Estou em Jerusalem

novembro 9, 2008

Ola amados em Cristo!

Estou na Terra santa, mais precisamente na cidade de Jerusalem. Tem sido dias de muito trabalho, mas muitas bencaos.

DESCULPEM OS ERROS, ESTOU USANDO UM TECLADO EM ARABE AQUI NO HOTEL ONDE ESTOU!

0s dias tem sido intensos, pois temos feito um longo percurso.

Amanha vou para Galileia…

Vou escrever depois para vcs com as novidades.

Com carinho,

Fabiana.

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A Caminho da Peregrinação

novembro 5, 2008

Olá amados, estou no aeroporto de Salvador e devo aguardar até as 18h45min para embarcar rumo a Lisboa, onde farei uma conexão para Paris e só então pegar o avião que vai para a Terra Santa.

O grupo que eu acompanharei é de Salvador e outra parte de Fortaleza.

Faremos primeiro Terra Santa e depois iremos à Itália.

Assim que me conectar, tentarei atualizar o blog com as novidades da peregrinação.

Rezem por mim e por todos os que viajarão comigo, para sermos fiéis ao propósito da nossa peregrinação, que é termos uma experiência de fé nos lugares santos. É pra isso que organizamos as peregrinações na nossa comunidade e é por isso que estou em mais uma viagem, que não é “turismo”, não é um “tour de compras”, mas uma ocasião de ENCONTRO com Jesus Cristo, que é o SANTO DA TERRA.

Vou estar sempre rezando por todos os que acessam meu blog e mesmo que eu não conheça você, meu caro leitor, mas saiba que Jesus te conhece e sabe tudo aquilo que vc precisa.

Deus os abençoe e até a próxima oportunidade aqui no blog.

Com carinho,

Fabiana Paula.


Últimas fotos – Peregrinação à Cracóvia

outubro 31, 2008
Foto feita no Santuário da Divina Misericórdia. João Paulo II em oração, durante a visita que fez ao santuário.

Foto feita no Santuário da Divina Miserícórdia. João Paulo II em oração, durante a visita que fez ao santuário.

Em frente a Igreja onde Santa Faustina teve visões de Jesus Misericordioso.

Em frente a Igreja onde Santa Faustina teve visões de Jesus Misericordioso.Com Ricardo e Eliana Sá.

Uma visão geral da fachada so Santuário.

Uma visão geral da fachada so Santuário.

Dando um abraço carinhoso em Santa Faustina...

Dando um abraço carinhoso em Santa Faustina...

Próximo ao centro histórico da cidade de Cracóvia, a chamada "cidade velha".

Próximo ao centro histórico da cidade de Cracóvia, a chamada


Peregrinação à Polônia – última parte.

outubro 29, 2008

Bem, a ida ao Santuário mariano de Chestokowa foi super especial, lá e a casa da padroeira dos poloneses, a “A Virgem negra”, como é conhecida. Lá não foi aparição e sim um quadro, muito antigo que é venerado e que segundo a tradição foi pintado pelo evangelista Lucas. Através desse quadro, muitas graças foram alcançadas e por isso difundiu-se por toda a Polônia a veneração ao quadro da Virgem Maria, que chamamos nesse quadro de “Odigítria”, que significa, aquela que aponta o caminho, pois no quadro ela aponta para seu filho Jesus, Ele é o Caminho, a verdade e a vida.

O Santuário é belíssimo, o lugar mais importante é a capela onde está o quadro da Virgem. Tivemos a graça de nossa missa ser celebrada lá.

Seguimos para Wadovice, passando pelo campo de concentração de Auschiwitz, na verdade, não tivemos tempo de entrar, mas foi uma experiência marcante, passar na frente do pior campo de concentração nazista.

Em torno de 1.000,00(um milhão de judeus) morreram lá e aproximadamente 19.000 ciganos, também muitos religiosos, padre e freiras, como São Maximiliano Kolbe e Santa Edith Stein, morreram lá. É um lugar de profunda tristeza, onde paramos para pensar e refletir sobre a nossa vida. O silêncio de Auschwitz, grita dentro de nós!

A cidade de Wadovice é linda! Pequena e hoje respira João Paulo II. Visitamos a Igreja onde ele foi batizado, vemos objetos que são da época dele, como a pia batismal, etc.

