João de Deus, o Peregrino da Paz

abril 3, 2009

Olá povo de Deus!

Ontem comemoramos o 4º aniversário da morte de João Paulo II e ele será lembrado eternamente por tudo o que fez pela Igreja e por seu exemplo de santidade e humildade.

Ao longo de seu pontificado, o Papa João Paulo II esteve à frente da Igreja Católica durante 26 anos, tornando um dos mais longos serviços papais de toda história.

Nenhum outro papa viajou tanto quanto João Paulo II. Em um quarto de século, visitou mais de 125 países em todos os continentes, isso sem falar naqueles onde esteve mais de uma vez. Foram mais de um 1,1 milhão de quilômetros percorridos ao redor do mundo, o suficiente para dar quase 30 voltas em torno da Terra.

Também os 464 santos que surgiram ao longo desses 25 anos, os 1300 beatos e mais de 300 bispos e cardeais nomeados, fazem do Papa o grande recordista4º aniversário da morte de João Paulo II e ele será lembrado eternamente por tudo o que fez pela Igreja e por seu exemplo de santidade e humildade.

Gostaria de ter escrito ontem, mas infelizmente não tive tempo e não queria que ficasse em branco essa data que marcou tanto a mim.

Lembro-me da sua última semana de vida, de sua última aparição, da notícia de sua morte, da comoção do mundo inteiro e de sua missa de sepultamento que ocorreu no dia do meu aniversário, dia 08n de abril.

Ele semeou a paz e o amor por onde andou, aqui no Brasil, era conhecido como “João de Deus”, eu até comecei a escrever um livro que ainda não foi concluído e espero até sua beatificação tê-lo feito.

Pedimos ao nosso amado João Paulo II intercessão sobre nós, nossa família, nossa Igreja, nosso país e sobre o mundo inteiro.

Rogai por nós João de Deus!

Abraço Fraterno,

Fabiana Paula.

P.S. Segue abaixo algumas fotos de momentos importantes de seu pontificado e outras também de minha viagem à Polônia.

João Paulo II, amava profundamente a cruz de Cristo.

João Paulo II, amava profundamente a cruz de Cristo. João Paulo II e sua querida amiga Madre Teresa

  

 

João Paulo II e sua amiga Madre Teresa

João Paulo II e sua amiga Madre Teresa

 

Ele criou uma linda tradição de beijar o solo dos países que visitava.

Ele criou uma linda tradição de beijar o solo dos países que visitava.

 

Ele amava as crianças!

Ele amava as crianças!

 

Sua última aparição pública, abençoando os peregrinos na Praça de São Pedro.

Sua última aparição pública, abençoando os peregrinos na Praça de São Pedro.

seu velório, assistido por mais de 1 bilhão de pessoas!

Seu velório, assistido por mais de 1 bilhão de pessoas!

 

João de Deus, nós te amamos!

João de Deus, nós te amamos!


Gueto de Varsóvia

outubro 23, 2008

Olá amados, continuo minha partilha sobre a Polônia. Que tal hoje uma aulinha de história.

Vocês já ouviram falar sobres o Gueto de Varsóvia, vamos aprender um pouco?

Um abração.

Fabiana Paula.

Gueto de Varsóvia

O Gueto de Varsóvia foi o maior gueto judaico estabelecido pela Alemanha Nazista na Polónia durante o Holocausto, ao tempo da Segunda Guerra Mundial. Nos três anos da sua existência, a fome, as doenças e as deportações para campos de extermínio reduziram a população estimada de 380.000 para 70.000 habitantes. O Gueto de Varsóvia foi o palco da revolta do Gueto de Varsóvia, a primeira insurreição massiva contra a ocupação Nazi na Europa. Apesar disso, a maioria das pessoas que estiveram no Gueto de Varsóvia foi gaseada no campo de extermínio Nazi de Treblinka.

Criação do gueto pelos alemães

Imediatamente após a ocupação alemã da Polónia em 1939, os alemães começaram a planejar o isolamento da população judaica de Varsóvia num gueto. Nessa altura, a administração do Generalgouvernment ainda não tinha sido completamente organizada, e havia interesses conflituosos entre os três principais poderes: a administração civil, o exército e a SS. Sob estas circunstâncias, o conselho judaico, ou Judenrat, liderado por Adam Czerniaków, conseguiu atrasar a criação do gueto por um ano, sobretudo justificando aos militares que os judeus eram uma força de trabalho importante.

