A história de um pequeno ser humano

agosto 2, 2013

jeromeNa JMJ 2013 no Rio Janeiro, um pequeno gesto me chamou a atenção… Cada jovem ao receber o seu kit de peregrino, recebeu também um rico e valioso presente:Uma belíssima cartilha elaborada pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar – CNPF, chamada“Chaves para a bioética”. Este “livreto” foi elaborado em parceria com a Fontadion Jérôme Lejeune, fundada em hora deste grande geneticista que descobriu a causa do chamado “mongolismo”. Este homem recebeu em 1964 a primeira cátedra de genética fundamental na Faculdade de Medicina de Paris. Vale a pena ressaltar que a cátedra em questão foi criada especialmente para ele.

Jérôme Lejeune na medida que estudava as causas de deficiências intelectuais de origem genética, apaixonou-se pelos seus pacientes ao ponto de tornar-se um firme defensor da vida. Em 1974, ele foi nomeado pelo Papa Paulo VI para a pontifícia Academia de Ciências. Dentre outros títulos, vale a pena destacar a sua eleição para a Academia das Ciências morais e políticas na França (1994), o título de doutor honoris causa da Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha) e a Presidência da Pontifícia Academia para a vida, criada pelo saudoso Beato João Paulo II. Faleceu em 1997 enquanto acontecia a JMJ de Paris.

No ano de 1996 a Fundação Jérôme Lejeune foi reconhecida como de grande utilidade pública para a humanidade.

Durante um bom período estarei publicando aqui no blog Dominus Vobiscum trechos desta cartilha que nada mais é do que a visão da Igreja Católica Apostólica Romana sobre questões polêmicas como o aborto e o uso de células embrionárias. Sei que muita gente que não concorda com a visão da Igreja vai ler e refutar os artigos escritos. Mas o objetivo é antes de tudo, mostrar aos católicos o que a Igreja diz. Se cada um vai se unir a Igreja de Cristo ou não, dai já não posso fazer muita coisa. Só penso que antes de criticar é importante ler e refletir. Espero de coração que vocês gostem e reflitam…

A história humana começa na fecundação

A grande questão acerca do aborto precisa antes de tudo passar por perguntas prévias e importantes como esta: quando de fato começa a vida? Na visão da biologia (ciência que estuda a vida), uma nova vida humana começa no momento em que as informações conduzidas pelo espermatozoide se reúnem com às conduzidas pelo ovócito. Para os biólogos, neste exato momento é determinado o patrimônio genético de uma pessoa, inclusive seu sexo. Não se trata de uma teoria, mas de um primeiro estágio de desenvolvimento de alguém que um dia terá um nome como eu e você, porém naquele momento, ainda não está plenamente desenvolvido.

O zigoto é o primeiro estágio do embrião, onde se reúnem 23 cromossomos da mãe e os 23 cromossomos do pai. O seu tamanho é de 0,15 mm. Com 24 horas, o embrião já começa a se dividir, ou seja, já não é mais uma célula, mas duas que com o tempo irão se multiplicando e assim manifestando a nova vida.  Com 48 horas, já existem 4 células e com 72 horas, 8 células. Tudo vai acontecendo de forma ordenada (bonito ver como as coisas criadas por Deus são ordenadas). Com quatro dias o nascituro já está do tamanho de uma pequena amora e entre o 5º e 7º ocorre a nidação no útero materno. Com 21 dias, por meio da ecografia o coração do bebê já pode ser ouvido. Com dois meses, já é possível distinguir os dedos, a boca, o nariz, as orelhas, os olhos e até as pálpebras!

No terceiro mês a ciência já não chama mais aquele ser humano de embrião, mas de feto. Ele pode mexer as mãos e já podemos inclusive saber seu sexo.

Como se vê, o embrião é um organismo vivo, um ser vivo, um ser humano em potencial. Este pequeno ser, mesmo em seu primeiro dia de vida, já é dotado de um patrimônio genético humano mas está indefeso e frágil. A Igreja que se preocupa com a vida, também se preocupa com as frágeis vidas humanas que estão em desenvolvimento. Será que estas vidas não tem o direito de serem defendidas?

