ADVENTO: AURORA DO NATAL

novembro 26, 2013

advento-h                           

   Primeiro domingo do Advento: iniciamos um novo tempo litúrgico. É tempo de preparação para a vinda do Senhor. É tempo de espera. Tempo de encontro. Encontro da Família. É tempo de Natal. Tempo de alegria. Vida nova. Novos sonhos e esperanças. É tempo de despertar. Não há mais motivos de medo. A aurora anuncia um novo Sol. Vamos abrir nossos corações. Deixemos a luz do céu entrar. O Senhor vai chegar. São quatro domingos, quatro semanas de preparação para a vinda do Menino de Belém. A cor das vestes litúrgicas é o roxo. Os personagens bíblicos são: Isaías, João Batista e a Virgem Maria.

                        Advento exige conversão, mudança interior, renovação de espírito. É tempo de novena. Novena que reúne famílias e a própria família. É momento de encontros com vizinhos de bairro e condomínios. É um novo tempo: preparar a casa, a árvore de Natal, tempo de luzes e de cores. É tempo de Paz e de alegria. É tempo de perdão e reconciliação. É tempo de amar a todos: sem distinção de raça, cor ou nível social. É tempo de reconhecer que todos têm a mesma origem. Todos somos filhos de Deus.

                        O tema principal do advento é a espera do Messias. Anunciada já no Antigo Testamento pelos Profetas, especialmente por Isaías. O tempo de espera deve ser marcado pela vigilância. O importante é estarmos preparados, pois não sabemos nem o dia e nem a hora da chegada. Devemos abrir o coração, para que o Senhor possa entrar. O Senhor virá: e como será que ele virá? Como será que ele estará vestido e em que condição social? Qual será a sua idade? Como ele se apresentará? Devemos estar prontos para acolhê-lo. A casa deve estar preparada, limpa, aberta e ser acolhedora. O Senhor certamente se apresentará na pessoa mais próxima de cada um de nós. Ele está e estará sempre ao nosso lado.

                        As condições para celebrarmos o Advento: vigiar em oração e perseverar na caridade. Ter corações leves. Romper com os vícios: do consumismo, do materialismo, das preocupações mundanas, do comprar e adquirir sem limites, do ativismo desenfreado. Superar a maldade interior, os rancores, as mágoas, os ressentimentos, as lembranças negativas do passado. O Advento é tempo de perdão, de reconciliação, de renovação espiritual. É tempo de celebrar a vida, vida nova. É tempo de renascer, florescer e frutificar. É tempo de distribuir, partilhar, de abrir portas e corações. Tu és a nossa única esperança. Vem, Senhor Jesus. Aurora do Natal.

Frei Sergio Pagan – 1º domingo do Advento de 2013.

Anúncios

O Papa: Com mau humor, frieza e egoísmo a Igreja não cresce; cresce somente com o amor

novembro 7, 2013

Papa FRancisco

VATICANO, 06 Nov. 13 / 02:15 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco refletiu nesta manhã na catequese da audiência geral sobre a comunhão das coisas espirituais, centrando-se nos sacramentos, nos carismas e na caridade; e explicou queIgreja cresce somente com o amor, o amor que vem do Espírito Santo e que deve vencer o mau humor, a frieza e o egoísmo nas pessoas.

Ante 50 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Santo Padre disse que “e muitas vezes somos tão secos, indiferentes, distantes e em vez de transmitir fraternidade, transmitimos mal humor, frieza, egoísmo”.

“E com mal humor, frieza, egoísmo não se pode fazer crescer a Igreja; a Igreja cresce somente com amor que vem do Espírito Santo. O Senhor nos convida a abrir-nos à comunhão com Ele, nos sacramentos, nos carismas e na caridade, para viver de maneira digna da nossa vocação cristã!”.

O Papa Francisco explicou logo que os Sacramentos da Igreja Q“não são aparência, não são ritos, mas são a força de Cristo; é Jesus Cristo presente nos sacramentos. Quando celebramos a Eucaristia é Jesus vivo, que nos une, que nos faz comunidade, que nos faz adorar o Pai. Cada um de nós, de fato, mediante o Batismo, a Crisma e a Eucaristia foi incorporado a Cristo e unido a toda a comunidade dos crentes”.

“Todo encontro com Cristo, que nos sacramentos nos dá a salvação, convida-nos a ‘ir’ e comunicar aos outros uma salvação que pudemos ver, tocar, encontrar, acolher, e que é realmente credível porque é amor. Deste modo, os sacramentos nos impelem a ser missionários, e o empenho apostólico de levar o Evangelho a todo ambiente, mesmo naqueles mais hostis, constitui o fruto mais autêntico de uma assídua vida sacramental, enquanto é participação na iniciativa salvífica de Deus, que quer dar a todos a salvação”.

