Advento, preparando o coração para a vinda do Senhor!

dezembro 3, 2014

advento 4Vem Senhor Jesus! Esse é o grande desejo que ecoa em nossos corações nesse tempo litúrgico maravilhoso que estamos vivendo que é o tempo do Advento. Advento é uma palavra que vem do latim “Adventus”: chegada, aproximação, vinda. Neste tempo, celebramos duas verdades de nossa fé: a primeira vinda (o nascimento de Jesus em Belém) e a segunda vinda de Jesus (a Parusia). Assim, a Igreja comemora a vinda do Filho de Deus entre os homens (aspecto histórico) e vive a alegre expectativa da segunda vinda d’Ele, em poder e glória, em dia e hora desconhecidos (aspecto escatológico).

O advento é um tempo de oração, reflexão, onde preparamos o nosso coração e alma para o Natal do Senhor. Viver bem cada tempo litúrgico nos ajuda em nosso crescimento espiritual. Não perder as oportunidades que a Igreja nos convida a viver, nos faz acompanhar bem as estações espirituais e crescer em nossa espiritualidade.

Pensemos que nessa época as pessoas arrumam suas casas, pintam, decoram, compram presentes, roupas novas. Na verdade tirando os aspectos do consumismo que em nada nos edificam, mas olhando com bons olhos essa preparação dos lares, pensemos também que quando estamos esperando alguém muito especial que amamos, nos organizamos, arrumamos nossa casa, fazemos o nosso melhor para que essa pessoa tão especial seja bem acolhida e receba nossa atenção, conforto e sinta-se bem. Casa mal arrumada não é adequada para acolher os amigos e familiares que irão chegar. Jardim sujo não pode se tornar um canteiro para novas sementes. Esperar é também tempo de cuidado, tempo de organização.

Assim deve funcionar também com nossa alma. Devemos prepará-la no Advento para o tempo do Natal, do nascimento de Jesus, por isso estamos num tempo de “faxina interior”. Onde somos convidados à oração, confissão, reflexão e uma busca de crescimento, maturidade interior.

Atentos ao convite do Advento, abramos o coração e vivamos com intensidade essa estação espiritual. É tempo de limpar a alma dos excessos, das sujeiras, das mágoas e falta de perdão, do egoísmo e individualismo, das mentiras e fofocas, das vaidades que nos cegam e da falta de caridade para com o nosso próximo.

Casa mal arrumada não é local adequado para receber quem nos visita. Coração bagunçado dificilmente tem espaço para acolher quem chega. Neste tempo do advento, a faxina da espera deve remover as teias de aranha dos sentimentos que estacionaram em nossa alma. O pó que asfixia o amor deve ser varrido. Tempo novo exige um coração novo.

Vivendo bem esse tempo de vigilância com lâmpadas acesas e preparados para a grande parusia chegaremos com a alma limpa e livre ao Natal guardando no coração os valores eternos e alegria da vida em Cristo.

Fraternalmente,

Fabiana Paula


QUEM FOFOCA DESFOCA!

janeiro 30, 2013

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“Qual é o homem que deseja a vida…?”

“È aquele que guarda sua língua do mal e seus lábios da falsidade”.

(Salmo 34.13-14)

Essa semana vi essa frase e fiquei meditando na sabedoria de quem a escreveu. Pensando no que seria algo desfocado.

Segundo o dicionário informal on-line, “desfocar” significa: Tirar a atenção, querer omitir algo, Tirar do foco; manter fora das atenções principais.

Realmente a fofoca macula, mancha e embaça qualquer tipo de relacionamento. Em minha caminhada tenho me deparado com situações e momentos propícios para a fofoca. Sabe quando nos sentimos injustiçados, sabe quando bate aquela inveja do sucesso do outro, do crescimento do outro e quando achamos que nós é que deveríamos estar desfrutando daquela alegria. Sabe quando alguém está feliz e nós infelizes e quando nossas frustrações vem a tona. Daí não aguentamos e começamos a “detonar” com o outro. Sabe quando a alegria do outro está incomodando, daí encontramos defeitos, procuramos imperfeições e com certeza uma das coisas mais tristes é se alegrar com a queda do outro e se entristecer com suas vitórias.

A fofoca “desfoca”, porque tira nosso foco, nos faz querer o mal do outro. Quantos casamentos, relacionamentos, amizades de longos anos foram desfeitas por Palavras venenosas que trouxeram discórdia e semearam o joio.

A ausência é amiga da fofoca e quando o outro não está para se defender é muito fácil dizer o que quiser. Tem um ditado que diz: “Toda ausência é atrevida”. Tem coisa mais feia do que falar pelas costas coisas negativas, denegrir a imagem do outro? Para mim, essa é pior morte, quando matamos a honra, a moral e os princípios do outro, sem a mínima possibilidade de defesa.