Também visitamos a casa onde ele morou, onde hoje é um museu dedicado a ele, é lindo, muito emocionante!

Depois pra terminar com chave de ouro, comemos um delicioso doce, o preferido dele, que hoje é chamado de “papieska”, em sua homenagem.

Nosso destino final foi a linda cidade de Cracóvia. Lá não foi diferente, a beleza e acolhimento dos poloneses continuaram!

Muitos do grupo foram com a intenção de conhecer o santuário da Divina Misericórdia, pois são muito devotos da Irmã Faustina.

O Santuário é belíssimo. Participamos da missa na Igreja onde Santa Faustina freqüentava, onde teve visões de Jesus, que honra!

Visitamos o Santuário, onde foi construída uma imensa Igreja, para acomodar milhares de peregrinos, oriundos do mundo inteiro.

Após a missa e a visita do Santuário, tivemos um momento de oração e catequese com Ricardo Sá, Eliana Sá e Padre Antônio Aguiar.

Fechamos com chave de ouro nossa peregrinação. Jesus da Divina Misericórdia derramou bênçãos abundantes sobre todos nós, saímos com o coração em festa diante de tanta graça.

Esse foi em resumo, meu diário de bordo. Espero que tenham gostado. Realmente peregrinar é uma bênção e espero um dia poder peregrinar com você que hoje apenas lê os meus relatos. Sonhe em Deus, conheço pessoas que humanamente nunca teriam oportunidade financeira de realizar uma peregrinação, mas na fé conseguiram meios para tal. Por isso, coloque nas mãos de Deus sua intenção de conhecer o santuário dos seus sonhos…

Força, Fé e Coragem…

Um beijo no coração de todos.

Fabiana Paula.

Na entrada da casa onde João PauloII morou em sua infância até sua juventude.

Na entrada da casa onde João PauloII morou em sua infância até sua juventude.

Bercinho e Foto do batizado de João Paulo II.

Bercinho e Foto do batizado de João Paulo II.

Placa comemorativa da visita de João Paulo II a Igreja onde frequentava.

Placa comemorativa da visita de João Paulo II a Igreja onde frequentava.

Pia Batismal

Pia Batismal

Reliquia do Padre Pio, santo do qual João Paulo II era muito devoto, pois a presença de Padre Pio, foi muito importante para sua vida  vocação e vida sacerdaotal.

Relíquia do Padre Pio, santo do qual João Paulo II era muito devoto, pois a presença de Padre Pio, foi muito importante para sua vida vocação e vida sacerdaotal.

Em frente a Igreja, junto a imagem colocada em sua homenagem.

Em frente a Igreja, junto a imagem colocada em sua homenagem.

Uhmmm, que doce lembrança, estávamos saboreando o doce conhecido como "papieska", o predileto de João PauloII. Eu, Duda e Elizângela... que bom, que saudade. Vou procurar a receita... rsrsrsrsrsrsrs

Uhmmm, que doce lembrança, estávamos eu, Duda e Elizângela saboreando o doce conhecido como "Papieska", o predileto de João PauloII, quantas lembranças lindas de Wadovice... acho que vou procurar a receita e aprender a fazer rsrsrsrsrsrsr...


Gueto de Varsóvia

outubro 23, 2008

Olá amados, continuo minha partilha sobre a Polônia. Que tal hoje uma aulinha de história.

Vocês já ouviram falar sobres o Gueto de Varsóvia, vamos aprender um pouco?

Um abração.

Fabiana Paula.

Gueto de Varsóvia

O Gueto de Varsóvia foi o maior gueto judaico estabelecido pela Alemanha Nazista na Polónia durante o Holocausto, ao tempo da Segunda Guerra Mundial. Nos três anos da sua existência, a fome, as doenças e as deportações para campos de extermínio reduziram a população estimada de 380.000 para 70.000 habitantes. O Gueto de Varsóvia foi o palco da revolta do Gueto de Varsóvia, a primeira insurreição massiva contra a ocupação Nazi na Europa. Apesar disso, a maioria das pessoas que estiveram no Gueto de Varsóvia foi gaseada no campo de extermínio Nazi de Treblinka.