No entanto, o gueto acabou por ser criado pelo Generalgouverneur alemão da Polónia Hans Frank em 16 de Outubro de 1940. A população do gueto atingiu a marca de 380.000 pessoas, cerca de 30% da população de Varsóvia. Em contrapartida, ocupava apenas 2,4% do território da cidade. Os judeus de Varsóvia foram obrigados a se deslocarem para o gueto, e os nazistas providenciaram a construção de um muro ao seu redor em 16 de Novembro de 1940, segregando completamente os judeus.

Durante o ano e meio seguinte, judeus de cidades e vilas menores foram trazidos para o gueto. Doenças — como o tifo — e a fome (as rações para judeus eram oficialmente limitadas a apenas 184 kcal por dia, ao contrário das 1800 para polacos e 2400 para alemães em Varsóvia) alastravam-se em enormes proporções.

Em 22 de Julho de 1942 teve início a expulsão em massa dos habitantes do Gueto de Varsóvia para os campos de extermínio. Nos 52 dias seguintes (até 21 de Setembro de 1942), cerca de 300.000 pessoas foram levadas para o campo de extermínio de Treblinka ou assassinadas mesmo em Varsóvia. Czerniaków tornou-se claramente deprimido com as deportações e suicidou-se em 23 de Julho. Os suicídios tornaram-se então muito freqüentes. O sogro de Marcel Reich-Ranicki foi um deles.

A situação dos restantes 55.000 ou 60.000 habitantes melhorou ligeiramente. A fome acabou e as casas superlotadas tornaram-se agora vazias. Os judeus, que ali puderam permanecer, trabalhavam (dentro do gueto) como escravos para fábricas alemãs ou, então, viviam em fuga (o caso de Marcel Reich-Ranicki).

Durante os 6 meses que se seguiram, aquilo que restava das diferentes organizações políticas foi unido sob um mesmo nome: ŻOB (Żydowska Organizacja Bojowa, Organização de Luta Judaica), liderado por Mordechaj Anielewicz, com entre 220 e 500 pessoas; outras 250-450 organizaram-se no ŻZW (Żydowski Związek Walki, União dos combatentes judeus). Os membros desses grupos não tinham ilusões sobre os planos dos alemães e preferiam morrer lutando. O seu armamento consistia sobretudo de pistolas, bombas caseiras e coquetéis molotov; o ŻZW era o grupo melhor armado, graças a seus contactos com a resistência polonesa, fora do gueto.

Apesar das enormes dificuldades do dia-a-dia, o Judenrat e movimentos juvenis conseguiram organizar várias instituições dentro do próprio gueto buscando ajudar os seus habitantes. O Judenrat tomou a responsabilidade pela alocação das habitações disponíveis – uma média de 9 crianças por quarto, enquanto instituições de caridade, como a CENTOS, organizaram cantinas de sopa gratuita: a certa altura, dois terços da população dependia destas cantinas.

Por um curto período foi também permitido ao Judenrat organizar quatro escolas de ensino básico para as crianças do gueto. Havia também um extenso sistema escolar clandestino organizado por vários movimentos juvenis, que cobria todos os níveis básicos e de ensino secundário e oferecia até cursos de nível universitário aos domingos, disfarçados frequentemente de cantinas.

O Judenrat era também responsável pelos hospitais e orfanatos que operavam no Gueto. Um orfanato, liderado pelo pediatra e autor Janusz Korczak, era governado segundo o modelo de uma democracia, chamado da república das crianças. Este e outros orfanatos foi evacuado em 1942 e os seus ocupantes e empregados foram enviados para Treblinka. Nenhum regressou vivo.

A vida cultural incluia uma imprensa diária em três línguas (Jidish, Polaco, e Hebreu), actividade religiosa (incluindo uma igreja para os judeus que se tinham convertido ao Catolicismo), aulas, concertos de música clássica (Marcel Reich-Ranicki conta que não havia dificuldade em encontrar excelentes violinistas e músicos de instrumentos de corda em geral entre os habitantes do gueto; mais dificil era a busca de músicos de instrumentos de sopro – aqueles que se encontraram nunca tinham tocado numa orquestra sinfónica; eram músicos de Jazz e de pequenos grupos, mas em breve se viu que podiam também tocar da pauta em perfeição), teatro e exposições de arte. Em muitos casos os artistas eram figuras proeminentes da vida cultural polaca de então.

Um dos mais notáveis esforços de preservação culturais foi liderado pelo historiador Emmanuel Ringelblum e o seu grupo Oyneg Shabbos, que colectou documentos de pessoas de todas as idades e posições sócio-econômicas e culturais para criar uma história social da vida no gueto. No total, estima-se ter havido a recolha de cerca de 50.000 documentos históricos, incluíndo ensaios sobre vários aspectos da vida no gueto, diários, memórias, colecções de arte, jornais ilegais, desenhos, trabalho escolar, posters, bilhetes de teatro, receitas, notas das aulas, etc. Estes documentos foram escondidos dos alemães em três locais separados, dois dos quais foram recuperados e fornecem-nos hoje esclarecimento sobre a vida no gueto. Julga-se que o terceiro lote está enterrado embaixo do edifício onde hoje funciona a Embaixada da China, em Varsóvia.

