar uma oportunidade para mudar de ideia.

Há casos também que a antipatia o ciúme, a inveja, ou aquele defeito que ela tem me incomoda porque eu tenho também a mesma limitação e olhar alguém assim me lembra de quem eu sou de verdade. Amar sem esperar nada em troca é o grande desafio do cristianismo.

Eu já fui vítima de antipatias gratuitas, de vez em quando alguém partilha comigo que não ia com a minha cara, me achava chata, metida, sonsa. Mas eu também já julguei outras pessoas, agindo com pré-conceitos, dizendo inverdades de outras pessoas, submetendo-as ao meu julgamento antecipado. Hoje estou mais atenta a detectar quando lanço meu juízo ao outro e tento me aproximar das pessoas para que também elas me conheçam e parem de “pensa e achar” quem eu sou e me conheçam de verdade com minhas limitações e minhas qualidades.

Um grande erro é o “achismo” eu acho isso, eu acho aquilo, ou então “na minha opinião”. Como podemos achar algo de alguém, quando não conhecemos esse alguém? Como atribuir defeitos a alguém que eu nunca nem conversei? Lembrei-me de uma frase do Pe.Fábio de melo bem interessante: “Você sabe quem é você, alguns poucos lhe conhecem. A maioria lhe imagina.” Então, essa “imaginação”, destrói muitas vezes a beleza e a grandeza do outro. Perdemos a oportunidade de crescermos como pessoa e fazermos novas amizades.

E com certeza colocar diante de Deus esse mal estar, esse sentimento negativo de de repúdio ao outro que não fez absolutamente nada contra você e um exercício a ser feito sempre. Rezar pela pessoa, colocá-la diante de Deus, pedir a graça ao Espírito Santo. Santa Teresinha nos ensina: “Ah! agora compreendo que a caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros e em não se admirar de suas fraquezas”.

Santa Teresinha também viveu a problemática de antipatizar alguém, Havia uma irmã no Carmelo que tinha o “dom” de desagradar em tudo a Teresa. A tática de Teresinha era estar na ofensiva do bem. Não se contentava em evitar as manifestações exteriores de sua antipatia natural, — digamos: “de suas impressões egoístas”. Para vencer-se realmente, vai ao extremo das manifestações de simpatia e de afeição. De fato, essa tática não é somente a mais eficaz, e a mais fácil, a única que dá à alma entusiasmo e alegria: alegria do amor plenamente satisfeito. A vitória foi completa, tão completa, que uma de suas irmãs de sangue, Maria, a mais velha, que também era carmelita queixou-se de que ela amava mais a religiosa em questão do que a ela e suas irmãs, chegou a crer-se que era sua melhor amiga. É assim que combatem os santos. Podemos, pois, crer em Teresa quando nos comunica sua descoberta:

“Apliquei-me — diz ela — a fazer por essa Irmã o que faria pela pessoa mais amada. Cada vez que a encontrava rezava por ela, mas não me contentava com isso, procurava prestar-lhe todos os serviços possíveis — e quando era tentada a responder-lhe de modo desagradável, apressava-me em dar-lhe meu mais amável sorriso. 

Isso não era falsidade ou hipocrisia, mas a luta pela vivência evangélica!

Peçamos ao Senhor a graça de nos relacionarmos bem uns com os outros e estarmos atentos e dispostos a crescermos e evoluirmos nos gestos de caridade fraterna e deixa cair por terra primeiras impressões que assassinam a verdade do outro.

Deus os abençoe e sigamos firmes na estrada de Jesus.

Fraternalmente,

Fabiana Paula

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Decida-se pelo amor!

fevereiro 20, 2014

Linda mensagem do Monsenhor Jonas Abib. Tocou meu coração, espero que toque o de vocês também!

Fraternalmente,

Fabiana Paula

amor

Decida-se pelo amor

Muitos não têm a coragem de amar, porque já sofreram muito, seja na família, no casamento etc. Talvez você já tenha sofrido e, é claro, não quer passar por essa situação novamente. Por isso, deixou de amar para não sofrer. Independente dos acontecimentos, é no amor que está a salvação para você. É no amor-doação que as pessoas com quem você se relaciona serão salvas.

Apesar das decepções e dos problemas familiares, ame. Decida-se pelo amor! Não são apenas os jovens que precisam despertar para o amor; há muito adulto, muita gente casada que precisa redescobrir a graça de amar.

Quantas pessoas guardaram decepções! Quantas pessoas curtiram revoltas no coração! Quantas são vítimas da própria revolta com um pai alcoólatra, irresponsável, ausente, infiel, bruto, autoritário… Quantas pessoas, decepcionadas com a família, já não são capazes de amar.

