10 conselhos do Papa Francisco

agosto 1, 2014

papa Francisco

O Papa Francisco concedeu uma entrevista à revista argentina Viva, e entre as respostas deixou aos leitores alguns conselhos para uma vida feliz.

Os “10 conselhos do Papa” foram publicados, em espanhol, no último domingo, 27.

1) Viver e deixar viver, primeiro passo para a felicidade
“Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em consideração para explicar a fórmula que diz: ‘Vá em frente e deixe as pessoas irem junto’.” Viva e deixe viver é o primeiro passo da paz e da felicidade.

2) Doar-se aos outros para não deixar o coração dormindo
“Se alguém fica estagnado, corre o risco de ser egoísta. E água parada é a primeira a ser corrompida.”

3) Mover-se com humildade, com benevolência entre as pessoas e as situações
O Papa usa o termo “remansadamente”, de um clássico da literatura argentina. “No [romance] ‘Dom Segundo Sombra’ há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; quando adulto, era um rio que andava para frente; na velhice, sentia-se em movimento, mas remansado. Eu utilizaria essa imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjetivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro.”

4) Preservar o tempo livre como uma sadia cultura do ócio
“O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e as brincadeiras com as crianças. Agora confesso pouco, mas, em Buenos Aires, confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo”.

5) O domingo é para a família
“Um outro dia, em Campobasso (Itália), fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para trabalhar. O domingo é para a família”.

6) Ajudar, de forma criativa, os jovens a conseguirem um emprego digno
“Temos de ser criativos com este desafio. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. Outro dia li, mas não me fio, porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens com menos 25 anos desempregados. Não basta lhes dar de comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, eletricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa”.

7) Cuidar da natureza, amar a criação
“Há que cuidar da criação e não estamos fazendo isso. É um dos maiores desafios que temos.”

8) Esquecer-se rapidamente do negativo que afeta a vida
“A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa autoestima. É como dizer: sinto-me tão em baixo que, em vez de subir, rebaixo o outro. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.

9) Respeitar o pensamento dos outros
“Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu converso contigo para te convencer’. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atração, não por proselitismo”.

10) Buscar a paz é um compromisso
“Vivemos uma época de muitas guerras. Na África, parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz ativa”.

Fonte: http://papa.cancaonova.com/papa-francisco-da-10-conselhos-para-uma-vida-feliz/

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Um ano de Pontificado do Papa Francisco

março 13, 2014

Papa Fancisco 1

Há um ano os católicos do mundo inteiro recebiam com surpresa e imensa alegria a notícia de que o novo Papa viria da América do Sul. Filho de  imigrantes italianos e nascido em Buenos Aires, Jorge Bergolio é o primeiro Jesuíta da história a se tornar Papa.

Escolheu seu nome “Francisco” com inspiração em um dos maiores santos da história: São Francisco de Assis e com certeza ele é sua grande inspiração, pois a cada dia nos ensina o valor da simplicidade, humildade, da valorização dos pequenos e menos favorecidos. Ele não se sente melhor que ninguém, isso me encanta nele, como ele mesmo disse: “Sou um homem normal que ri, chora, dorme tranquilo e tem amigos como todos”.

O Papa Francisco está encantando o mundo com sua maneira de liderar a Igreja e com sua alma amiga e irmã.

Hoje, quando comemoramos um ano de seu pontificado, queremos pedir ao Bom Deus que o abençoe cada dia mais, o inspire, o capacite e o fortaleça e que ele continue sendo esse homem de Deus que nos leva mais e mais a amar a Jesus!

Obrigada por tudo Papa Francisco, Nós te amamos!!!!!

Fabiana Paula


O Papa: Com mau humor, frieza e egoísmo a Igreja não cresce; cresce somente com o amor

novembro 7, 2013

Papa FRancisco

VATICANO, 06 Nov. 13 / 02:15 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco refletiu nesta manhã na catequese da audiência geral sobre a comunhão das coisas espirituais, centrando-se nos sacramentos, nos carismas e na caridade; e explicou queIgreja cresce somente com o amor, o amor que vem do Espírito Santo e que deve vencer o mau humor, a frieza e o egoísmo nas pessoas.

Ante 50 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Santo Padre disse que “e muitas vezes somos tão secos, indiferentes, distantes e em vez de transmitir fraternidade, transmitimos mal humor, frieza, egoísmo”.

“E com mal humor, frieza, egoísmo não se pode fazer crescer a Igreja; a Igreja cresce somente com amor que vem do Espírito Santo. O Senhor nos convida a abrir-nos à comunhão com Ele, nos sacramentos, nos carismas e na caridade, para viver de maneira digna da nossa vocação cristã!”.

