Músicos segundo o coração de Deus

outubro 18, 2014

Tema: O Dom é um presente

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Quando procuramos o significado da palavra dom encontramos os seguintes significados: Dádiva, presente, dote natural, talento, prenda, aptidão, faculdade, capacidade, habilidade especial para fazer algo.

Sabemos que não há ninguém no mundo que não tenha recebidos dons do criador. Deus nos deu diferentes dons para que possamos enriquecer uns a vida dos outros. Algumas pessoas dizem com tristeza que não possuem dons, dizem não ter recebido nenhum dom, mas isso não é verdade, apenas algumas aptidões ainda não foram descobertas. Os Traumas e a baixa autoestima escondem muitas vezes grandes valores, grandes riquezas que temos dentro de nós. É muito triste ver alguém que não descobriu nenhum valor em si mesmo e vive mergulhado na amargura e no negativismo.

Aprendemos que dom é presente, é dádiva, então na verdade os dons que temos não tem relação com nossos méritos, não é porque você é uma grande pessoa que Deus te deu o dom de cantar, de tocar um instrumento ou mais instrumentos, de falar bonito, fazer belas pregações. Não é por méritos pessoais, entendem? Na verdade os motivos pelos quais recebemos os dons de Deus são ainda desconhecidos, é mistério que não temos conhecimento da revelação. As escolhas de Deus não são sempre compreensíveis, muitas vezes, não sabemos, nem entendemos, mas acolhemos com amor e gratidão e queremos fazer bom proveito dos presentes dados pelo nosso Pai Criador.

Há algo muito importante que quero partilhar com vocês. O meu DOM não me faz melhor que os outros. Tem gente que vive trocando os significados. Vez por outra vejo algum cantor se achando o “cara” ou a “cara”, menosprezando outros, se sentindo mais importante porque tem “aquela voz” ou toca “muito” aquele instrumento, achando que aquele talento tão especial que tem o faz estar numa condição superior aos outros. Que grande engano! Nossos dons nos levam a sermos mais humildes, pois devemos reconhecer que é presente de Deus e que nossa parte é administrar bem esse talento, multiplicá-lo, mas nunca deixar a soberba cegar nossos olhos e devemos ter sempre o cuidado para não ficarmos no dom em si, nosso dom é um meio, NUNCA um fim em si mesmo.

O mais lindo é saber que o meu dom não é meu, recebi para o outro, para fazer outras pessoas melhores, para servir ao outro. O dom não é minha propriedade, mas é de Deus, por isso ele não pode me levar a vaidade, arrogância ou prepotência, mais ao contrário deve me levar a humildade e a gratidão.
Que possamos pedir todos os dias a Deus que nos ilumine e nos faça pessoas simples, desapegadas, agradecidas a Ele e sempre dispostas a repartir com o outro o que de bom temos em nosso coração.

Deus abençoe a todos!

Fraternalmente,
Fabiana Paula

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Garçons da Palavra de Deus?

fevereiro 18, 2014

Garçons

Continuando nossa série de formação para músicos e o tema de hoje é uma pergunta: Somos garçons da Palavra de Deus?

Essa é uma pergunta que pode parecer estranha, esquisita e sem muito sentido para um ministro de música. Mas se pensarmos direitinho na profissão do garçom vamos entender melhor. Ah, eu coloquei na primeira pessoa do plural(nós), pois me incluo em todas as formações que escrevo, sou a primeira que preciso refletir sobre todos os temas que escrevo.

Achei a seguinte definição: “garçons são os funcionários que trabalham em restaurantes ou bares servindo comida e bebida aos clientes”.

Muito bem, esse é o grande risco que corremos, sermos apenas garçons da palavra de Deus, quando levamos até as pessoas o alimento espiritual para os que têm fome e sede de Deus, mas apenas “servimos” e não provamos também. Levamos lindos pratos e as pessoas comem, bebem e saem felizes, saciadas. Lindas canções, muito bem cantadas e executadas, lindos arranjos, lindas letras, belos vocais, grandes músicos, mas o que realmente fica para nós músicos depois de cantar ou tocar? Apenas mais uma apresentação musical? Apenas mais um show? Apenas mais uma missa?