Criação do gueto pelos alemães

Imediatamente após a ocupação alemã da Polónia em 1939, os alemães começaram a planejar o isolamento da população judaica de Varsóvia num gueto. Nessa altura, a administração do Generalgouvernment ainda não tinha sido completamente organizada, e havia interesses conflituosos entre os três principais poderes: a administração civil, o exército e a SS. Sob estas circunstâncias, o conselho judaico, ou Judenrat, liderado por Adam Czerniaków, conseguiu atrasar a criação do gueto por um ano, sobretudo justificando aos militares que os judeus eram uma força de trabalho importante.

No entanto, o gueto acabou por ser criado pelo Generalgouverneur alemão da Polónia Hans Frank em 16 de Outubro de 1940. A população do gueto atingiu a marca de 380.000 pessoas, cerca de 30% da população de Varsóvia. Em contrapartida, ocupava apenas 2,4% do território da cidade. Os judeus de Varsóvia foram obrigados a se deslocarem para o gueto, e os nazistas providenciaram a construção de um muro ao seu redor em 16 de Novembro de 1940, segregando completamente os judeus.

Durante o ano e meio seguinte, judeus de cidades e vilas menores foram trazidos para o gueto. Doenças — como o tifo — e a fome (as rações para judeus eram oficialmente limitadas a apenas 184 kcal por dia, ao contrário das 1800 para polacos e 2400 para alemães em Varsóvia) alastravam-se em enormes proporções.

Em 22 de Julho de 1942 teve início a expulsão em massa dos habitantes do Gueto de Varsóvia para os campos de extermínio. Nos 52 dias seguintes (até 21 de Setembro de 1942), cerca de 300.000 pessoas foram levadas para o campo de extermínio de Treblinka ou assassinadas mesmo em Varsóvia. Czerniaków tornou-se claramente deprimido com as deportações e suicidou-se em 23 de Julho. Os suicídios tornaram-se então muito freqüentes. O sogro de Marcel Reich-Ranicki foi um deles.

A situação dos restantes 55.000 ou 60.000 habitantes melhorou ligeiramente. A fome acabou e as casas superlotadas tornaram-se agora vazias. Os judeus, que ali puderam permanecer, trabalhavam (dentro do gueto) como escravos para fábricas alemãs ou, então, viviam em fuga (o caso de Marcel Reich-Ranicki).

Durante os 6 meses que se seguiram, aquilo que restava das diferentes organizações políticas foi unido sob um mesmo nome: ŻOB (Żydowska Organizacja Bojowa, Organização de Luta Judaica), liderado por Mordechaj Anielewicz, com entre 220 e 500 pessoas; outras 250-450 organizaram-se no ŻZW (Żydowski Związek Walki, União dos combatentes judeus). Os membros desses grupos não tinham ilusões sobre os planos dos alemães e preferiam morrer lutando. O seu armamento consistia sobretudo de pistolas, bombas caseiras e coquetéis molotov; o ŻZW era o grupo melhor armado, graças a seus contactos com a resistência polonesa, fora do gueto.

Apesar das enormes dificuldades do dia-a-dia, o Judenrat e movimentos juvenis conseguiram organizar várias instituições dentro do próprio gueto buscando ajudar os seus habitantes. O Judenrat tomou a responsabilidade pela alocação das habitações disponíveis – uma média de 9 crianças por quarto, enquanto instituições de caridade, como a CENTOS, organizaram cantinas de sopa gratuita: a certa altura, dois terços da população dependia destas cantinas.

Por um curto período foi também permitido ao Judenrat organizar quatro escolas de ensino básico para as crianças do gueto. Havia também um extenso sistema escolar clandestino organizado por vários movimentos juvenis, que cobria todos os níveis básicos e de ensino secundário e oferecia até cursos de nível universitário aos domingos, disfarçados frequentemente de cantinas.

O Judenrat era também responsável pelos hospitais e orfanatos que operavam no Gueto. Um orfanato, liderado pelo pediatra e autor Janusz Korczak, era governado segundo o modelo de uma democracia, chamado da república das crianças. Este e outros orfanatos foi evacuado em 1942 e os seus ocupantes e empregados foram enviados para Treblinka. Nenhum regressou vivo.