Quem crê em Deus e ama seus mandamentos, sabe muito bem que nossa boca foi feita para o louvor, adoração, para construir e edificar. Uma grande prova que somos realmente de Deus é quando nas mínimas coisas damos testemunhos em nossa vida, quando nos afastamos dos lábios mentirosos e difamadores, quando não damos ouvido a palavras que desmoralizam o outro, quando não alimentamos conversas maliciosas, quando não propagamos “estórias” da vida dos outros.

Engraçado que tem gente ganhado dinheiro com a vida alheia. Seriam os fofoqueiros “profissionais”? programa de TV, revistas, sites que lucram com os fatos da vida dos outros. Grande perda de tempo, mas parece que tem muita gente que esquece de sua vida e se importa e gasta seu tempo precioso e seu dinheiro interessada na vida alheia.

Pense nisso, quando for abrir sua boca: Imagine se suas palavras irão construir ou destruir, edificar ou derrubar, gerar vida ou morte. Se não valer a pena o que vai dizer, fique em silencio, se não tiver palavras boas não fale nada. Retire-se e ore!!!!

Abraço fraterno,
Fabiana Paula

Quem fofoca testemunha em essência,
Que não crê na Onisciência,
Pois age como se de testemunha houvesse ausência
Para seguro difundir sua maledicência. (Gilberto Ventura)


Carta de Santa Teresinha

julho 9, 2011

Olá meus amigos, boa noite!

Entre estudos e pesquisas dos assuntos relacionados ao curso universitário que estou fazendo, veio o desejo de ler um pouco as obras completas de Santa Teresinha,fazendo uma pequena pausa nos meus estudos acadêmicos.

Vocês que sempre acompanham meus posts sabem como sou devota de Santa Teresinha e como seu exemplo toca meu coração.

Hoje abri na parte das cartas, gosto muito da forma como ela se correspondia com seus familiares e amigos.

Quero então, transcrever duas partes,  de duas carta a número 163 e 164, as duas dirigidas à sua irmã Leônia que rambém era religiosa(Ir. Teresa Dositéia). Vou deixar em negrito as frases que mais me tocaram, espero que assim como tocaram meu coração, essas tão inspiradas palavras possam tocar os vossos também!

Uma ótima noite e um maravilhoso fim de semana! E lembrem-se:

“Nada é pequeno onde o amor é grande”!(Sta. Teresinha)

Em Cristo,

Fabiana Paula

 

“Não consigo, querida irmãzinha, dizer-te  tudo aquilo que gostaria. Meu coração não pode traduzir seus íntimos sentimentos com a fria linguagem da terra… Mas, um dia, no Céu, na nossa bela Pátria, olharei para ti, e em meu olhar verás tudo o que gostaria de te dizer, pois o silêncio é a linguagem dos bem-aventurados habitantes do Céu!

Enquanto esperamos é preciso ganhar a Pátria dos Céus… É preciso sofrer, combater… Oh! Suplico-te: reza pela Tua Teresinha a fim de que aproveite do exílio da terra e dos abundantes meios que ela tem para merecer o Céu.

És bem feliz, irmãzinha, por Jesus ser tão ciumento de teu coração. Ele te diz como a esposa do Cântico: ‘feriste meu coração.  com um só de teus olhares e com um só de teus cabelos a esvoaçar sobre teu colo’. Jesus está bem contente contigo; eu o percebo. Se te deixa ainda ver infidelidade em teu coração , estou certa de que os atos de amor que ele recolhe são mais numerosos.

Qual das ‘Teresas’ é a mais fervorosa? Aquela que for mais humilde, que estiver mais unida a Jesus, que for mais fiel em fazer todas as suas ações por amor! Ah, rezemos uma pela outra a fim de sermos igualmente fiéis… Firamos Jesus com nosso olhar e com um só de nossos cabelos, isto é, com a maior das coisas e com a menor delas. Não lhe recusemos o menor sacrifício. Tudo é tão grande na religião… Apanhar um alfinete por amor pode converter uma alma. Que mistério!

Ah! Só Jesus pode dar um tal valor às nossas ações…

Amemo-lo, então, com todas as nossas forças!


Olhar

abril 15, 2011

"Os olhos são a luz do corpo"...