A coisa mais linda da nossa missão de ministros de música é que não somos garçons, pois em primeiro lugar o alimento não é nosso, vem de Deus e nós apenas levamos aos corações das pessoas e o mais importante é que é gratuito, não custa nada, para receber o pão da palavra basta apenas um coração aberto e contrito. A graça é de graça.

Depois, algo importante e fundamental é que ao mesmo tempo em que somos portadores da mensagem do Reino nós também nos alimentamos, somos participantes, convidados e recebemos todas as graças. Então quando ministramos a música não podemos levar algo que não tenhamos provado. Precisamos ser os primeiros a experimentarmos aquilo que cantamos.

Provai e vede quão suave é o Senhor!(Sl 33)

Força, Fé e Coragem a todos nós! Unidos em oração!

Fraternalmente,

Fabiana Paula


A última corda

janeiro 13, 2014

paganini

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não para.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome e sua fama atravessam o tempo. Não apenas como um violinista genial, mas como símbolo do profissional que continua, mesmo diante do aparentemente impossível.

Essa história nos ensina o valor da dedicação, da persistência e do profissionalismo e acima de tudo da perseverança, mesmo quando as coisas parecem não estar bem e parece que tudo está dando errado não devemos parar nem desistir. Mesmo quando nos sentimos limitados , podemos dar nosso 100% na nossa limitação e coisas lindas podem surgir diante das impossibilidades e fragilidades assim como aconteceu com Paganini.

Fraternalmente,

Fabiana Paula


A inveja musical, veneno que corrói nosso ministério!

janeiro 9, 2014

Hoje quero partilhar com vocês sobre um tema muito adequado e pertinente para nós músicos que é a inveja. O inimigo nos bombardeia e nos tenta com muita força para que sintamos inveja e abramos as portas para todos os outros pecados que acompanham essa “cruel mamãe”.

inveja

A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo imoderado de sua apropriação, mesmo indevida. Quando deseja um mal grave ao próximo, é um pecado mortal: “Santo Agostinho via na inveja o pecado diabólico por excelência. Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado pela sua prosperidade.” (São Gregório Magno)” (CIC 2539)

Na música ouvimos com frequência os seguintes murmúrios:

– Porque ela está cantando e não eu… Eu canto muito melhor…

– Esse cara não toca a metade do que eu toco e ninguém me chamou…

Que triste é saber que alguns se alegram quando veem um irmão desafinar, sentem um prazer em ver o constrangimento de um erro do outro. Algumas vezes risinhos e olhares quando a banda erra, o cantor erra, esquece a letra ou desafina e isso é motivo de alegria para alguns invejosos.

A inveja na música se dá muitas vezes quando vemos um dom especial no outro, uma qualidade, um potencial, uma vitória conquistada e isso nos entristece, nos incomoda, porque queríamos ter esse “dom especial”, quantos se enfurecem com os elogios e aplausos recebidos pelos outros pois o invejoso quer ser sempre o centro das atenções e odeia ficar de “coadjuvante” na história. Já vi pessoas tendo quase um “surto”, quase uma “crise de abstinência” musical porque tiveram que dividir o “palco”, ou melhor, sair um pouco de cena e deixar o outro “aparecer”. Tem gente que passa “cola” no microfone e não quer dividir com o outro.

A inveja é um dos sete pecados capitais, a palavra “Capital” vem do latim “Caput” que significa cabeça, então ela é a mãe de muitos outros como o ciúme, a fofoca, a mentira, a cobiça, a discórdia e a murmuração, por exemplo. Na tristeza pelo bem do outro, muitos iniciam uma luta contra o seu potencial “inimigo” gastando seu tempo precioso observando a vida do outro e espalhando seu veneno com difamações, sujando e denegrindo a imagem do outro, e o veneno é jogado de forma sutil e em pequenas doses. Pequenos comentários com um e com outro e o joio começa a ser lançado. De repente, quando menos se imagina um boato é espalhado e uma pessoa é manchada em sua dignidade.