Depois de recordar que é importante batizar as crianças cedo, o Papa passou a explicar a comunhão dos carismas: “’Carismas’ é uma palavra um pouco difícil. Os ‘carismas’ são os presentes que nos dá o Espírito Santo (…) são graças particulares, dadas a alguns para fazer bem a tantos outros. São atitudes, inspirações e estímulos interiores que nascem na consciência e na experiência de determinadas pessoas, as quais são chamadas a colocá-los a serviço da comunidade. Em particular, esses dons espirituais beneficiam a santidade da Igreja e da sua missão”.

Sobre a caridade, que é o amor, o Santo Padre disse que sem esta, “mesmo os dons mais extraordinários são vãos; este homem cura o povo, tem esta qualidade, esta outra virtude… mas tem amor e caridade no seu coração? Se tem, tudo bem, mas se não tem, não serve à Igreja”.

“Sem o amor todos estes dons e carismas não servem à Igreja, porque onde não há o amor há um vazio que vem preenchido pelo egoísmo. E me pergunto: se todos somos egoístas, podemos viver em comunhão e em paz? Não se pode, por isto é necessário o amor que nos une”.

O Papa Francisco destacou logo que “o menor dos gestos de amor tem efeito bom para todos! Portanto, viver a unidade na Igreja e a comunhão da caridade significa não buscar o próprio interesse, mas partilhar os sofrimentos e as alegrias dos irmãos, prontos a levar os fardos daqueles mais frágeis e necessitados. Esta solidariedade fraterna não é uma figura retórica, um modo de dizer, mas é parte integrante da comunhão entre os cristãos”.

“Se a vivemos, nós somos no mundo sinal, ‘sacramento’ do amor de Deus. Somos uns pelos outros e somos por todos! Não se trata somente daquela caridade pequena que podemos oferecer ao outro, trata-se de algo mais profundo: é uma comunhão que nos torna capazes de entrar na alegria e na dor dos outros para fazê-las nossas sinceramente”.


Amar sem o coração!

março 30, 2011

 

As pessoas consagradas correm muitas vezes o risco de amar a Deus “só com a cabeça”, sem implicar o amor afetivo humano. No entanto, rejeitar o amor humano como algo oposto ao amor de Deus pode ser um obstáculo à nova evangelização.

Contra isso, advogou nesta sexta-feira o padre Raniero Cantalamessa, em sua primeira prédica de Quaresma ao Papa e à Cúria Romana. Cantalamessa afirmou que um dos âmbitos nos quais a secularização “atua de modo particularmente difuso e nefasto” é o amor. “A secularização do amor consiste em separar o amor humano de Deus, em todas as formas desse amor, reduzindo-o a algo meramente ‘profano’, onde Deus sobra e até incomoda”. Mas o tema do amor – sublinhou – “não é importante apenas para a evangelização, ou seja, para as relações com o mundo. Ele importa, antes de todo o mais, para a própria vida interna da Igreja, para a santificação dos seus membros”.

O pregador pontifício fez uma análise sobre a distinção que certos teólogos fizeram entre o ‘eros’, ou amor humano e passional, e o ‘ágape’, ou amor de oblação, apoiando suas reflexões na encíclica ‘Deus caritas est’, de Bento XVI. O amor “sofre de uma separação nefasta não só na mentalidade do mundo secularizado, mas também, do lado oposto, entre os crentes e, em particular, entre as almas consagradas. Poderíamos formular a situação, simplificando ao máximo, assim: temos no mundo um ‘eros’ sem ‘ágape’; e entre os crentes, temos frequentemente um ‘ágape’ sem ‘eros’”. O ‘eros’ sem ‘ágape’ – explicou – é um amor romântico, mas comumente passional, até violento. Um amor de conquista, que reduz fatalmente o outro a objeto do próprio prazer e ignora toda dimensão de sacrifício, de fidelidade e de doação de si.” O ‘ágape’ sem ‘eros’, em contrapartida, é um “amor frio, um amar parcial, sem a participação do ser inteiro, mais por imposição da vontade do que por ímpeto íntimo do coração”, em que “os atos de amor voltados para Deus parecem aqueles de namorados desinspirados, que escrevem à amada cartas copiadas de modelos prontos”. “Se o amor mundano é um corpo sem alma, o amor religioso praticado assim é uma alma sem corpo”, afirmou. “O ser humano não é um anjo, um espírito puro; é alma e corpo substancialmente unidos: tudo o que ele faz, amar inclusive, tem que refletir essa estrutura.” “Se o componente humano ligado ao tempo e à corporeidade é sistematicamente negado ou reprimido, a saída será dúplice: ou seguir adiante aos arrastos, por senso de dever, por defesa da própria imagem, ou ir atrás de compensações mais ou menos lícitas, chegando até os dolorosíssimos casos que estão afligindo atualmente a Igreja.” “No fundo de muitos desvios morais de almas consagradas, não é possível ignorá-lo: há uma concepção distorcida e retorcida do amor”, advertiu.