Amar é vida. Não amar é morte. É preciso reaprender a amar. Problemas existem e adoecem o coração, mas não é por isso que você não vai amar. Deus lhe dá a capacidade de amar, mas se decidir a amar depende de você. Se você se decidir pelo amor, tudo vai mudar na sua vida.

O mundo é de quem ama. Quem não ama permanece na morte.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib


A última corda

janeiro 13, 2014

paganini

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não para.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome e sua fama atravessam o tempo. Não apenas como um violinista genial, mas como símbolo do profissional que continua, mesmo diante do aparentemente impossível.

Essa história nos ensina o valor da dedicação, da persistência e do profissionalismo e acima de tudo da perseverança, mesmo quando as coisas parecem não estar bem e parece que tudo está dando errado não devemos parar nem desistir. Mesmo quando nos sentimos limitados , podemos dar nosso 100% na nossa limitação e coisas lindas podem surgir diante das impossibilidades e fragilidades assim como aconteceu com Paganini.

Fraternalmente,

Fabiana Paula


Solidão, opção que não resolve problemas

dezembro 18, 2012

Bom Dia povo de Deus!

Gente, li esse post do Dado Moura, que é um grande escritor, pessoa de Deus que escreve sobre formação humana e espiritual, sobre as crises e as dificuldades que todos nós seres humanos passamos e como podemos superá-las. Achei super interessante esse post sobre solidão, pois estamos chegando ao fim doe mais um ano e muita gente nessa época entra em crise, por sentir-se sozinha,  mesmo quando vive em meio a muitas outras pessoas.

Que Jesus seja seu grande amigo e sua grande companhia e que Ele te ensine a viver bem suas amizades, conquistar sempre novos amigos  e superar todas as suas dificuldades.

Abraço fraterno,

Fabiana

Muitas vezes, achamos que somos vítimas injustiçadas, mas, raramente, paramos para analisar a nossa própria atitude.

Sentir-se sozinhos não significa, necessariamente, estar isolado de companhias. Muitas pessoas, vivendo em prédios com dezenas de apartamentos e cercadas de vizinhos pelos quatro lados, ainda se sentem solitárias.

Às vezes, diante de algumas crises em nossos convívios, podemos achar que o isolamento é uma solução para os nossos problemas. Contudo, o reflexo dessa tentativa interfere, também, na vida de outras pessoas que nos cercam, mas que nada têm a ver com as nossas dores. Assim, não podemos fazer da solidão uma opção de vida ou um recurso para contornar as dificuldades.

O vírus da solidão não pode infectar nossos relacionamentos, pois é da inter-relação que conseguimos construir profundos e estreitos vínculos. Um exemplo disso é a vida conjugal.
Se acontecer, entre os cônjuges, a ausência de trocas de experiências, ou, em outras circunstâncias, a indisposição para adequar-se às diferenças de pensamentos, facilmente uma disputa vai surgir entre eles. Tudo vai ser motivo de reclamação e, nas suas murmurações, eles acreditam saber de tudo, pensam resolver todas as coisas da sua própria maneira e afirmam que não precisam de ninguém. Então, a opção de isolar-se faz com que esses casais sejam cada vez mais críticos com eles mesmos e, por que não dizer, ranzinza com o outro.

Há quem prefira viver separado do mundo, considera mais fácil tachar as pessoas como incapazes de conviver com o seu modo de pensar e agir, ao invés de reavaliar uma situação. A pessoa acredita até que seus familiares e parentes têm uma parcela de culpa em suas crises, o que justifica seu afastamento do convívio e, pouco a pouco, a pessoa solitária entrega-se ao cativeiro de seus próprios melindres.

Antes mesmo de se afundar nas “águas da solidão”, melhor seria “nadar” contra um sentimento que facilmente poderá nos levar a experimentar outros males. Muitas vezes, achamos que somos vítimas injustiçadas, mas, raramente, paramos para analisar a nossa própria atitude.
Acredito que a primeira ação para sair da crise de “patinho feio” está na busca dos verdadeiros motivos que nos fazem sentir tão diferentes ou parecer incompreendidos pelas pessoas.

Se percebermos que os laços de amizades estão se desfazendo ou que as pessoas estão evitando conviver conosco, significa que alguma coisa está acontecendo e, certamente, não é uma epidemia de mau-humor que está atacando nossos amigos, mas talvez seja o resultado de nossa própria opção.

Por mais justificável que possa parecer o desejo de se isolar, esse, não é o comportamento mais adequado diante das dificuldades. Dessa maneira, precisamos despertar para a realidade de que esse tipo de solidão é um defeito que nos atingirá, se não nos empenharmos no compromisso de dar uma resposta diferente, quando o desejo de desistir das pessoas e das situações parecer mais forte.

Um abraço

Dado Moura

http://dadomoura.com/