Cuidado com o que comenta, com o que publica, com o que pensa ou imagina, pois muitas vezes você pode estar errado, cego pela inveja cria uma imagem totalmente distorcida de alguém e faz com que outros acreditem em sua inverdade. Um dos piores assassinatos é o da imagem do outro. Já aconteceu comigo, fui elogiar determinado músico e alguém me disse, “Ah, você diz isso porque não o conhece, ele é isso, isso, isso…” Fiquei perplexa e quase acreditei, um dia conheci a pessoa e vi que não era bem assim, bom, todos temos limitações, mas não era da forma como  me disseram.

O que fazer quando a inveja vem ao coração?

Sentir inveja no primeiro momento não necessariamente é pecado, pois todos nós sentimos em certas ocasiões de nossa vida, mas apenas o consentimento com esse sentimento, já abre o coração para o pecado. Alimentar essa inveja, deixar que ela entre, dar “asas a imaginação” é abrir as portas não só para a inveja, mas para toda a sua família.

Há um exercício que é difícil a princípio, mas depois vai se tornando mais fácil. Agradecer a Deus pelo dom do outro que eu não tenho, pois Deus não nos fez todos iguais, Deus tem e distribui uma diversidade de dons aos seus filhos e isso é lindo pois assim precisamos uns dos outros, ninguém é completo(por mais que alguns pensem que são), ninguém sabe fazer tudo e isso é muito importante. Para que você vença a tentação da inveja, a cura passa por um meio principal e fundamental que é a oração de AÇÃO DE GRAÇAS. Ela destrói o plano do maligno e faz justamente o contrário do que foi arquitetado pelo diabo. Ação de Graças, vem do grego Eucaristia(agradecer). Em grego obrigada se diz “Eυχαριστώ / Eukaristó”. Faça esse exercício, mesmo sem vontade, mesmo com o coração fechado, vale a pena, aos poucos o Espírito Santo vai quebrando e derretendo o gelo e o sentimento de inveja e tristeza pela vitória do outro vai passando.

Ele quer o povo de Deus desunido, competindo e em constante tensão. E nós queremos usar nossos dons para maior glória de Deus, por isso rezamos e torcemos pelo bem do outro. Devemos estar solidários quando o outro errar, dando força e apoio. Se você vê que tem muita gente cantando em “tal lugar” vá para outro que não tem ninguém, se não te chamaram para “tal lugar”, vá para aquele lugar distante e pobre que te chamaram, que precisa de sua evangelização, onde o povo tem sede e fome de Deus e você será muito útil. Para que querer ter fama e ser reconhecido pelas pessoas, quem deve ser amado e reconhecido é Jesus Cristo, você é apenas um portador da mensagem do Evangelho. Pare de olhar a vida outro do outro, seus projetos musicais, seus sucessos e bons êxitos. Reze e faça seus projetos mas não para aparecer, mostrar trabalho ou “dar o troco” e sim para fazer a vontade de Deus. Com todo carinho e amor, cuide de sua própria vida e verá que será fantástico, será uma libertação! Se for para entrar na vida do outro que seja para somar, para o bem do irmão, caso contrário não vale a pena.

Fico boba como tem pessoas que perdem seu tempo criticando cantores e bandas. Acho uma bobagem ficar escrevendo comentários negativos no you tube e em outras redes sociais. Vejo que há uma infinidade de pessoas que perdem seu tempo precioso criticando, ridicularizando e ofendendo bandas e cantores. Tem pessoas que abrem grupos em redes sociais para falar mal de tal ou tal cantor ou banda. Porque não abre um grupo para divulgar o cantor ou banda que você gosta ou que tem belas canções que tocam seu coração? É muito mais inteligente!

