Viver em Jesus…

janeiro 14, 2014

Viver em Jesus é sentir-se assim: livre, feliz, tranquila, em paz… Obrigada Jesus!

livre em Jesus


A última corda

janeiro 13, 2014

paganini

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não para.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome e sua fama atravessam o tempo. Não apenas como um violinista genial, mas como símbolo do profissional que continua, mesmo diante do aparentemente impossível.

Essa história nos ensina o valor da dedicação, da persistência e do profissionalismo e acima de tudo da perseverança, mesmo quando as coisas parecem não estar bem e parece que tudo está dando errado não devemos parar nem desistir. Mesmo quando nos sentimos limitados , podemos dar nosso 100% na nossa limitação e coisas lindas podem surgir diante das impossibilidades e fragilidades assim como aconteceu com Paganini.

Fraternalmente,

Fabiana Paula


A inveja musical, veneno que corrói nosso ministério!

janeiro 9, 2014

Hoje quero partilhar com vocês sobre um tema muito adequado e pertinente para nós músicos que é a inveja. O inimigo nos bombardeia e nos tenta com muita força para que sintamos inveja e abramos as portas para todos os outros pecados que acompanham essa “cruel mamãe”.

inveja

A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo imoderado de sua apropriação, mesmo indevida. Quando deseja um mal grave ao próximo, é um pecado mortal: “Santo Agostinho via na inveja o pecado diabólico por excelência. Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado pela sua prosperidade.” (São Gregório Magno)” (CIC 2539)

Na música ouvimos com frequência os seguintes murmúrios:

– Porque ela está cantando e não eu… Eu canto muito melhor…

– Esse cara não toca a metade do que eu toco e ninguém me chamou…

Que triste é saber que alguns se alegram quando veem um irmão desafinar, sentem um prazer em ver o constrangimento de um erro do outro. Algumas vezes risinhos e olhares quando a banda erra, o cantor erra, esquece a letra ou desafina e isso é motivo de alegria para alguns invejosos.

A inveja na música se dá muitas vezes quando vemos um dom especial no outro, uma qualidade, um potencial, uma vitória conquistada e isso nos entristece, nos incomoda, porque queríamos ter esse “dom especial”, quantos se enfurecem com os elogios e aplausos recebidos pelos outros pois o invejoso quer ser sempre o centro das atenções e odeia ficar de “coadjuvante” na história. Já vi pessoas tendo quase um “surto”, quase uma “crise de abstinência” musical porque tiveram que dividir o “palco”, ou melhor, sair um pouco de cena e deixar o outro “aparecer”. Tem gente que passa “cola” no microfone e não quer dividir com o outro.

A inveja é um dos sete pecados capitais, a palavra “Capital” vem do latim “Caput” que significa cabeça, então ela é a mãe de muitos outros como o ciúme, a fofoca, a mentira, a cobiça, a discórdia e a murmuração, por exemplo. Na tristeza pelo bem do outro, muitos iniciam uma luta contra o seu potencial “inimigo” gastando seu tempo precioso observando a vida do outro e espalhando seu veneno com difamações, sujando e denegrindo a imagem do outro, e o veneno é jogado de forma sutil e em pequenas doses. Pequenos comentários com um e com outro e o joio começa a ser lançado. De repente, quando menos se imagina um boato é espalhado e uma pessoa é manchada em sua dignidade.

Cuidado com o que comenta, com o que publica, com o que pensa ou imagina, pois muitas vezes você pode estar errado, cego pela inveja cria uma imagem totalmente distorcida de alguém e faz com que outros acreditem em sua inverdade. Um dos piores assassinatos é o da imagem do outro. Já aconteceu comigo, fui elogiar determinado músico e alguém me disse, “Ah, você diz isso porque não o conhece, ele é isso, isso, isso…” Fiquei perplexa e quase acreditei, um dia conheci a pessoa e vi que não era bem assim, bom, todos temos limitações, mas não era da forma como  me disseram.