Fases do desenvolvimento embrionário (da 3ª a 8ª semana)

Falando sobre a gravidez

Gravidez é o estado da mulher em que o feto se desenvolve dentro da mãe (Dicionário Caldas Aulete). É importante que você saiba que desde o momento da concepção (fecundação), a mulher já é considerada grávida, pois é a partir desta data que se contam os meses para o nascimento da criança.

Como se vê, já existe vida ao primeiro dia de gravidez. Talvez você me diga que é apenas uma célula. Sim, é verdade. Porém uma célula viva que já não faz mais parte do corpo da mãe. Está na mãe, mas não é parte do corpo dela. Agora pense comigo: Se um dia encontrarem uma célula viva em outro planeta, esta terá um grande valor para a humanidade. Porém infelizmente uma célula gerada no corpo de uma mulher, um ser humano como eu e você, em nosso planeta, já corre risco de morte.

Até a próxima!

Dominus Vobiscum

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Aborto, uma violência moral e física

agosto 2, 2013

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Quem tem autoridade para dizer onde começa a vida é a Biologia, amparado pela embriologia, pela medicina fetal, isso nós já sabemos.

E é justamente a biologia que nos afirma que a única diferença entre cada um de nós e um óvulo fecundado é o TEMPO e a NUTRIÇÃO. Ou seja, isso é um dado científico.

A diferença é que eu tenho 30 anos e o feto tem 2 meses, 5 meses… ; Eu como arroz e feijão e o feto está em simbiose com a mãe por questões nutrientes, somente por isso.

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Nenhum ser humano é mais humano do que outro.

SER e HUMANIDADE são inatos, não são adquiridos.

Nenhum corpo vivo pode se tornar pessoa se já não for em essência.

O feto não se torna pessoa, ele é pessoa.

Nem defeito físico, que a criança tenha, nem tempo de fecundação, vai mudar isso. Se a vida começa na concepção, como é provado pela Biologiao aborto é matar uma vida. E uma vida indefesa.

Num aborto o feto morre de maneira dolorosa, ele tem sensibilidade à dor e isso foi mostrado pelo Dr.Bernad Nathanson no filme”Silent Scream“(O grito silêncioso).

O vídeo mostra o feto tentando se desviar do instrumento abortivo, acelerando os batimentos cardíacos quando o sugador o encontra.

Assim que seus membros foram arrancados, sua boca se abriu, o que deu origem ao nome do filme do Dr Nathanson.

Numa gestação, o agente ativo é o feto e o agente passivo é a mãe;

É o feto quem regula o líquido amniótico, é ele quem em última instância diz o momento de sair; Tanto é, que alguns abortos espontâneos acontecem porque o organismo da mãe entende a criança como um ser estranho. O que impede da criança não ser expulsa pelo organismo da mãe é justamente a cápsula protetora que o feto desenvolve.

E os abortistas ainda insistem em dizer que o feto é prolongamento do corpo da mulher!

Querem tratar o aborto como uma procedimento natural e trnaquilo, somente que Deus perdoasempre, os homens às vezes mas a natureza nunca.

Quanto a natureza cobra pelo aborto?

 

25% das mulheres que fizeram aborto freqüentam continuamente psiquiatria.

60% experimentam estress emocional pós aborto e desordem do estress pós traumático.

138% mais probabilidade de depressão comparando com as mulheres que mantem sua gravidez até o fim.

260% mais probabilidade em serem hospitalizadas para tratamentos psiquiátricos.

7 X mais propensas ao suicídio do que as outras mulheres

De 30 à 50% da mulheres que praticam o aborto ficam com alguma disfunção sexual.

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Além de:

  • Perfuração do útero

  • Embolia

  • Necrose

  • Cancro da mama(nº altíssimo) da cervical, do fígado.

  • Complicações numa gravidez futura.

  • Pancreatite

  • Endometrite

  • lacerações

    Etc.etc.etc….

A pessoa humana não é só físico, é mente, corpo, alma e espírito;

O problema é que querem tratar a questão do aborto como se ao retirar o feto, o problema da mulher estivesse resolvido.

Está muito claro as consequências do aborto para a mulher.