Pare de olhar para o quintal do vizinho e ficar invejando um quintal lindo, cheio de flores, árvores frutíferas, capim cortado e até uma linda horta, quando o seu está sujo e sem vida. Volte-se para seu quintal e mãos a obra. Cuide com amor do seu quintal, sem querer competir com o do seu vizinho, cuide do que é seu porque lhe foi confiado para que você administre. Plante flores, árvores, decore e verá como ficará lindo. Assim terão muitos quintais lindos, perfumados e todos sairão ganhando com uma rua, um bairro, uma cidade, um país bonito e bem cuidado.

inveja 1

Multiplique o seu talento sem se preocupar com o talento do outro. Aprenda a dividir também, a silenciar e deixar o outro cantar e tocar. Não se apegue a um microfone ou a um instrumento musical, pois seu ministério é muito mais que isso: É partilha, solidariedade, amor, respeito, tolerância, é coerência com a proposta do Evangelho. Todas as vezes que a inveja bater a sua porta, mande-a embora com a oração de ação de graças.

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama… Se alguma virtude há, seja isso que ocupe o vosso pensamento.” (Filipenses 4.8)

Rezemos juntos:

Muito obrigado Senhor pelo dom do meu irmão (ã) que eu não tenho pela oportunidade dada a ele que ainda não chegou até mim. Agradeço-te pela vida e pelo dom do meu irmão (ã), mas também pelos dons que me destes, não quero esquecer dos talentos que me destes e pelas minhas qualidades e habilidades. Eu quero sempre me alegrar com o meu bem, mas de forma especial com o bem do outro e que a cada dia ele (ela) seja mais feliz e multiplique os talentos recebidos para maior glória e honra do Reino de Deus.

obrigado senhor

Fraternalmente,

Fabiana Paula


Músicos segundo o coração de Deus – Vida de intimidade com o Senhor

dezembro 27, 2013

Jesus orando

“E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.” (Mateus 14.23)

Hoje quero partilhar com vocês a importância do músico cristão ter uma vida de oração, de intimidade com Deus.

Lemos na Sagrada Escritura que Jesus subiu o Monte para orar, para conversar com o Pai, mas não só para falar, para ouvir também o que o Pai tinha a lhe dizer. Esse versículo nos diz que Jesus despediu a multidão e subiu o monte para orar a parte. Jesus acolhia e pregava para multidões e talvez alguns de nós também tenhamos nossas “multidões”, o público que nos escuta, nos acompanham e que gostam de nós, da nossa música, do nosso trabalho. Após cantarmos, tocarmos, pregarmos e  ficarmos com nossa “multidão”, precisamos nos apartar, nos afastar um pouco para conversar com Jesus e “recarregar as baterias”.

Gosto muito da série de livros escrita por Martín Valverde, intitulada: “Filho, antes que músico”. Um dos livros se chama: O silêncio do músico. É um convite a uma vida de oração e de escuta do Senhor. Muitos depois de após terem chegado aonde estão, escondem a escada pela qual subiram. Outros cantam o que não conhecem… cantam Jesus, suas maravilhas, seus milagres, seu amor, mas cantam um Jesus longe, distante, presente somente na Bíblia, mas não experimentam em sua vida. Agir assim é somente CANTAR, quando estamos em oração,  quando nos preparamos espiritualmente para ministrar a música, vamos além, cantamos algo vivido mesmo com limitações, mas não cantamos algo vago ou distante, cantamos algo vivido e experimentado, sofrido e em constante luta, pois levar a Palavra de Deus não é fácil, supõem renúncias, carregar a nossa cruz todos os dias, mas também ter a certeza que Jesus nos dá a vitória.

O Ministro de Música é alguém que tem intimidade com o seu Senhor. É como se a música fosse apenas uma consequência daquilo que ele vive em seu dia-a-dia. Sabe quando pedem que você fale de um grande amigo(a) e você lembra tantas coisas, detalhes e momentos vividos, pos assim deve ser nossa amizade com Jesus.

Sem oração, nossa música pode ser muito técnica, muito profissional, melhores vozes, melhores instrumentos, melhores equipamentos, mas não tem unção, pode ser muito afinada, cheia de modulações e cheia de belos e harmoniosos acordes, mas não toca o coração das pessoas, não as leva a um encontro com o Senhor, e é esse um dos objetivos da música cristã, alcançar os corações  e fazer com que as pessoas se aproximem mais de Deus e o amem mais.