A vida cultural incluia uma imprensa diária em três línguas (Jidish, Polaco, e Hebreu), actividade religiosa (incluindo uma igreja para os judeus que se tinham convertido ao Catolicismo), aulas, concertos de música clássica (Marcel Reich-Ranicki conta que não havia dificuldade em encontrar excelentes violinistas e músicos de instrumentos de corda em geral entre os habitantes do gueto; mais dificil era a busca de músicos de instrumentos de sopro – aqueles que se encontraram nunca tinham tocado numa orquestra sinfónica; eram músicos de Jazz e de pequenos grupos, mas em breve se viu que podiam também tocar da pauta em perfeição), teatro e exposições de arte. Em muitos casos os artistas eram figuras proeminentes da vida cultural polaca de então.

Um dos mais notáveis esforços de preservação culturais foi liderado pelo historiador Emmanuel Ringelblum e o seu grupo Oyneg Shabbos, que colectou documentos de pessoas de todas as idades e posições sócio-econômicas e culturais para criar uma história social da vida no gueto. No total, estima-se ter havido a recolha de cerca de 50.000 documentos históricos, incluíndo ensaios sobre vários aspectos da vida no gueto, diários, memórias, colecções de arte, jornais ilegais, desenhos, trabalho escolar, posters, bilhetes de teatro, receitas, notas das aulas, etc. Estes documentos foram escondidos dos alemães em três locais separados, dois dos quais foram recuperados e fornecem-nos hoje esclarecimento sobre a vida no gueto. Julga-se que o terceiro lote está enterrado embaixo do edifício onde hoje funciona a Embaixada da China, em Varsóvia.

Comemoração

No dia 22 de Abril de 2002, membros do conselho polaco para cristãos e judeus comemoraram o quinquagésimo-nono aniversário da revolta anti-nazi de 1943, com visitas ao memorial sediado no antigo sector judaico da cidade de Varsóvia.

Prisioneiros do Gueto

Um relato de Marcel Reich-Ranicki

Soldados alemães prendem judeus durante a revolta do gueto de Varsóvia, em Maio de 1943

A população judaica de Varsóvia foi alvo de toda sorte de humilhações e dos maiores abusos praticadas pelo exército alemão. No capítulo “A caça é um prazer”, de sua auto-biografia, Marcel Reich-Ranicki dá-nos um relato pessoal dos acontecimentos:

“Ainda Varsóvia acabava de se render; mal tinha chegado a Wehrmacht à cidade, logo começou o grande gáudio dos vencedores, o prazer incomparável dos conquistadores – a caça aos judeus.

Após o rápido, grandioso triunfo, aos soldados alemães, exuberantes e compreensivelmente desejosos de aventura, oferecia-se nas ruas de alguns quarteirões da capital polaca uma vista surpreendente. O que ainda não se tinha sucedido aparecia-lhes agora pela frente a cada passo: Eles viam, completamente surpresos, inúmeros indivíduos orientais, ou de aspecto aparentemente oriental, com longas faixas de cabelo nas têmporas, e com fartas barbas. Exóticas eram também as suas roupas: pretas e sem ornamentos…

Os jovens soldados (alemães) viram pois pela primeira vez nas suas vidas judeus ortodoxos. Estes estranhos habitantes de Varsóvia não lhes despertavam nenhuma simpatia, muito mais desdém e talvez repulsa. Mas os soldados podiam agora também gozar de uma satisfação inconsciente. Pois se em casa, em Estugarda, Schweinfurt ou Stralsund eles não conseguiam distinguir visualmente os judeus dos alemães de “raça pura”, os “arianos”, aqui eles podiam finalmente ver aqueles que só conheciam das caricaturas dos jornais alemães, sobretudo o der Stürmer….

Que estes sub-humanos, que sem dúvida deixavam uma impressão mais medrosa do que ameaçadora, pudessem portar armas, era muito improvável. De qualquer forma isso tinha de ser controlado. Diariamente tinham lugar controles, nunca se sabia qual o próximo quarteirão a ser revistado. As armas, as quais os bem-dispostos soldados supostamente procuravam, não apareciam, por muito que eles se esforçassem. Mas eles possuíam outras coisas que os ordeiros homens alemães acolhiam de bom grado: Anéis, carteiras, dinheiro, e por vezes um relógio de ouro.