Olhe para trás com Gratidão e Perdão.
Olhe para o lado com Amor – seja um encorajador.
Olhe para o futuro com Esperança – Você já faz parte do time vencedor!
Olhe para cima com Louvor – O nosso maior patrimônio é a certeza da nossa Salvação.
Olhe para baixo com Compaixão.
Olhe para dentro de você com Humildade.
“Os olhos são como uma luz para o corpo: 
quando os olhos de vocês são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz.
Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. 
Assim, se a luz que está em você virar escuridão, como será terrível essa escuridão!” (Mt 6:22 e 23)
Que os nossos olhos sejam bons!!!
Que o nosso olhar seja igual ao de Jesus Cristo.
Amém

Os três crivos

abril 6, 2011

Estava lendo a revista da Canção Nova de março que recebo todos os meses e li uma matéria legal do Gabriel Chalita que traz o assunto da “Incontinência verbal”. Que acontece quando alguém fala mais do que deve, fala coisas sem pensar e depois se arrepende. Não consegue guardar um segredo ou quer ser sempre a primeira a contar um fato acontecido.

Você sofre desse problema? Tem dificuldades de “segurar” a língua? Não consegue conter as palavras?

Então quero partilhar com vocês um comentário muito edificante que remete ao tempo dp grande filósofo grego Sócrates. É atribuído a ele um diálogo com seus discípulos que vieram ter com ele para falar da vida dos outros e Sócrates então perguntou, ensinando: “Vocês já passaram pelos três crivos antes de me contar”? Os crivos são:

  1. Verdade
  2. Bondade
  3. Necessidade

“É verdade? Vocês têm provas? É bom? Não vai magoar ninguém? É necessário? Tem alguma coisa a ver com a vida de vocês ou com o bem público?” E os discípulos se calaram e Sócrates voltou a falar de filosofia.

Então meus queridos, lembrem-se que as palavras de tem pode. Poder de levantar e derrubar qualquer pessoa. O que queremos para nós e para os outros?

O que acha de pensarmos antes de falar? De medirmos nossas palavras, se são palavras de vida ou de morte de ajuda ou de humilhação, de edificação ou de desprezo…

O silêncio, a escuta, ajudam experimentar falar somente o necessário e estar cada dia mais em sintonia com o Senhor.

Fiquem com Deus!

Abraço fraterno,

Fabiana


Amar sem o coração!

março 30, 2011

 

As pessoas consagradas correm muitas vezes o risco de amar a Deus “só com a cabeça”, sem implicar o amor afetivo humano. No entanto, rejeitar o amor humano como algo oposto ao amor de Deus pode ser um obstáculo à nova evangelização.

Contra isso, advogou nesta sexta-feira o padre Raniero Cantalamessa, em sua primeira prédica de Quaresma ao Papa e à Cúria Romana. Cantalamessa afirmou que um dos âmbitos nos quais a secularização “atua de modo particularmente difuso e nefasto” é o amor. “A secularização do amor consiste em separar o amor humano de Deus, em todas as formas desse amor, reduzindo-o a algo meramente ‘profano’, onde Deus sobra e até incomoda”. Mas o tema do amor – sublinhou – “não é importante apenas para a evangelização, ou seja, para as relações com o mundo. Ele importa, antes de todo o mais, para a própria vida interna da Igreja, para a santificação dos seus membros”.

O pregador pontifício fez uma análise sobre a distinção que certos teólogos fizeram entre o ‘eros’, ou amor humano e passional, e o ‘ágape’, ou amor de oblação, apoiando suas reflexões na encíclica ‘Deus caritas est’, de Bento XVI. O amor “sofre de uma separação nefasta não só na mentalidade do mundo secularizado, mas também, do lado oposto, entre os crentes e, em particular, entre as almas consagradas. Poderíamos formular a situação, simplificando ao máximo, assim: temos no mundo um ‘eros’ sem ‘ágape’; e entre os crentes, temos frequentemente um ‘ágape’ sem ‘eros’”. O ‘eros’ sem ‘ágape’ – explicou – é um amor romântico, mas comumente passional, até violento. Um amor de conquista, que reduz fatalmente o outro a objeto do próprio prazer e ignora toda dimensão de sacrifício, de fidelidade e de doação de si.” O ‘ágape’ sem ‘eros’, em contrapartida, é um “amor frio, um amar parcial, sem a participação do ser inteiro, mais por imposição da vontade do que por ímpeto íntimo do coração”, em que “os atos de amor voltados para Deus parecem aqueles de namorados desinspirados, que escrevem à amada cartas copiadas de modelos prontos”. “Se o amor mundano é um corpo sem alma, o amor religioso praticado assim é uma alma sem corpo”, afirmou. “O ser humano não é um anjo, um espírito puro; é alma e corpo substancialmente unidos: tudo o que ele faz, amar inclusive, tem que refletir essa estrutura.” “Se o componente humano ligado ao tempo e à corporeidade é sistematicamente negado ou reprimido, a saída será dúplice: ou seguir adiante aos arrastos, por senso de dever, por defesa da própria imagem, ou ir atrás de compensações mais ou menos lícitas, chegando até os dolorosíssimos casos que estão afligindo atualmente a Igreja.” “No fundo de muitos desvios morais de almas consagradas, não é possível ignorá-lo: há uma concepção distorcida e retorcida do amor”, advertiu.