Na verdade quando somos somente técnicos, as pessoas vão achar bonito, mas a beleza musical vai parar em nós, o mérito vai ser só nosso, quando cantamos em oração as pessoas levam consigo aquele momento como um marco, um momento único em sua vida. Voltam para suas casas renovadas por Deus, que é o único que pode fazer com que isso aconteça. Somos apenas portadores da mensagem da vida nova trazida por Jesus. Como é gratificante quando ouvimos alguém dizer: “Eu estava triste, deprimido ao ouvir aquela música tive forças para lutar, senti-me melhor e mais forte”. Sua música tem que ter esse poder, de transformar vidas, curar , salvar e libertar porque você não canta você, você canta a pessoa de Jesus Cristo que tudo pode fazer, por isso sua música deve ser cantada com poder e unção, não é uma música qualquer, mas sim é o som do Céu.

Sem oração as dificuldades da vida vão ficando cada vez mais insuportáveis, a convivência com os irmãos de ministério as vezes se desgasta, pois somos “nós” com nossas mazelas e quando o Espírito Santo não está no meio, o nosso humano fala mais alto e daí damos brechas para tantos pecados entrarem: a inveja, vaidade, ciúmes, intrigas e tantos outros… Quando estamos em oração, vamos sentir tudo isso também e muito mais,  mas teremos forças para vencer e ir superando cada um dos desafios.

Sem oração nossas carências e vícios vem à tona e fica quase impossível conviver com um grupo, por isso infelizmente tantos ministérios se acabam, amizades de anos são desfeitas e o lindo plano de Deus vai por água abaixo.

E o problema não foi ambição, vaidade, egocentrismo, intransigências, etc. Tudo isso vai nos acompanhar sempre,o problema é uma vida sem oração, sem espiritualidade, vivendo sem oração damos brecha para o inimigo de Deus entrar e fazer a sua festa.

Se você quer ser um ministro de música e quer que sua música alcance o verdadeiro propósito, deve aumentar seu grau de amizade, de intimidade com Deus. São muitas as formas de crescermos nesse amor. A Santa Missa, as adorações a Jesus Eucaristico, o sacramento da confissão, os atos de amor e piedade, a Leitura da Palavra de Deus, entre tantos. Busque cada uma dessas fontes e você verá o quanto seu ministério irá crescer e amadurecer.

Deixo para vocês  alguns pensamentos de Santa Faustina Kowalska, uma religiosa polonesa, que recebeu de Jesus a missão de difundir a devoção a Misercórdia. São pensamentos muito profundos e lindos sobre a oração, espero que edifique a vocês, da mesma forma que tem me edificado.

Deus nos abençoe e sigamos mesmo diante das dificuldades firmes e sempre ligados ao Senhor.

Fraternalmente,

Fabiana Paula

É pela oração que a alma se arma para toda espécie de combate. Em qualquer estado em que se encontre, a alma deve rezar. Tem que rezar a alma pura e bela, porque de outra forma perderia a sua beleza; deve rezar a alma que está buscando essa pureza, porque de outra forma não a atingiria; deve rezar a alma recém-convertida, porque de outra forma cairia novamente; deve rezar a alma pecadora, atolada em pecados, para que possa levantar-se. E não existe uma só alma que não tenha a obrigação de rezar, porque toda a graça provém da oração” (Diário, 146).

“…a alma deve ser fiel à oração, apesar dos tormentos, da aridez e das tentações, porque em grande parte e principalmente de uma oração assim depende, às vezes, a concretização de grandes desígnios de Deus. E, se não perseveramos nessa oração, transtornamos o que Deus queria realizar através de nós, ou em nós. Que toda alma se lembre destas palavras: E, estando em agonia, rezou mais longamente”(Diário, 872).