O Papa Francisco explicou logo que os Sacramentos da Igreja Q“não são aparência, não são ritos, mas são a força de Cristo; é Jesus Cristo presente nos sacramentos. Quando celebramos a Eucaristia é Jesus vivo, que nos une, que nos faz comunidade, que nos faz adorar o Pai. Cada um de nós, de fato, mediante o Batismo, a Crisma e a Eucaristia foi incorporado a Cristo e unido a toda a comunidade dos crentes”.

“Todo encontro com Cristo, que nos sacramentos nos dá a salvação, convida-nos a ‘ir’ e comunicar aos outros uma salvação que pudemos ver, tocar, encontrar, acolher, e que é realmente credível porque é amor. Deste modo, os sacramentos nos impelem a ser missionários, e o empenho apostólico de levar o Evangelho a todo ambiente, mesmo naqueles mais hostis, constitui o fruto mais autêntico de uma assídua vida sacramental, enquanto é participação na iniciativa salvífica de Deus, que quer dar a todos a salvação”.

Depois de recordar que é importante batizar as crianças cedo, o Papa passou a explicar a comunhão dos carismas: “’Carismas’ é uma palavra um pouco difícil. Os ‘carismas’ são os presentes que nos dá o Espírito Santo (…) são graças particulares, dadas a alguns para fazer bem a tantos outros. São atitudes, inspirações e estímulos interiores que nascem na consciência e na experiência de determinadas pessoas, as quais são chamadas a colocá-los a serviço da comunidade. Em particular, esses dons espirituais beneficiam a santidade da Igreja e da sua missão”.

Sobre a caridade, que é o amor, o Santo Padre disse que sem esta, “mesmo os dons mais extraordinários são vãos; este homem cura o povo, tem esta qualidade, esta outra virtude… mas tem amor e caridade no seu coração? Se tem, tudo bem, mas se não tem, não serve à Igreja”.

“Sem o amor todos estes dons e carismas não servem à Igreja, porque onde não há o amor há um vazio que vem preenchido pelo egoísmo. E me pergunto: se todos somos egoístas, podemos viver em comunhão e em paz? Não se pode, por isto é necessário o amor que nos une”.

O Papa Francisco destacou logo que “o menor dos gestos de amor tem efeito bom para todos! Portanto, viver a unidade na Igreja e a comunhão da caridade significa não buscar o próprio interesse, mas partilhar os sofrimentos e as alegrias dos irmãos, prontos a levar os fardos daqueles mais frágeis e necessitados. Esta solidariedade fraterna não é uma figura retórica, um modo de dizer, mas é parte integrante da comunhão entre os cristãos”.

“Se a vivemos, nós somos no mundo sinal, ‘sacramento’ do amor de Deus. Somos uns pelos outros e somos por todos! Não se trata somente daquela caridade pequena que podemos oferecer ao outro, trata-se de algo mais profundo: é uma comunhão que nos torna capazes de entrar na alegria e na dor dos outros para fazê-las nossas sinceramente”.


Conhecendo o Papa Francisco

agosto 7, 2013

Oi gente, Paz e Bem!

Olha que linda animação contando um pouco da história do nosso querido Papa Francisco.

Abraço fraterno,

Fabiana Paula

 


Obrigada Papa Francisco!

agosto 2, 2013

Vivemos dias intensos na Jornada Mundial da Juventude. Milhões de pessoas oriundas de diversas partes do mundo, unidas num só propósito de unidade e fraternidade, unidas para ouvir a voz de nosso pastor, pai, irmão, amigo…

Para mim foi uma experiência única, já tinha ido a outras jornadas, mas essa foi especial porque foi no Brasil, na nossa terrinha e sendo a primeira visita apostólica do nosso querido Papa Francisco ainda teve uma alegria maior.

Segue o discurso que muito me emocionou durante a Via Sacra com os jovens. O Papa se foi, mas ficou em todos os nossos corações.

Até breve Papa Francisco, nós te amamos!