Por isso – acrescentou – a redenção do ‘eros’ “ajuda acima de tudo os enamorados humanos e os esposos cristãos, mostrando a beleza e a dignidade do amor que os une. Ajuda os jovens a experimentar o fascínio do outro sexo não como coisa turva, a ser vivida às costas de Deus, mas, ao contrário, como um dom do Criador para a sua alegria, desde que vivido na ordem querida por Ele”. Mas também ajuda os consagrados, homens e mulheres, para evitar esse “amor frio, que não desce da mente para o coração. Um sol de inverno, que ilumina, mas não aquece”.

A chave – explicou – é o apaixonar-se pessoal por Cristo. “A beleza e a plenitude da vida consagrada depende da qualidade do nosso amor por Cristo. É só o que pode nos defender dos altos e baixos do coração. Jesus é o homem perfeito; nele se encontram, em grau infinitamente superior, todas aquelas qualidades e atenções que um homem procura numa mulher e uma mulher no homem”. “O amor dele não nos elimina necessariamente a sedução das criaturas e, em particular, a atração do outro sexo (ela faz parte da nossa natureza, que Ele criou e não quer destruir). Mas nos dá a força para vencer essas atrações com uma atração mais forte. ‘Casto’, escreve São João Clímaco, ‘é quem afasta o eros com o Eros’”, disse Cantalamessa.

Pe. Cantalamessa adverte do perigo de “amar sem o coração” Primeira pregação de Quaresma, sobre o ‘eros’ e o ‘ágape’ CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 25 de março de 2011. Fonte –  (ZENIT.org)


A linguagem é uma fonte de mal entendidos!

janeiro 29, 2011

Talvez você não concorde com essa frase, que tirei de um trecho do livro do Pequeno Príncipe, mas se formos refletir sobre nossas escolhas, muitas vezes uma palavra dita ou “escrita”, pode gerar uma série de mal-entendidos! Digo isso por experiência própria, quantas vezes quis expressar meu pensamento e fui infeliz nas palavras e depois pra disfazer o incompreendido o custo é alto!

 Na Bíblia, encontramos algumas citações que falam do poder da palavra e de quanto devemos ser prudentes no falar, como escrevemos o que pensamos, temos que ter o mesmo cuidado com nossa linguagem escrita. Lembro do salmo 140 que diz: Ponde, Senhor, uma guarda em minha boca, uma sentinela à porta de meus lábios.

 Você já arrependeu de algo que disse ou que escreveu? Então, aprenda com seu erro, entenda que “sinceridade demais” é falta de educação e que muitas vezes com nossa “sinceridade” machucamos, magoamos, ferimos pessoas que muitas vezes são importantes para nós, também que há um tempo pra cada coisa, há o tempo de falar, mas o há o tempo de calar também, precisamos aprender a agir de acordo com o momento e sempre com prudência.

 O grande desafio do relacionamento entre pessoas é que tenhamos o respeito e a sensibilidade de sermos e darmos aquilo que gostaríamos de receber.

Com certeza ninguém gosta de ser mal tratado, então porque agir com maldade ou grosserias? Ninguém gosta de ser humilhado, então porque humilhar o outro? Ninguém gosta de ser ofendido e porque gosta de ofender? Não gosta de ser alvo de brincadeiras depreciativas e porque gosta de fazê-las?

 Lembro-me bem de um livreto interessante que li certa vez, o bem que você planta, você colhe. Então, tudo o que plantamos um dia colheremos, por isso façamos boas escolhas, fiquemos com o que há de melhor, o bem que vem de Deus.

Não escolha pessoas para fazer o bem, faça sem olhar quem está recebendo, pois caso contrário não há merecimento algum e lembre-se sempre da grande regra de ouro ensinada por Jesus: “O que quereis que os homens vos façam, fazei vós a eles” (Mat 7.12).

Que Jesus nos abençoe e nos dê sabedoria para fazermos escolhas felizes e se você algum dia fez uma escolha errada, tenha humildade, saiba voltar e refazer seu caminho, dando novos rumos a sua história.

Uma ótima semana com as bênçãos de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Fabiana Paula