O que fazer quando a inveja vem ao coração?

Sentir inveja no primeiro momento não necessariamente é pecado, pois todos nós sentimos em certas ocasiões de nossa vida, mas apenas o consentimento com esse sentimento, já abre o coração para o pecado. Alimentar essa inveja, deixar que ela entre, dar “asas a imaginação” é abrir as portas não só para a inveja, mas para toda a sua família.

Há um exercício que é difícil a princípio, mas depois vai se tornando mais fácil. Agradecer a Deus pelo dom do outro que eu não tenho, pois Deus não nos fez todos iguais, Deus tem e distribui uma diversidade de dons aos seus filhos e isso é lindo pois assim precisamos uns dos outros, ninguém é completo(por mais que alguns pensem que são), ninguém sabe fazer tudo e isso é muito importante. Para que você vença a tentação da inveja, a cura passa por um meio principal e fundamental que é a oração de AÇÃO DE GRAÇAS. Ela destrói o plano do maligno e faz justamente o contrário do que foi arquitetado pelo diabo. Ação de Graças, vem do grego Eucaristia(agradecer). Em grego obrigada se diz “Eυχαριστώ / Eukaristó”. Faça esse exercício, mesmo sem vontade, mesmo com o coração fechado, vale a pena, aos poucos o Espírito Santo vai quebrando e derretendo o gelo e o sentimento de inveja e tristeza pela vitória do outro vai passando.

Ele quer o povo de Deus desunido, competindo e em constante tensão. E nós queremos usar nossos dons para maior glória de Deus, por isso rezamos e torcemos pelo bem do outro. Devemos estar solidários quando o outro errar, dando força e apoio. Se você vê que tem muita gente cantando em “tal lugar” vá para outro que não tem ninguém, se não te chamaram para “tal lugar”, vá para aquele lugar distante e pobre que te chamaram, que precisa de sua evangelização, onde o povo tem sede e fome de Deus e você será muito útil. Para que querer ter fama e ser reconhecido pelas pessoas, quem deve ser amado e reconhecido é Jesus Cristo, você é apenas um portador da mensagem do Evangelho. Pare de olhar a vida outro do outro, seus projetos musicais, seus sucessos e bons êxitos. Reze e faça seus projetos mas não para aparecer, mostrar trabalho ou “dar o troco” e sim para fazer a vontade de Deus. Com todo carinho e amor, cuide de sua própria vida e verá que será fantástico, será uma libertação! Se for para entrar na vida do outro que seja para somar, para o bem do irmão, caso contrário não vale a pena.

Fico boba como tem pessoas que perdem seu tempo criticando cantores e bandas. Acho uma bobagem ficar escrevendo comentários negativos no you tube e em outras redes sociais. Vejo que há uma infinidade de pessoas que perdem seu tempo precioso criticando, ridicularizando e ofendendo bandas e cantores. Tem pessoas que abrem grupos em redes sociais para falar mal de tal ou tal cantor ou banda. Porque não abre um grupo para divulgar o cantor ou banda que você gosta ou que tem belas canções que tocam seu coração? É muito mais inteligente!

Pare de olhar para o quintal do vizinho e ficar invejando um quintal lindo, cheio de flores, árvores frutíferas, capim cortado e até uma linda horta, quando o seu está sujo e sem vida. Volte-se para seu quintal e mãos a obra. Cuide com amor do seu quintal, sem querer competir com o do seu vizinho, cuide do que é seu porque lhe foi confiado para que você administre. Plante flores, árvores, decore e verá como ficará lindo. Assim terão muitos quintais lindos, perfumados e todos sairão ganhando com uma rua, um bairro, uma cidade, um país bonito e bem cuidado.

inveja 1

Multiplique o seu talento sem se preocupar com o talento do outro. Aprenda a dividir também, a silenciar e deixar o outro cantar e tocar. Não se apegue a um microfone ou a um instrumento musical, pois seu ministério é muito mais que isso: É partilha, solidariedade, amor, respeito, tolerância, é coerência com a proposta do Evangelho. Todas as vezes que a inveja bater a sua porta, mande-a embora com a oração de ação de graças.