Mas não se tratava apenas de roubar os judeus. Eles, os inimigos do Império Alemão deveriam também ser punidos e humilhados. Não era difícil de o conseguir. Os soldados notaram em breve que os judeus ortodoxos achavam particularmente humilhante que lhe cortassem as barbas. Com este objectivo, os ocupantes, desejosos de entretenimento, tinham-se munido com tesouras…

Assim era: cada alemão que vestisse um uniforme e tivesse uma arma podia, em Varsóvia, fazer com um judeu o que quisesse. Ele podia obrigá-lo a cantar, a dançar, ou a fazer nas calças, ou a ajoelhar-se perante ele rogando pela sua vida. Ele podia abatê-lo repentinamente ou matá-lo de forma mais lenta. Ele podia ordenar a uma judia que se despisse, que limpasse o passeio com a sua roupa interior e depois que urinasse em frente de toda a gente. Ninguém estragou o divertimento aos alemães que se entregaram a estes passatempos, ninguém os impediu de maltratar e matar os judeus, ninguém os chamou à responsabilidade.”  

Em Frente a placa que explica como era o gueto de Varsóvia.

Em Frente a placa que explica como era o gueto de Varsóvia.

Lugar onde existia o gueto e onde hoje há um monumento em memória, onde são depositadas flores e pedras, que segundo a tradição judaica, simboliza a eternidade.

Lugar onde existia o gueto e onde hoje há um monumento em memória, onde são depositadas flores e pedras, que segundo a tradição judaica, simboliza a eternidade.

 

Mapa do Gueto.

Mapa do Gueto.

 

 

 

 


Viagem a Polônia

outubro 22, 2008

 

Olá amados, sigo com certo atraso, meu diário de bordo, começando a partilhar com vocês minha experiência em solo polonês.

Bem, a viagem a Polônia foi simplesmente INCRÍVEL…

A Polônia é um país belíssimo, tem uma geografia muito bonita e no outono, estação atual, fica muito bonito ver as árvores com suas folhas começando a cair.

As pessoas são muito gentis, acolhedoras e simpáticas. Vemos muitas crianças, uma realidade não tão comum na Europa, onde as mulheres se dedicam ao estudo e ao trabalho e por isso retardam ou não se casam ou se casam, mas não tem filhos. Na Polônia é um pouco diferente e bom saber disso.

Outra coisa maravilhosa na Polônia: A FÉ DA POVO….

98% dos poloneses são católicos, você não leu errado, está certo, 98% dos poloneses são católicos. Que maravilha, a fé está intimamente ligada a história do povo polonês. Fiquei impressionada ao ver as crianças e os adolescentes visitando o santuário de Nossa Senhora de Chestochowa, foi lindo.

Varsóvia é a capital da Polônia, é uma cidade belíssima Varsóvia (em polaco: Warszawa) é a capital e maior cidade da Polónia. Localiza-se nas margens do rio Vístula, a cerca de 350 km quer da costa do Báltico quer dos montes Cárpatos. A sua população, em 2004, estava estimada em 1.694.825 habitantes.É sede de numerosas indústrias (bens de consumo, aço, engenharia eléctrica, automóveis), instituições de ensino superior (Universidade de Varsóvia, Universidade Tecnológica de Varsóvia, Escola Superior de Gestão, Academia Médica, etc.), uma orquestra filarmónica, o Teatro Nacional e a Ópera. Sucedeu a Cracóvia como capital. do país em 1596.

As origens da cidade remontam à Idade Média e por isso a cidade Velha ou Stare Miasto é um burgo muralhado (reconstruído meticulosamente) que é da Idade Média e da época do Renascimento. Mas o crescimento da cidade inicia-se verdadeiramente no século XIV, em redor do castelo dos Duques de Masóvia, sendo elevada a capital do reino nos finais do século XVI, após o incêndio de Cracóvia. Foi ocupada pelos Suecos e pelos Russos diversas vezes e fez parte do Império Francês de Napoleão Bonaparte como capital do grão-ducado de Varsóvia.

Em 1939, Varsóvia reunia 1 290 000 habitantes, dos quais 35% eram judeus. Destes, em 1940, os alemães encerraram 450 mil num gueto murado, onde permaneciam até serem enviados para os campos de concentração. Os sobreviventes do referido gueto foram transferidos e este foi arrasado após a revolta judaica de 1943. No Verão que se seguiu, a cidade foi alvo de destruição sistemática, após uma revolta chefiada pela Resistência Polaca, quando o Exército Vermelho se encontrava às portas da cidade. Posteriormente, e após uma luta com os alemães, que durou 63 dias, estes foram derrotados, embora com muitas vítimas polacas (a maior parte daqueles que ficaram na cidade). Quando Varsóvia foi libertada pelos russos, dois em cada três dos habitantes que nela viviam antes da guerra ou tinham morrido ou tinham sido deportados. A sua reconstrução procedeu-se no entanto de forma minuciosa, com as ajudas de outros países.