“A paciência, a oração e o silêncio – eis o que fortalece a minha alma. Há ocasiões em que a alma deve calar-se e não lhe convém conversar com as criaturas. São momentos em que não está satisfeita consigo mesma (…) nestes momentos vivo exclusivamente pela fé…” (Diário, 944).

“O silêncio é como a espada na luta espiritual (…) A alma recolhida é capaz da mais profunda união com Deus, ela vive quase sempre sob a inspiração do Espírito Santo. Deus opera sem obstáculo na alma silenciosa” (Diário, 477).

“Devemos rezar, muitas vezes, ao Espírito Santo pedindo a graça da prudência. A prudência compõe-se de: ponderação, consideração inteligente e propósito firme. Sempre a decisão final pertence a nós” (Diário, 1106).


Músicos segundo o coração de Deus: À frente da batalha

novembro 7, 2013

músico e a cruz

Nosso ministério, assim como todo serviço a Deus é cheio de desafios, tentações, tendências, manias e muita coisa que vem somente para atrapalhar o plano de Deus e a nossa convivência com os irmãos e a amizade com Deus.

Um dos maiores desafios da caminhada e entender que nosso ministério é um ministério de poder, pois leva muitas pessoas a uma vida nova, a santidade e a um reencontro com o Senhor e é claro que o inimigo de Deus não fica feliz em ver almas sendo resgatadas e tenta de todas as formas os ministros de música. Quando você canta ou toca, não é puramente uma apresentação musical, mas uma ministração, onde unimos a arte que é dom de Deus e o objetivo de evangelizar através daquilo que sabemos fazer.

O ministério de música tem lugar de suma importância no campo espiritual. A palavra nos ensina:

“Depois de consultar o povo, Josafá nomeou alguns homens para cantarem ao Senhor e o louvarem pelo esplendor de sua santidade, indo à frente do exército, cantando:” Deem graças ao Senhor, pois o seu amor dura para sempre”. Os inimigos saíam em disparada. Os cantores iam à frente anunciando que o vencedor, o valente, o guerreiro havia chegado. O vencedor era o Senhor: sua Arca era apenas o sinal; o sinal do Vencedor que chegara para vencer. “ (II Cr 20,21-22)

Gente, essa passagem é forte demais! Os cantores estão à frente e anunciam… Essa é a nossa missão: Ir à frente anunciando que o Senhor, Deus dos Exércitos é o vencedor. Não há dor, nem tristeza, nem solidão, nem enfermidade, nem decepção, nem tão pouco o espírito de derrota deve nos perturbar, pois Aquele que é maior que tudo isso está conosco nos guiando e protegendo. Mas é importante saber que somos só anunciadores, portadores da mensagem, como aquele burrinho que entra em Jerusalém com Jesus, vê aplausos, mantos, palmas, palavras de júbilo, elogios, mas tudo era para Jesus. Por mais que cantemos lindamente, com muita afinação e que nossos instrumentos produzam um som harmonioso e preciso, não podemos esquecer que tudo é dom, presente de Deus, veio e vai para a honra e glória do Senhor e uma coisa é muito importante: A INTENÇÃO da música. Ela deve louvar, exaltar, levar mensagem lembrando sempre que quem tudo fez e faz é o SENHOR. Quem está no palco apenas “por si” se afasta do real sentido da música cristã. Vender CDs, fazer sucesso, ser conhecido não é nada se não houver a reta intenção de evangelizar.

Um abraço afetuoso a todos e até a próxima formação.

Fraternalmente,

Fabiana Paula


Músicos segundo o coração de Deus: Profeta entre as nações!

outubro 12, 2013

globo terrestre

“Foi-me dirigida nestes termos a palavra do Senhor: Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações. E eu respondi: Ah! Senhor JAVÉ, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança. Replicou, porém o Senhor: Não digas: Sou apenas uma criança: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar.  Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te – oráculo do Senhor. E o Senhor, estendendo em seguida a sua mão, tocou-me na boca. E assim me falou: Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios”.  (Jer 1.4-9)

Continuando nossa série de formação para músicos, vamos hoje meditar um texto que muito me encanta e fala muito ao meu coração:  O profetismo. O primeiro ponto na leitura do texto do livro do profeta Jeremias é o chamado de um jovem, como ele mesmo diz “um menino” , “uma criança”, para uma missão de muita responsabilidade: Ser Profeta e anunciar aos povos sua mensagem. Esse convite o deixou como que desesperado e preocupado, ou seja, ainda tinha muito que aprender, sentia-se despreparado, imaturo e com medo da grandeza da missão que lhe estava sendo confiada.

