Solidão, opção que não resolve problemas

Bom Dia povo de Deus!

Gente, li esse post do Dado Moura, que é um grande escritor, pessoa de Deus que escreve sobre formação humana e espiritual, sobre as crises e as dificuldades que todos nós seres humanos passamos e como podemos superá-las. Achei super interessante esse post sobre solidão, pois estamos chegando ao fim doe mais um ano e muita gente nessa época entra em crise, por sentir-se sozinha,  mesmo quando vive em meio a muitas outras pessoas.

Que Jesus seja seu grande amigo e sua grande companhia e que Ele te ensine a viver bem suas amizades, conquistar sempre novos amigos  e superar todas as suas dificuldades.

Abraço fraterno,

Fabiana

Muitas vezes, achamos que somos vítimas injustiçadas, mas, raramente, paramos para analisar a nossa própria atitude.

Sentir-se sozinhos não significa, necessariamente, estar isolado de companhias. Muitas pessoas, vivendo em prédios com dezenas de apartamentos e cercadas de vizinhos pelos quatro lados, ainda se sentem solitárias.

Às vezes, diante de algumas crises em nossos convívios, podemos achar que o isolamento é uma solução para os nossos problemas. Contudo, o reflexo dessa tentativa interfere, também, na vida de outras pessoas que nos cercam, mas que nada têm a ver com as nossas dores. Assim, não podemos fazer da solidão uma opção de vida ou um recurso para contornar as dificuldades.

O vírus da solidão não pode infectar nossos relacionamentos, pois é da inter-relação que conseguimos construir profundos e estreitos vínculos. Um exemplo disso é a vida conjugal.
Se acontecer, entre os cônjuges, a ausência de trocas de experiências, ou, em outras circunstâncias, a indisposição para adequar-se às diferenças de pensamentos, facilmente uma disputa vai surgir entre eles. Tudo vai ser motivo de reclamação e, nas suas murmurações, eles acreditam saber de tudo, pensam resolver todas as coisas da sua própria maneira e afirmam que não precisam de ninguém. Então, a opção de isolar-se faz com que esses casais sejam cada vez mais críticos com eles mesmos e, por que não dizer, ranzinza com o outro.

Há quem prefira viver separado do mundo, considera mais fácil tachar as pessoas como incapazes de conviver com o seu modo de pensar e agir, ao invés de reavaliar uma situação. A pessoa acredita até que seus familiares e parentes têm uma parcela de culpa em suas crises, o que justifica seu afastamento do convívio e, pouco a pouco, a pessoa solitária entrega-se ao cativeiro de seus próprios melindres.

Antes mesmo de se afundar nas “águas da solidão”, melhor seria “nadar” contra um sentimento que facilmente poderá nos levar a experimentar outros males. Muitas vezes, achamos que somos vítimas injustiçadas, mas, raramente, paramos para analisar a nossa própria atitude.
Acredito que a primeira ação para sair da crise de “patinho feio” está na busca dos verdadeiros motivos que nos fazem sentir tão diferentes ou parecer incompreendidos pelas pessoas.

Se percebermos que os laços de amizades estão se desfazendo ou que as pessoas estão evitando conviver conosco, significa que alguma coisa está acontecendo e, certamente, não é uma epidemia de mau-humor que está atacando nossos amigos, mas talvez seja o resultado de nossa própria opção.

Por mais justificável que possa parecer o desejo de se isolar, esse, não é o comportamento mais adequado diante das dificuldades. Dessa maneira, precisamos despertar para a realidade de que esse tipo de solidão é um defeito que nos atingirá, se não nos empenharmos no compromisso de dar uma resposta diferente, quando o desejo de desistir das pessoas e das situações parecer mais forte.

Um abraço

Dado Moura

http://dadomoura.com/

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