A capital possui muitas igrejas entre as quais podemos destacar a Catedral de S. João, construída do século XIV em estilo gótico; a Igreja de Santa Cruz, reconstruída no século XVI; os Monumentos dedicados às figuras ilustres de Segismundo III Vasa, Nicolau Copérnico, ao poeta Adam Mickiewicz, aos heróis do gueto de Varsóvia e aos da Resistência polaca durante a Segunda Guerra Mundial. Merecem também destaque especial o moderno Palácio da Cultura e Ciência; o Paço Real, que foi reaberto nos anos 80; os palácios das famílias nobres Radziwiłł e Potocki; os conventos e a Residência Real de Verão, construída em 1680, para o soberano polaco Estanislau II (último rei da Polónia) e que se situa no Parque Łazienki. A sul da Praça do Mercado ficam a Torre Barbacana e as ruínas do forte medieval.

O Centro Histórico de Varsóvia foi inscrito pela UNESCO em 1980 na lista do Património Mundial.

Vamos a algumas fotos de Varsóvia e depois continuo meu diário de bordo, farei menção especial ao “gueto de Varsóvia”  e depois sobre a segunda cidade que visitamos: Chestochowa, esse post será imperdível…

Beijos no coração de todos,

Com carinho,

Fabiana Paula.

No jardim central de Varsóvia, em um lindo jardim de rosas.

No Parque de Lazienki, em um lindo jardim de rosas.

 

O povo polonês gosta de comer nesses restaurantes nas belas praças, bem com exceção do inverno, onde as temperaturas podem chegar até aos 30º negativos...

O povo polonês gosta de comer nesses restaurantes nas belas praças, bem com exceção do inverno, onde as temperaturas podem chegar até aos 30º negativos... Praça na cidade velha de Varsóvia.

 

No mesmo parque da cidade, tendo como fundo a estátua em homenagem ao célebre músico e compositor Chopin.

No mesmo parque da cidade, tendo como fundo o monumento em homenagem ao célebre músico e compositor Frederic Chopin.

 

Em um lindo restaurante cheio de flores.

Em um lindo restaurante cheio de flores, na cidade velha.

 

 
 
 
 

 


Peregrinação em Paris

outubro 16, 2008

Paris, mesmo que muitos pensem que só existem pontos turísticos, do ponto de vista da peregrinação também há muitos lugares interessante com histórias surpreendentes.

Vamos então, ao meu diário de bordo em Paris.

O primeiro lugar que visitamos em Paris, foi a monumental, a belíssima Catedral de Sacre Coeur – Basílica dedicada ao Sagrado Coração de Jesus.

É uma obra prima da arquitetura, erguida em cima de uma grande colina, onde se vê toda a cidade de Paris. Lá há adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento.

Tivemos a graça de celebrarmos duas missas lá, foi uma bênção!

Outro lugar, onde o céu se encontrou com a Terra é a Capela da Medalha milagrosa. Que lugar tão lindo, tão aconchegante… A história das aparições de Maria a Catarina Labore é belíssima.

Que tal conhecer um pouquinho da história da medalha:

As Aparições
O céu desceu à terra … De julho a dezembro de 1830, Irmã Catarina, jovem noviça das Filhas da Caridade, recebe o imenso favor de conversar três vezes com a Virgem Maria.
Nos meses precedentes, Catarina foi beneficiada com outras aparições.
São Vicente de Paulo lhe manifestou seu coração. Na Capela, em oração, Catarina vê por três dias consecutivos, o coração de São Vicente, em três cores diferentes. Ele lhe aparece, em primeiro lugar, branco, cor da paz; depois vermelho, cor do fogo; depois, preto, sinal das desgraças que recairão sobre a França e, particularmente, Paris.
Pouco depois, Catarina viu o Cristo presente na Eucaristia, mais além das aparências do pão. “Vi Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento durante todo o tempo do meu Seminário, exceto todas as vezes em que duvidava”. A 6 de junho de 1830, festa da Santíssima Trindade, o Cristo lhe aparece como Rei crucificado, despojado de todos os seus paramentos.