Comemoração

No dia 22 de Abril de 2002, membros do conselho polaco para cristãos e judeus comemoraram o quinquagésimo-nono aniversário da revolta anti-nazi de 1943, com visitas ao memorial sediado no antigo sector judaico da cidade de Varsóvia.

Prisioneiros do Gueto

Um relato de Marcel Reich-Ranicki

Soldados alemães prendem judeus durante a revolta do gueto de Varsóvia, em Maio de 1943

A população judaica de Varsóvia foi alvo de toda sorte de humilhações e dos maiores abusos praticadas pelo exército alemão. No capítulo “A caça é um prazer”, de sua auto-biografia, Marcel Reich-Ranicki dá-nos um relato pessoal dos acontecimentos:

“Ainda Varsóvia acabava de se render; mal tinha chegado a Wehrmacht à cidade, logo começou o grande gáudio dos vencedores, o prazer incomparável dos conquistadores – a caça aos judeus.

Após o rápido, grandioso triunfo, aos soldados alemães, exuberantes e compreensivelmente desejosos de aventura, oferecia-se nas ruas de alguns quarteirões da capital polaca uma vista surpreendente. O que ainda não se tinha sucedido aparecia-lhes agora pela frente a cada passo: Eles viam, completamente surpresos, inúmeros indivíduos orientais, ou de aspecto aparentemente oriental, com longas faixas de cabelo nas têmporas, e com fartas barbas. Exóticas eram também as suas roupas: pretas e sem ornamentos…

Os jovens soldados (alemães) viram pois pela primeira vez nas suas vidas judeus ortodoxos. Estes estranhos habitantes de Varsóvia não lhes despertavam nenhuma simpatia, muito mais desdém e talvez repulsa. Mas os soldados podiam agora também gozar de uma satisfação inconsciente. Pois se em casa, em Estugarda, Schweinfurt ou Stralsund eles não conseguiam distinguir visualmente os judeus dos alemães de “raça pura”, os “arianos”, aqui eles podiam finalmente ver aqueles que só conheciam das caricaturas dos jornais alemães, sobretudo o der Stürmer….

Que estes sub-humanos, que sem dúvida deixavam uma impressão mais medrosa do que ameaçadora, pudessem portar armas, era muito improvável. De qualquer forma isso tinha de ser controlado. Diariamente tinham lugar controles, nunca se sabia qual o próximo quarteirão a ser revistado. As armas, as quais os bem-dispostos soldados supostamente procuravam, não apareciam, por muito que eles se esforçassem. Mas eles possuíam outras coisas que os ordeiros homens alemães acolhiam de bom grado: Anéis, carteiras, dinheiro, e por vezes um relógio de ouro.

Mas não se tratava apenas de roubar os judeus. Eles, os inimigos do Império Alemão deveriam também ser punidos e humilhados. Não era difícil de o conseguir. Os soldados notaram em breve que os judeus ortodoxos achavam particularmente humilhante que lhe cortassem as barbas. Com este objectivo, os ocupantes, desejosos de entretenimento, tinham-se munido com tesouras…

Assim era: cada alemão que vestisse um uniforme e tivesse uma arma podia, em Varsóvia, fazer com um judeu o que quisesse. Ele podia obrigá-lo a cantar, a dançar, ou a fazer nas calças, ou a ajoelhar-se perante ele rogando pela sua vida. Ele podia abatê-lo repentinamente ou matá-lo de forma mais lenta. Ele podia ordenar a uma judia que se despisse, que limpasse o passeio com a sua roupa interior e depois que urinasse em frente de toda a gente. Ninguém estragou o divertimento aos alemães que se entregaram a estes passatempos, ninguém os impediu de maltratar e matar os judeus, ninguém os chamou à responsabilidade.”  

Em Frente a placa que explica como era o gueto de Varsóvia.

Em Frente a placa que explica como era o gueto de Varsóvia.

Lugar onde existia o gueto e onde hoje há um monumento em memória, onde são depositadas flores e pedras, que segundo a tradição judaica, simboliza a eternidade.

Lugar onde existia o gueto e onde hoje há um monumento em memória, onde são depositadas flores e pedras, que segundo a tradição judaica, simboliza a eternidade.

 

Mapa do Gueto.

Mapa do Gueto.