Por isso – acrescentou – a redenção do ‘eros’ “ajuda acima de tudo os enamorados humanos e os esposos cristãos, mostrando a beleza e a dignidade do amor que os une. Ajuda os jovens a experimentar o fascínio do outro sexo não como coisa turva, a ser vivida às costas de Deus, mas, ao contrário, como um dom do Criador para a sua alegria, desde que vivido na ordem querida por Ele”. Mas também ajuda os consagrados, homens e mulheres, para evitar esse “amor frio, que não desce da mente para o coração. Um sol de inverno, que ilumina, mas não aquece”.

A chave – explicou – é o apaixonar-se pessoal por Cristo. “A beleza e a plenitude da vida consagrada depende da qualidade do nosso amor por Cristo. É só o que pode nos defender dos altos e baixos do coração. Jesus é o homem perfeito; nele se encontram, em grau infinitamente superior, todas aquelas qualidades e atenções que um homem procura numa mulher e uma mulher no homem”. “O amor dele não nos elimina necessariamente a sedução das criaturas e, em particular, a atração do outro sexo (ela faz parte da nossa natureza, que Ele criou e não quer destruir). Mas nos dá a força para vencer essas atrações com uma atração mais forte. ‘Casto’, escreve São João Clímaco, ‘é quem afasta o eros com o Eros’”, disse Cantalamessa.

Pe. Cantalamessa adverte do perigo de “amar sem o coração” Primeira pregação de Quaresma, sobre o ‘eros’ e o ‘ágape’ CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 25 de março de 2011. Fonte –  (ZENIT.org)


Quanto vale uma vida humana?

março 10, 2009

bebe-1

Sexta-feira passada ao ir para minha casa, me deparei com uma cena terrível. Um casal de irmãos tinham acabado de ser assassinados, no meio da rua, em plena tarde com um número grande de pessoas transitando. Os motivos reais do assassinato não sei, mas as testemunhas disseram que o assassino após a execução saiu calmamente na moto que estava, com outro dirigindo… Matou-os friamente sem dó nem piedade. Passei na rua( não tinha outro caminho…) e meu coração ficou partido. Fiquei pensando: Quanto vale uma vida humana, qual o valor de uma vida humana? Parece que está tudo banalizado e a vida não tem mais valor, mas é aí que nossos valores éticos e religiosos devem se tornar visíveis.

Eu não poderia deixar de citar aqui o caso polêmico da menina pernambucana que foi estuprada pelo padrasto e ficou grávida aos nove anos de idade.
Toda a sociedade civil ficou chocada com a notícia e muito se dizia a respeito do que se faria com a criança.
O nosso Bispo Dom José Cardoso Sobrinho se posicionou como sempre a Igreja se posiciona, a favor da vida. Suas palavras e a questão da excomunhão foram mal interpretadas e não foi Dom José que os excomungou, foram eles mesmos aos aceitarem fazer tais práticas.
Uma criança que estava no ventre com gêmeos, que faltava pouco mais de um mês para fazer uma cesariana (6 meses), foi forçada por pressões políticas a legalidade plena do aborto, a cometer um genocídio de duas crianças inocentes. Sabe-se de casos, no IMIP(Hospital pernambucano referência em atendimento a gravidez de risco) semelhantes, crianças com 10 anos de idade, em que aos 6 meses de gravidez a mãe fez cesariana tornando-a pré-matura e vive extremamente feliz hoje.

Mas, aonde quero chegar; no tema em questão: A vida humana, o aborto de inocentes, fico pensando, Porque não existem ONG’s de proteção a criança no ventre? ONG’s de defesa ao genocídio infantil.
Uma criança que nem se pode se defender!!!!!!!!!!!!!!!!!! Uma criança indefesa que não pode
lutar pela vida .
Lembro agora uma frase de Dom José Cardoso: “O mundo inteiro foi contra o holocausto, onde seis milhões de judeus foram mortos. O que está acontecendo é um holocausto silencioso, onde um milhão de crianças são vítimas de aborto no Brasil.”.

Vou continuar postando assuntos com relação a ética, e é claro a vida.
Lembremos da frase de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente”.(Jo 10.10)
Fraternalmente,
Fabiana Paula.

Acessem também, o site abaixo e leiam na íntegra, a matéria do Padre da Cidade de Alagoinha:
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?oc=OPINIAO&id=opi0441