Outro argumento ridículo é o de que a legalização do aborto é questão de saúde pública.

A verdade é que todos aqueles que defendem o aborto escondem as consequências dele.

Os abortistas querem atacar a causa e não trabalhar o preventivo que é a legítima educação.

Aí a gente olha pra situação da saúde pública no Brasil: Hospital sem médico, sem equipamento pra fazer radiografias, filas quilométricas para o pobre ser atendido, falta de leito nos hospitais.

Falar que aprovar aborto no Brasil é questão de saúde pública é simplesmente ridículo.

Enquanto se quer legalizar o aborto com a desculpa de problema de saúde pública as mães que querem ter seus filhos não encontram leitos, não encontram médicos nos hospitais, mas encontram um caos na saúde pública.

São 2 anos pra uma mulher operar um mioma na rede pública, um caos. Coitados dos que dependem da rede pública. E agora querem nos convencer que legalizar o aborto é questão de saúde pública?

O aborto é a violência dos poderosos contra os indefesos, essa é a verdade.

.Fonte: Blog do Tiba: http://blog.cancaonova.com/tiba/2012/02/09/aborto-uma-violencia-moral-e-fisica/

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O Cético e o Lúcido…

agosto 2, 2013

Gêmeos

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.
O primeiro pergunta ao outro:
– Você acredita na vida após o nascimento?
– Certamente. Algo tem de haver após o nascimento.
– Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
– Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
– Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
– Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
– Isso é um absurdo! Caminhar é impossível.
– E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta.
– Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.
– Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
– Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida.
– E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
– Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
– Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
– Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
– Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
– Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando ou sente como ela afaga nosso mundo.


Vergonha para o Brasil

agosto 2, 2013

Aborto

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira (1º), sem vetos, projeto de lei que determina o atendimento obrigatório e imediato no Sistema Único de Saúde (SUS) a vítimas de violência sexual, segundo informou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A lei entra em vigor em 90 dias.

Com a sanção, Dilma manteve no projeto um trecho que foi alvo de polêmica entre religiosos por obrigar hospitais a prestarem serviço de “profilaxia da gravidez” a mulheres que foram abusadas.

De acordo com o projeto, todos os hospitais da rede pública serão obrigados a oferecer, de forma imediata, entre outros serviços, a “profilaxia da gravidez”, termo que, de acordo com o Ministério da Saúde, refere-se ao uso da chamada “pílula do dia seguinte”. A medicação evita a fecundação do óvulo (em até 72 horas após a relação sexual) e não tem poder para interromper uma gestação.

Segue abaixo o post do blog do Padre Joãozinho sobre esse triste acontecimento.

No calor dos debates pedi a uma pessoa da área do direito que fizesse uma análise semântica e jurídica da expressão “profilaxia da gravidez”. Uma vez que a Presidente Dilma sancionou integralmente o PL 03/2013 contra o pedido da CNBB de veto parcial, cabe garantir que honre, ao menos, o sentido preciso da ambígua expressão “profilaxia da gravidez”. Este artigo surgiu depois uma conversa e a convite do meu amigo João Carlos Almeida (Padre Joãozinho, scj), após a qual resolvi escrever devido ao tramite do Projeto de Lei 03/2013, autoria da deputada federal Iara Bernardi do PT/SP[1], que traz em seu art. 3º, IV, a expressão “profilaxia da gravidez”, que vem sendo interpretada como “aborto permitido”. Na verdade o projeto de lei visa a tornar obrigatório o atendimento emergencial às vítimas de violência sexual no SUS – Sistema Único de Saúde.

Durante esta conversa surgiu a seguinte duvida: será que a palavra “profilaxia” empregada na futura lei não poderia ser interpretada como aborto permitido no Brasil?

No direito, a interpretação nada mais é que buscar o efetivo alcance da norma, ou seja, procurar descobrir aquilo que ela tem a nos dizer com a maior precisão possível, sendo que os meios empregados para a interpretação são: 1) literal ou gramatical, que se preocupa simplesmente com o significado das palavras; 2) a teleológica, que visa alcançar a finalidade da lei, aquilo que ela se destina regular; 3) a sistêmica, que interpreta a norma legal como um todo e não somente para as partes; 4) a histórica, na qual o interprete da norma busca fundamentos de sua criação e momento pelo qual a sociedade atravessa.