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama… Se alguma virtude há, seja isso que ocupe o vosso pensamento.” (Filipenses 4.8)

Rezemos juntos:

Muito obrigado Senhor pelo dom do meu irmão (ã) que eu não tenho pela oportunidade dada a ele que ainda não chegou até mim. Agradeço-te pela vida e pelo dom do meu irmão (ã), mas também pelos dons que me destes, não quero esquecer dos talentos que me destes e pelas minhas qualidades e habilidades. Eu quero sempre me alegrar com o meu bem, mas de forma especial com o bem do outro e que a cada dia ele (ela) seja mais feliz e multiplique os talentos recebidos para maior glória e honra do Reino de Deus.

obrigado senhor

Fraternalmente,

Fabiana Paula


História de Natal contada por crianças

dezembro 27, 2013

Olá meus queridos amigos do meu blog. Desculpem a ausência, espero em 2014 poder estar mais presente aqui interagindo com vocês.

Estamos ainda nas oitavas de Natal e quero desejar a todos um tempo de muitas bênçãos e que o Menino Jesus que nasceu em Belém nasça e faça morada em nossos corações!

Abraço fraterno nesse tempo natalino!

Fabiana Paula


ADVENTO: AURORA DO NATAL

novembro 26, 2013

advento-h                           

   Primeiro domingo do Advento: iniciamos um novo tempo litúrgico. É tempo de preparação para a vinda do Senhor. É tempo de espera. Tempo de encontro. Encontro da Família. É tempo de Natal. Tempo de alegria. Vida nova. Novos sonhos e esperanças. É tempo de despertar. Não há mais motivos de medo. A aurora anuncia um novo Sol. Vamos abrir nossos corações. Deixemos a luz do céu entrar. O Senhor vai chegar. São quatro domingos, quatro semanas de preparação para a vinda do Menino de Belém. A cor das vestes litúrgicas é o roxo. Os personagens bíblicos são: Isaías, João Batista e a Virgem Maria.

                        Advento exige conversão, mudança interior, renovação de espírito. É tempo de novena. Novena que reúne famílias e a própria família. É momento de encontros com vizinhos de bairro e condomínios. É um novo tempo: preparar a casa, a árvore de Natal, tempo de luzes e de cores. É tempo de Paz e de alegria. É tempo de perdão e reconciliação. É tempo de amar a todos: sem distinção de raça, cor ou nível social. É tempo de reconhecer que todos têm a mesma origem. Todos somos filhos de Deus.

                        O tema principal do advento é a espera do Messias. Anunciada já no Antigo Testamento pelos Profetas, especialmente por Isaías. O tempo de espera deve ser marcado pela vigilância. O importante é estarmos preparados, pois não sabemos nem o dia e nem a hora da chegada. Devemos abrir o coração, para que o Senhor possa entrar. O Senhor virá: e como será que ele virá? Como será que ele estará vestido e em que condição social? Qual será a sua idade? Como ele se apresentará? Devemos estar prontos para acolhê-lo. A casa deve estar preparada, limpa, aberta e ser acolhedora. O Senhor certamente se apresentará na pessoa mais próxima de cada um de nós. Ele está e estará sempre ao nosso lado.

                        As condições para celebrarmos o Advento: vigiar em oração e perseverar na caridade. Ter corações leves. Romper com os vícios: do consumismo, do materialismo, das preocupações mundanas, do comprar e adquirir sem limites, do ativismo desenfreado. Superar a maldade interior, os rancores, as mágoas, os ressentimentos, as lembranças negativas do passado. O Advento é tempo de perdão, de reconciliação, de renovação espiritual. É tempo de celebrar a vida, vida nova. É tempo de renascer, florescer e frutificar. É tempo de distribuir, partilhar, de abrir portas e corações. Tu és a nossa única esperança. Vem, Senhor Jesus. Aurora do Natal.