 

A medalha

Nesta Capela, escolhida por Deus, a Virgem Maria, em pessoa, veio revelar sua identidade através de um pequeno objeto, uma medalha, destinada a todos sem distinção!
A identidade de Maria era objeto de controvérsia entre teólogos, desde os primeiros tempos da Igreja. Em 431, o Concílio de Éfeso tinha proclamado o primeiro dogma Maria : Maria é mãe de Deus.
A partir de 1830, a invocação “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”, que sobe ao céu, milhares e milhares de vezes repetida por milhares e milhares de corações de cristãos do mundo inteiro, a pedido da própria Mãe de Deus, vai produzir seu efeito!
A 8 de dezembro de 1854, Pio IX proclama o dogma da Imaculada Conceição : por uma graça especial que lhe vinha da morte de seu Filho, Maria é sem pecado desde o começo de sua concepção.
Quatro anos mais tarde, em 1858, as aparições de Lourdes irão confirmar a Bernadette Soubirous, o privilégio da mãe de Deus.
Coração Imaculado, Maria é a primeira resgatada pelos méritos de Jesus Cristo. Ela é luz para nossa terra. Todos somos como a Virgem Maria, destinados à felicidade eterna.
Uma medalha, milagrosa … por quê? … luminosa em quê? … e dolorosa?

A medalha milagrosa

Alguns meses após as aparições, Irmã Catarina é nomeada para o Asilo de Enghien, a fim de cuidar dos anciãos. Ela se põe ao trabalho. A voz interior, porém, insiste: é preciso fazer cunhar a medalha. Catarina volta a falar ao seu confessor, o Padre Aladel.

Em fevereiro de 1832, grassa uma terrível epidemina de cólera, que vai mais de 20.000 mortos! As Filhas da Caridade começam a distribuir, em junho, as 2.000 primeiras medalhas cunhadas a pedido do Padre Aladel.
As curas multiplicam-se, bem como as proteções e conversões. É um alastramento. O povo de Paris chama a medalha de “milagrosa”.
No outono de 1834 há mais de 500.000 medalhas. Em 1835 mais de um milhão no mundo inteiro. Em 1839, a medalha é distribuída a mais de dez milhões de exemplares.
À morte de Irmã Catarina, em 1876, contam-se mais de um bilhão de medalhas!

Outra Igreja importantíssima foi a de São Vicente de Paulo, que é a Casa Mãe dos Padres Lazarinos  e de toda a comunidade Vicentina.

E não podia deixar de falar da célebre Catedral de Notre Dame de Paris, quem não ouviu falar da história do Corcunda de Notre Dame, a Catedral é o ápice da arquitetura gótica e é também uma das principais igrejas de Paris.

Então, como podemos ver, nossa peregrinação continuou  firme em Paris, não saímos do espírito peregrino e seguimos para a Polônia.

Uhmmm, Polônia, que lugar maravilhoso. Jesus revelou-se de forma especial a uma polonesa muito santa, mas não vou falar agora sobre, são cenas dos próximos posts…..

Deus abençoe a todos.

Em Cristo Jesus,

Fabiana Paula.

 Nas escadarias de Sacre coeur, ao fundo a Basílica.

 Com débora, minha companheira de quarto.

 Do alto Do Sacre Coeur

 Capela da Medalha Milagrosa

 Cadeira onde Virgem Maria sentou-se quando apareceu a Santa Catarina Labore.

 Imagem de Cera se Santa Luisa de Marillac.

 Corpo incorrupto de Santa Catarina Labore

 Uma foto da porta de entrada da Capela

 Na entrada da Catedral de Notre Dame

 Rosácea da Catedral de Notre Dame

 Imagem de Santa Joana D’arc, padroeira da França

 Com o Rio Sena ao fundo, muito próximo da Catedral de notre Dame.

 Eu e minhas irmãs de peregrinação, da esquerda para à direita: Elizângela, Duda, Fabíola, eu e Débora.

Eu, Débora e Ana Daniela no Bateux Mouche.

 São Vicente de Paulo

 Mesma Imagem presente na Igreja dedicada a ela, próximo a medalha milagrosa.

 Eu e a mais jovem peregrina do grupo: Duda.

Espero que tenham gostado, depois começarei meu relato sobre a Polônia.

Um abraço,

Fabiana Paula.