Ora, o vocábulo “profilaxia” tem significado médico de conjunto das precauções higiênicas que devem tomar-se para evitar uma doença ou um contágio[2].

Logo, trazendo para dentro do contexto do Projeto de Lei 03/2013 e usando as técnicas de interpretação acima, temos que a palavra profilaxia foi usada corretamente no contexto médico de forma a tratar e prevenir doenças infectocontagiosas que as mulheres vítimas do estupro não venham a sofrer, tais como: DST, AIDS, hepatite etc. e logicamente não inclui a gravidez, pois não se trata de doença.

Hoje o aborto, art. 124 do Código Penal[3], é crime com pena prevista de 1 a 3 anos de prisão, e somente casos previstos na lei não são considerados crimes.

Na nossa constituição e no direito penal brasileiro temos o princípio da legalidade que afirma que um crime só existe se a lei previr que aquela conduta é criminosa. “Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.” (art. 5º, XXXIX da CF/88 e art. 1º do CP, respectivamente).

Para que um crime deixe de existir é necessário que uma lei diga que aquela conduta tipificada não é considerada mais como infração penal. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o crime de adultério que era previsto no art. 240 do Código Penal brasileiro e hoje não é mais considerado como um delito contra o casamento.

No PL 03/2013 não há revogação do crime de aborto, fazendo com que deixe de ser crime. A finalidade do projeto de lei é unicamente dar tratamento médico para as doenças que as vítimas de violência sexual venham a adquirir, podendo até prejudicar o desenvolvimento normal de uma gestação devido ao surgimento de alguma doença adquirida pela violência. Isto sim é a “profilaxia da gravidez”. Tudo isso e só isso. O que ultrapassa é eufemismo que não cabe nos termos da lei.

Contudo para que haja a legalização do aborto, o texto do projeto de lei já mencionado deve trazer menção em artigo próprio, como manda a boa técnica legislativa, que tal conduta punida estaria fora do rol dos crimes, como aconteceu com o crime de adultério que foi revogado pela Lei 11.106/05 em seu art. 5º: “Ficam revogado o art. 240 do decreto lei 2.848/40[4].” E não é o que ocorre com o caso em questão, pois não há intenção do legislador em descriminalizar o aborto, já que não incluiu artigo que revogasse os artigos que incriminam tal pratica, continuando em vigente os crimes de aborto.


[1] http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=111416

[2] http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=profilaxia

[3] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm

[4] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11106.htm


Mudar de verdade!

junho 18, 2013

bandeira do Brasil

Vemos hoje no Brasil um momento político novo. Por causa de um aumento nas passagens de ônibus, um grupo foi a rua protestar e começou um movimento nacional de repúdio ao aumento de passagens, mas vemos que por trás disso algo muito maior, vemos o desejo no coração do povo de justiça e igualdade social. Vivemos numa democracia, as pessoas tem direito de lutar por melhores condições de vida, só acho que os protestos não podem ser vinculados ao vandalismo, assim ele perdem a força e a razão. Poucos se aproveitam desse momento para gerar baderna e sujar a essência do movimento. Destruir o patrimônio público ou privado, não é protestar e sim um crime. Não podemos justiçar um crime com outro.

Os protestos para ganharem força e serem sérios e de forma geral tem sido sérios, devem ser pacíficos e cheios de significado. Quem vai, deve ir porque acredita nos ideais propostos, senão fica tudo como está, vira só ôba-ôba… Tem que ser com consciência e a maior resposta que vamos dar será nas próximas eleições, votar com consciência. Quantos de nós pesquisamos o “Ficha Limpa”, para saber se os candidatos que votamos realmente tiveram um passado honesto, sem corrupção ? ? ? ? ? Vale a pena refletir sobre isso também!

O voto é o maior instrumento de mudança! Vamos protestar pacificamente e votar conscientemente e não deixemos que esse momento seja uma “onda”, mas um reflexo de um país que aprendeu o significado da cidadania.

Abraço fraterno,
Fabiana