Fraternalmente,

Fabiana Paula

Brasão do Papa
Viagem Apostólica ao Brasil 

Via Sacra com os jovens
Praia de Copacabana
Sexta-feira, 26 de julho de 2013

Queridos jovens,

Viemos hoje acompanhar Jesus no seu caminho de dor e de amor, o caminho da Cruz, que é um dos momentos fortes da Jornada Mundial da Juventude. No final do Ano Santo da Redenção, o Bem-aventurado João Paulo II quis confiá-la a vocês, jovens, dizendo-lhes: «Levai-a pelo mundo, como sinal do amor de Jesus pela humanidade e anunciai a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção» (Palavras aos jovens [22 de abril de 1984]: Insegnamenti VII,1(1984), 1105). A partir de então a Cruz percorreu todos os continentes e atravessou os mais variados mundos da existência humana, ficando quase que impregnada com as situações de vida de tantos jovens que a viram e carregaram. Ninguém pode tocar a Cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da Cruz de Jesus para sua própria vida. Nesta tarde, acompanhando o Senhor, queria que ressoassem três perguntas nos seus corações: O que vocês terão deixado na Cruz, queridos jovens brasileiros, nestes dois anos em que ela atravessou seu imenso País? E o que terá deixado a Cruz de Jesus em cada um de vocês? E, finalmente, o que esta Cruz ensina para a nossa vida?

1. Uma antiga tradição da Igreja de Roma conta que o Apóstolo Pedro, saindo da cidade para fugir da perseguição do Imperador Nero, viu que Jesus caminhava na direção oposta e, admirado, lhe perguntou: «Para onde vais, Senhor?». E a resposta de Jesus foi: «Vou a Roma para ser crucificado outra vez». Naquele momento, Pedro entendeu que devia seguir o Senhor com coragem até o fim, mas entendeu sobretudo que nunca estava sozinho no caminho; com ele, sempre estava aquele Jesus que o amara até o ponto de morrer na Cruz. Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos. Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos; nela Jesus se une às famílias que passam por dificuldades, que choram a perda de seus filhos, ou que sofrem vendo-os presas de paraísos artificiais como a droga; nela Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida; nela Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele; nela Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho. Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida (cf. Jo 3,16).

2. E assim podemos responder à segunda pergunta: o que foi que a Cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós. Um amor tão grande que entra no nosso pecado e o perdoa, entra no nosso sofrimento e nos dá a força para poder levá-lo, entra também na morte para derrotá-la e nos salvar. Na Cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele (cf. Carta enc. Lumen fidei, 16)! Só em Cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a Cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida. O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de «Terra de Santa Cruz». A Cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e não só: o Cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final. Não há cruz, pequena ou grande, da nossa vida que o Senhor não venha compartilhar conosco.

3. Mas a Cruz de Cristo também nos convida a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; ensina-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão. Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cireneu, Maria, as mulheres… Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cireneu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria? Queridos jovens, levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a Cruz de Cristo; encontraremos um Coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor. Assim seja!


Seja bem-vindo Papa Francisco!

março 19, 2013

Olá queridos do meu blog, Paz e Bem!

Quero partilhar com vocês sobre o grande acontecimento do momento: A eleição do novo Papa, que escolheu ser chamado de Francisco, eleição que surpreendeu o mundo inteiro  e trouxe grande curiosidade já está despertando admiração e respeito por todos os segmentos da sociedade, inclusive por não católicos e até mesmo não cristãos.

Quem é esse argentino de origem italiana que se tornou o líder de mais de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo inteiro?

abaixo está uma matéria do site da Canção Nova, com um relato de um sacerdote que conheceu nosso Papa Francisco enquanto ele era Cardeal em Buenos Aires.

Que o Senhor abençoe e fortaleza a cada dia nosso querido Papa Francisco!

Abraço fraterno,

Fabiana

Quem é o novo Papa?

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Sacerdote brasileiro conta como era o novo Papa enquanto cardeal

André Alves 
Da redação

A eleição do Papa Francisco no último dia 13 surpreendeu boa parte dos fiéis católicos. Uma das razões para surpresa foi o desconhecimento acerca da figura do Cardeal Bergoglio. No entanto, ao aparecer no “Balcão das bençãos”, o Pontífice despertou a afeição e ao mesmo tempo a curiosidade de muitos.

Padre Décio

Padre Décio José Walker (Foto: Arquivo)

Nossa equipe entrevistou Padre Décio José Walker, sacerdote membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Bíblico-Catequética da CNBB. O padre conviveu com Papa Francisco, quando ainda era cardeal de Buenos Aires. Falou sobre aspectos da vida do cardeal que tornam possível responder melhor a pergunta: quem é o novo Papa?

Por cerca de vinte anos Padre Décio prestou assessoria bíblica à antiga arquidiocese do Cardeal Bergoglio. Com estes trabalhos, ele esteve bem próximo ao cardeal e observou seu jeito de ser e seu perfil de pastoreio.