Frei Sergio Pagan – 1º domingo do Advento de 2013.


Músicos segundo o coração de Deus: Profeta entre as nações!

outubro 12, 2013

globo terrestre

“Foi-me dirigida nestes termos a palavra do Senhor: Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações. E eu respondi: Ah! Senhor JAVÉ, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança. Replicou, porém o Senhor: Não digas: Sou apenas uma criança: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar.  Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te – oráculo do Senhor. E o Senhor, estendendo em seguida a sua mão, tocou-me na boca. E assim me falou: Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios”.  (Jer 1.4-9)

Continuando nossa série de formação para músicos, vamos hoje meditar um texto que muito me encanta e fala muito ao meu coração:  O profetismo. O primeiro ponto na leitura do texto do livro do profeta Jeremias é o chamado de um jovem, como ele mesmo diz “um menino” , “uma criança”, para uma missão de muita responsabilidade: Ser Profeta e anunciar aos povos sua mensagem. Esse convite o deixou como que desesperado e preocupado, ou seja, ainda tinha muito que aprender, sentia-se despreparado, imaturo e com medo da grandeza da missão que lhe estava sendo confiada.

Mas o Senhor o tranquiliza dizendo que desde que no ventre de sua mãe fosse concebido Ele já o conhecia, já o havia escolhido para ser profeta entre as nações.

Podemos então nos colocar como o profeta Jeremias, diante do nosso dom musical, como o nome já diz é um dom, um presente de Deus, foi o Senhor que desde o ventre materno nos escolheu e nos deu o dom da música. É lindo saber que foi o senhor que nos escolheu, nos amou e convidou para a missão evangelizarmos através da música.

Muitas vezes nos sentimos como Jeremias diante da missão que Deus nos confia. Olhando a responsabilidade de sermos bons músicos, coerentes com nossa fé e com o que cantamos e tocamos, vem o medo e a sensação de incapacidade. Será que consigo? Será que estou preparado? Será que serei bem sucedido? Porque nós, assim como o profeta somos crianças, crianças na fé e muitas vezes no entendimento do projeto de Deus e diante de uma missão exigente, muitas vezes queremos recuar, voltar a atrás, dizer não.

Eu mesma posso testemunhar o quanto Deus tem operado em minha vida. Muitas vezes estou no palco e alguns pensam que lá é um lugar de glamour, um status, mas na verdade é um lugar de missão, pois em vários momentos estou ali somente fortalecida no Senhor, quantas vezes passando por um momento difícil, quando a vontade é não ir em missão, ficar dentro da minha “bolha”, de área de conforto e viver as crises e a dificuldade bem distante de todos. Mas, qual foi a ordem e a promessa que o Senhor fez ao profeta Jeremias e que se estende a todos nós?

“Eu te envio como Profeta entre as nações”!

E o profeta é aquele que anuncia. Anuncia o Reino de Deus, o amor de Deus que é infinito e rico em misericórdia, anuncia que para seguir Jesus é necessário renunciar a nós mesmos, carregar todo dia nossa cruz e seguir junto com o Mestre na caminhada. Ser profeta é ir contra a maré do capitalismo selvagem, do ter, ser, possuir, da sede de grandezas, da cobiça que nos cega e nos faz perder a essência de sermos todos irmãos. Ser profeta é dizer não ao relativismo, ao aborto, as doutrinas que nos fazem perder nossa fé, que é nosso maior tesouro. Ser profeta é jogar fora o que nos escraviza e vicia o que nos torna fracos e dependentes. Ser profeta é dizer sim aos valores cristãos, a família e gritar bem alto que vale a pena ser de Deus, viver a castidade, a pureza e uma vida de honestidade e ética.