Mas o Senhor o tranquiliza dizendo que desde que no ventre de sua mãe fosse concebido Ele já o conhecia, já o havia escolhido para ser profeta entre as nações.

Podemos então nos colocar como o profeta Jeremias, diante do nosso dom musical, como o nome já diz é um dom, um presente de Deus, foi o Senhor que desde o ventre materno nos escolheu e nos deu o dom da música. É lindo saber que foi o senhor que nos escolheu, nos amou e convidou para a missão evangelizarmos através da música.

Muitas vezes nos sentimos como Jeremias diante da missão que Deus nos confia. Olhando a responsabilidade de sermos bons músicos, coerentes com nossa fé e com o que cantamos e tocamos, vem o medo e a sensação de incapacidade. Será que consigo? Será que estou preparado? Será que serei bem sucedido? Porque nós, assim como o profeta somos crianças, crianças na fé e muitas vezes no entendimento do projeto de Deus e diante de uma missão exigente, muitas vezes queremos recuar, voltar a atrás, dizer não.

Eu mesma posso testemunhar o quanto Deus tem operado em minha vida. Muitas vezes estou no palco e alguns pensam que lá é um lugar de glamour, um status, mas na verdade é um lugar de missão, pois em vários momentos estou ali somente fortalecida no Senhor, quantas vezes passando por um momento difícil, quando a vontade é não ir em missão, ficar dentro da minha “bolha”, de área de conforto e viver as crises e a dificuldade bem distante de todos. Mas, qual foi a ordem e a promessa que o Senhor fez ao profeta Jeremias e que se estende a todos nós?

“Eu te envio como Profeta entre as nações”!

E o profeta é aquele que anuncia. Anuncia o Reino de Deus, o amor de Deus que é infinito e rico em misericórdia, anuncia que para seguir Jesus é necessário renunciar a nós mesmos, carregar todo dia nossa cruz e seguir junto com o Mestre na caminhada. Ser profeta é ir contra a maré do capitalismo selvagem, do ter, ser, possuir, da sede de grandezas, da cobiça que nos cega e nos faz perder a essência de sermos todos irmãos. Ser profeta é dizer não ao relativismo, ao aborto, as doutrinas que nos fazem perder nossa fé, que é nosso maior tesouro. Ser profeta é jogar fora o que nos escraviza e vicia o que nos torna fracos e dependentes. Ser profeta é dizer sim aos valores cristãos, a família e gritar bem alto que vale a pena ser de Deus, viver a castidade, a pureza e uma vida de honestidade e ética.

E quero concluir dizendo que você músico é esse grande profeta entre nações. Deus te deu voz e instrumento para ecoar nesse mundo tão carente de uma palavra de conforto, de uma palavra amiga, verdadeira, sem segundas intenções. Quando você fraquejar, pecar, desanimar, sentir-se fraco e sem forças, lembre-se da palavra do Senhor ao profeta Jeremias, ela é para você também:

“Porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar.  Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te – oráculo do Senhor. E o Senhor, estendendo em seguida a sua mão, tocou-me na boca. E assim me falou: Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios”.

Vamos rezar juntos:

Senhor, nosso querido e amado Deus, queremos nesse momento agradecer em primeiro lugar pelo dom, pelo chamado ao ministério de música. Pedimos força, coragem, discernimento e sabedoria para que possamos conduzir e servir da melhor maneira. Sempre obedientes a ti, ao teu chamado e que nunca esqueçamos do verdadeiro sentido da nossa vocação.

Muito obrigado Senhor!