A partir dessa convivência, Padre Décio destaca por primeiro a facilidade que Dom Bergoglio tinha para relacionar-se com os outros. “Ele não tem nenhuma dificuldade de se comunicar com as pessoas, sejam as mais instruídas ou as menos instruídas. Ele não faz diferenciação”.

O relacionamento entre as pessoas era sempre igual, na mesma simplicidade e sem fazer-se maior que os outros. Apesar de ser cardeal em uma arquidiocese importante para a América Latina, Bergoglio não se preocupava em fazer-se parecer mais importante que os outros.

“Ele não faz muito a pose de quem é autoridade. Quando ele está numa reunião ou na própria celebração, ele não faz parecer ser maior que o outro. Isso é o que, de fato, me tocava mais na presença dele nesses encontros”, afirmou o padre.

Os adjetivos do novo Papa

Papa Francisco pede oração

Papa Francisco, durante sua apresentação no Balcão das Bençãos, pediu oração aos fiéis e inclinou-se. (Foto: arquivo)

Padre Décio evidencia que a simplicidade é a marca mais relevante do novo Papa. Característica esta acentuada pela mídia e perceptível por muitos. Na opinião do sacerdote, a simplicidade do novo Papa pode ter raiz na sua vida humilde.

“Acho que ele cresceu num espírito de despojamento. Depois, entrou para os jesuítas que também tem essa característica de despojamento e austeridade. Todos os ambientes por onde ele passou, foram talvez uma escola na qual ele aprendeu a viver do essencial e não se preocupar muito com as coisas. Talvez, todo esse processo acabou levando-o para esse espírito”, reforçou.

Todavia, o sacerdote destaca em contrapartida, a postura firme de Bergoglio que sabe enfrentar as diversas situações com clareza e firmeza. “Não é uma pessoa que cede para qualquer teoria. Ele não tem muita dúvida, fala com muita categoria e muito bem fundamentado.”

Outra marca é a preocupação com o povo mais simples. Considerando Francisco, o pobre de Assis, o Papa quis ser chamado com o mesmo nome. Padre Décio relata que em vários momentos, Dom Bergoglio tomou partido junto às organizações populares de seu país. Isso por que o povo não estava sendo tratado de forma digna por parte do Governo. Em consequência, sofreu represálias das autoridades locais. Para o padre, Francisco “é uma pessoa que vive pobre e ama muito o povo pobre”.

Dom Bergoglio também é muito inteligente, diz o sacerdote, e consegue captar muito bem as coisas. Ao mesmo tempo, é um homem simples e muito humano. Além disso, ele é sempre muito bem humorado. “Nesses encontros, sempre o vi com sorriso e bom humor.”

Desde que assumiu o cargo de Pontífice, Francisco tem chamado a atenção por seus gestos espontâneos e marcantes. De acordo com padre Décio, este pontificado será mais de gestos do que de palavras. “Acho que ele vai ser um Papa de gestos simbólicos muito fortes. Talvez não vá marcar tanto por grandes discursos e grandes homilias. Ele não gosta muito disso. Ele é curto nas reflexões que faz, porém muito profundas. Ele sempre foi curto nos discursos”.

Dom Bergoglio e sua ação pastoral

Enquanto esteve na arquidiocese de Buenos Aires, padre Décio viu uma ação pastoral que, segundo ele, procurava acentuar o aspecto da espiritualidade que ajudava as pessoas a serem mais humanas. O padre também observou o empenho de Dom Bergoglio em organizar a própria arquidiocese para que todos tivessem acesso maior à Igreja.

“Ele conseguiu colocar muitos padres em bairros onde antes não havia. Conseguiu descentralizar um pouco para que mais gente fosse beneficiada com a presença de sacerdotes ou mesmo de novas comunidades. Uma preocupação para que todos pudessem ter acesso à espiritualidade, ao Evangelho”, relatou.

Para o sacerdote, esse perfil de pastoreio também acompanhará o pontificado do Papa Francisco levando os fiéis ao encontro com Cristo. “No meu entender, ele não vai ser uma pessoa com muitas habilidades administrativas. Imagino que ele vai formar uma boa equipe para essa parte. Ele vai ser mais pastor mesmo, acentuará esse lado do pastoreio e a insistência desse retorno sincero a Cristo, fazendo essa experiência com a pessoa de Jesus; experiência de uma espiritualidade forte.”

O novo Papa iniciou oficialmente seu Ministério Petrino nesta terça-feira, 19, com Missa celebrada na Praça São Pedro, na presença de milhares de fiéis.

Fonte: http://papa.cancaonova.com/