E quero concluir dizendo que você músico é esse grande profeta entre nações. Deus te deu voz e instrumento para ecoar nesse mundo tão carente de uma palavra de conforto, de uma palavra amiga, verdadeira, sem segundas intenções. Quando você fraquejar, pecar, desanimar, sentir-se fraco e sem forças, lembre-se da palavra do Senhor ao profeta Jeremias, ela é para você também:

“Porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar.  Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te – oráculo do Senhor. E o Senhor, estendendo em seguida a sua mão, tocou-me na boca. E assim me falou: Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios”.

Vamos rezar juntos:

Senhor, nosso querido e amado Deus, queremos nesse momento agradecer em primeiro lugar pelo dom, pelo chamado ao ministério de música. Pedimos força, coragem, discernimento e sabedoria para que possamos conduzir e servir da melhor maneira. Sempre obedientes a ti, ao teu chamado e que nunca esqueçamos do verdadeiro sentido da nossa vocação.

Muito obrigado Senhor!


Série: Músicos segundo o coração de Deus

outubro 6, 2013

Músicos de Deus

Oi gente, hoje dou início a postagem de algumas formações para músicos. Acredito que será muito edificante para nós, músicos cristãos. Já faz algum tempo que quero começar a postar alguns escritos sobre ministério de música a partir de minhas experiências pessoais, meus erros, meus acertos, de tudo que tenho vivido ao longo desses anos de ministério.  O mais legal de tudo isso é saber que a primeira pessoa que precisa ouvir todos os dias sou eu. Escrever sobre algo assim tão importante que é a música cristã, é uma grande responsabilidade e grande desafio, mas não posso ser omissa e não fazer o que o Senhor me impulsiona: Ser portadora de palavras que possam edificar, orientar e ajudar os irmãos músicos a cada vez mais serem melhores mensageiros, portadores da Boa Nova de Jesus Cristo.

Vamos caminhar juntos, conto com a presença, comentários, sugestões e orações de todos.

Músicos segundo o coração de Deus

Ao pensar em iniciar uma série formativa para músicos pensei em seguir uma linha e me veio ao coração a frase: Músicos segundo o coração de Deus. Essa frase já existe, não foi criada por mim, mas me impactou porque o nosso ministério se torna fecundo quando caminhamos e seguimos os direcionamentos do Senhor. Por vezes somos tentados a fazer a nossa vontade, seguir nossos impulsos, dar vazão a nossos próprios projetos, mas esquecemos de conversar e saber se os nossos planos e projetos estão de acordo com o que o Senhor pensou para nós, se estão no plano de amor e salvação d’Ele para nossas vidas. De uma coisa eu tenho certeza: Deus sabe o que é melhor para cada um de nós e se a princípio precisamos adequar nosso ministério, nossas missões, mudar algo que Deus nos pede é porque é o melhor para nossa vida. Não entendo como tem pessoas que querem seguir sozinhas fazendo sua vontade num ministério de música. Ministro de música é orante, busca não só os acordes musicais, as notas precisas e os ensaios, mas uma vida de amizade e proximidade com o Senhor. Como vamos cantar algo ou alguém que não conhecemos? Como cantar a pessoa de Jesus Cristo se não somos ainda seus amigos ou se somos amigos distantes, se temos reservas e fazemos apenas o que queremos?

O músico de Deus é aquele sensível ao seu Mestre. É aquele que ouve a voz do seu Pastor, que o deixa conduzi-lo. Assim como as ovelhas, se formos à frente do nosso Pastor, vamos nos perder, não saberemos o caminho certo, corremos o risco de entrar no caminho errado e ser atacado pelos lobos que estão presentes no percurso do nosso caminho, esperando para nos devorar.

Quero fazer uma pergunta a você: Porque você é músico de Deus? Porque escolheu entre tantos estilos, tocar, cantar canções religiosas, espirituais? Pense nessas perguntas e reflitas sobre suas respostas, se estão coerentes com sua vivência e suas escolhas.

Acredito plenamente no chamado profético que Deus faz aos músicos de serem em primeiro lugar pessoas d’Ele, profetas, mensageiros, adoradores.

Quero te convidar a um momento de oração. Há quanto tempo você não adora a Jesus ou abre a Bíblia para rezar e pedir um direcionamento ao Senhor para teu ministério? Tens rezado antes das apresentações, missas ou shows? Tem se preparado espiritualmente para as missões que Ele te confia?

Que tal fazer isso agorinha mesmo. Reze comigo essa oração e depois em sua oração pessoal, só você e Jesus , converse com Ele sobre seus planos, projetos, dificuldade, sofrimentos, decepções e alegrias também. Convido você a ter um caderninho de oração e ir escrevendo aquilo que sentiu nos momentos de oração, as citações bíblicas que confirmaram seu ministério e os direcionamentos de Deus para ele. Não ache que é coisa boba e infantil. O caderno é um registro de nossa intimidade com Deus. Como um diário aonde vamos colocando nossa experiência orante e pode ser muito útil para o futuro, até mesmo para composições e para um balanço de nosso crescimento espiritual. Faça essa experiência, tenho certeza que não se arrependerá.

Lembre-se sempre: A boca fala o que o coração está cheio, se você canta e toca canções religiosas, seu coração deve estar cheio, repleto d’Ele, do dono das canções, para assim transmitir com verdade aos outros o que já está dentro de você.

Abraço fraterno e até a próxima formação.

Fabiana Paula

Oração

Senhor, tu sabes tudo, tu me conheces e sondas meu coração. Sabes o que tenho vivido e passado em minha caminhada. Das dores e alegrias em meu ministério, por isso seja a luz e o farol a me iluminar e guiar. Fica a frente de meu ministério, não permita que as tentações do inimigo encontrem lugar em meu coração. Quero ser teu, somente teu e guiado por ti. Quero colocar meus sonhos, projetos e anseios aos teus pés, para que possas mostrar-me qual a tua vontade e eu encontre assim, a verdadeira fecundidade e alegria no servir.

Obrigado por tudo Jesus!

 


Dia de oração pela Síria

setembro 2, 2013

Bom Dia queridos irmãos em Cristo, Paz e Bem!

Nosso querido Papa Francisco em sua mensagem ontem no Angelus em Roma, convocou todo o mundo para uma jornada de jejum e oração pela paz na Síria, em um gesto simbólico que lembra o apelo feito pelo papa João Paulo II após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Segue as palavras do Santo Padre. Unamo-nos nessa corrente de oração e união pelo fim dos conflitos que já mataram milhares de inocentes.

Fraternalmente,

Fabiana

PAPA FRANCISCO

ANGELUS 

Praça de São Pedro
Domingo, 1º de Setembro de 2013

Papa Francisco rezando

Mensagem do Papa Francisco 

Hoje, queridos irmãos e irmãs,

Queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

Fonte:http://www.vatican.va/holy_father/francesco/angelus/2013/documents/papa-francesco_angelus_20130901_po.html


Deus tem uma resposta

agosto 28, 2013

flores lindas

Você diz: “Isso é impossível” 

Deus diz: “Tudo é possível” (Lucas 18:27) 

Você diz: “Eu já estou cansado”
Deus diz: “Eu te darei o repouso” (Mateus 11:28-30)

Você diz: “Ninguém me ama de verdade”
Deus diz: “Eu te amo” (João 3:16 & João 13:34)

Você diz: “Não tenho condições”
Deus diz: “Minha graça é suficiente” (II. Corintos 12:9) 

Você diz: “Não vejo saída”
Deus diz: “Eu guiarei teus passos” (Provérbios 3:5-6) 

Você diz: “Eu não posso fazer”
Deus diz: “Você pode fazer tudo” (Filipenses 4:13) 

Você diz: “Estou angustiado”
Deus diz: “Eu te livrarei da angustia” (Salmos 90:15) 

Você diz: “Não vale a pena”
Deus diz: “Tudo vale a pena” (Romanos 8:28) 

Você diz: “Eu não mereço perdão”
Deus diz: “Eu te perdôo” (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1) 

Você diz: “Não vou conseguir”
Deus diz: “Eu suprirei todas as suas necessidades” (Filipenses 4:19) 

Você diz: “Estou com medo”
Deus diz: “Eu não te dei um espírito de medo” (II. Timóteo 1:7) 

Você diz: “Estou sempre frustrado e preocupado”
Deus diz: “Confiai-me todas as suas preocupações” (I Pedro 5:7) 

Você diz: “Eu não tenho talento suficiente”
Deus diz: “Eu te dou sabedoria” (I Corintos 1:30) 

Você diz: “Não tenho fé”
Deus diz: “Eu dei a cada um uma medida de fé” (Romanos 12:3)

Você diz: “Eu me sinto só e desamparado”
Deus diz: “Eu nunca te deixarei nem desampararei”


A humildade é andar na verdade

agosto 27, 2013

Recebi um email de um sacerdote amigo com uma linda reflexão, que partilho com vocês agora.

Abraço fraterno,

Fabiana.

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Estamos iniciando o mês de setembro, o mês da Bíblia, da Palavra de Deus. O Livro Sagrado dos cristãos que é uma biblioteca de setenta e três volumes, divididos em duas eras: judaica e cristã, antes de Cristo e depois de Cristo, Antigo e Novo Testamento. Certamente é o Livro mais lido, mais traduzido, mais conhecido e presente na maioria dos lares cristãos. Nossa Família tem a Bíblia e a lemos?

A primeira leitura de hoje é tirada do Livro Eclesiástico, tem o mesmo tema do Evangelho: “Quanto mais importante fores, deves humilhar-te e encontrarás graça diante do Senhor. Porque é grande o poder do Senhor e os humildes cantam a sua glória”. Este é o caminho mais seguro para a realização pessoal e para a felicidade humana do que o orgulho e a vaidade. É muito triste quando se vive da aparência, de títulos, de poder, de influência… Infelizmente ainda não aprendemos a pedagogia de Jesus, que lavou os pés dos seus discípulos e que veio para servir.

A humildade autêntica não está na moda, nem nunca estará, porque é vista como atitude dos fracos, dos vencidos, dos superados. O mundo é para os fortes, vencedores, vitoriosos, conquistadores, mesmo que seja só de títulos e de aparência. O êxito dos triunfadores tornou-se o padrão de comportamento, por isso os primeiros lugares atraem sempre os olhar e o desejo de todos. Os corredores de Formula 1 sonham com a primeira fila da largada, assim é a conduta pedagógica dentro da família, o filho tem que ser o primeiro em tudo, a qualquer preço e custo.

A humildade é andar na verdade, e não na aparência da mentira. Hoje ouvimos Jesus dizer: “Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”. A insistência com que se repete nos evangelhos e nos discursos de Jesus de que a verdade e a santidade estão na humildade do servir. A palavra humildade deriva do latim, humilis, que provem de húmus=terra. É a nossa origem, nossa pequenez, é a condição de toda criatura: ser pó da terra.

O texto de hoje nos lembra da oração de Maria no Magnificat: “O Senhor exaltou os humildes e derrubou os poderosos…”. A Eucaristia é o momento em que todos são iguais, sem distinção de raça e poder, de ser o primeiro ou o último. Todos tem o mesmo direito de participar do banquete eucarístico, porque não somos nós que vamos a Jesus, por sermos indignos, mas é Ele que vem a nós, na simplicidade da aparência do Pão, o Pão descido do Céu.

Frei Sergio Pagan OFM