Perdoar a si mesmo

abril 1, 2014

amar a si mesmoHoje quero partilhar sobre a graça libertadora do perdão.  Muitas vezes precisamos de momentos de autoconhecimento e liberar o perdão para nós mesmos.

Sim, é isso mesmo.  Precisamos perdoar a nós mesmos!

Já partilhei várias vezes e algumas pessoas expressam surpresa com o fato de desconhecerem o auto perdão. Perdoar a si mesmo, voltar a sua história de vida e encontrar os momentos em que você errou e seus erros trouxeram dor e consequências definitivas a você e a outros.

Quantas pessoas se arrependem de atos cometidos, palavras proferidas e de terem alimentado determinado pensamento?

Há pessoas que levam dentro de si culpa, remorso, arrependimento, e tudo isso são inimigos constantes de algumas pessoas e traz junto a humilhação, a vergonha, o medo e a maior consequência: a autopunição.

Para se livrar disso tudo faça uma lista de tudo aquilo que você se culpa, daquilo que fez e não fez. Seja honesto consigo mesmo. Depois, pense sobre as motivações que o fizeram fazer certas escolhas, agir de determinada forma e, ao invés de se culpar, punir ou se castigar, comece a lembrar de que muitas escolhas foram feitas por falta de maturidade, por ignorância, porque era o melhor que se podia fazer naquele momento. Nunca julgue situações passadas com valores do presente. E não se puna por tudo isso, mas procure reconciliar-se com sua história.

Uma maneira de cultivar a culpa é estar sempre exigindo perfeição de si mesmo. A anorexia e bulimia são exemplos disso. Nunca há satisfação consigo mesmo, gerando culpa, insatisfação e uma enorme dificuldade de se perdoar. Tudo que faz poderia ser melhor. Não importa o que faça ou conquiste. Ou o pior, não importa quem se é, parece que nunca é o bastante.

O perdão oferece saída para esse círculo vicioso, como uma escolha consciente de mudança. Será que a verdadeira causa está sendo considerada? Do contrário, tudo tende a piorar. Será que essa fome, esse vazio, não seria a necessidade, também inconsciente, de amor? Por que não buscar a fonte verdadeira que sacia toda fome e sede do nosso coração? O amor de Deus é o verdadeiro amor que preenche todos os vazios e traz paz e felicidade ao coração.

Perdoar a si mesmo exige uma completa honestidade e integridade para que se alcance a cura de tantos males, de tanta falta de amor-próprio. É um processo de reconhecer a verdade, assumir a responsabilidade pelo que fez, aprender com a experiência, reconhecer os sentimentos que motivaram determinados comportamentos, abrir seu coração para si mesmo, ouvir seus medos, curar certas feridas e isso você pode conseguir sendo amoroso e responsável consigo mesmo.

Peça ao Senhor que cure a ferida que mais lhe dói, que Ele cure sua vida emocional. A verdadeira cura começa fazendo as pazes consigo mesmo. O poder curativo do perdão e do amor talvez seja o remédio mais poderoso que temos. E está nas mãos de cada um de nós. E você pode começar com você mesmo! Quem cura e perdoa é Deus, mas somos nós que damos o primeiro passo e aquilo que não podemos fazer, Ele faz!

Faça a experiência e perdoe a si mesmo e após ter liberado o perdão a si mesmo, comece então a perdoar e pedir perdão a todos os outros que fazem parte de sua história. Busque a confissão para alcançar o perdão de Deus diante dos pecados cometidos e uma total libertação.

Vamos rezar juntos:

Senhor Jesus, te peço nesse momento que me ajudes a superar todos os meus erros cometidos, todas as minhas frustrações e arrependimentos. Ajuda-me a entender que não posso mudar os acontecimentos passados, mas que posso refazer minha história perdoando a mim mesmo em primeiro lugar e depois aos que passaram em minha vida. Eu quero Senhor, por isso peço tua ajuda para que eu possa perdoar a mim mesmo e refazer minha história fortalecida em ti, em teu amor e em tua misericórdia.

Obrigada Senhor!  

amar a si mesmo 2


Você sabe o que é a ideologia do gênero?

março 24, 2014

Paz e bem povo de Deus!

Quero partilhar com vocês um assunto que tem sido debatido e provocado muitas discussões em nosso meio, que é a ideologia do gênero. É importante saber o que é, e como nós católicos nos posicionamos em relação a isso.

Compartilho então um texto e vídeo do Professor Felipe Aquino esclarecendo o significado e orientado os católicos.

Vamos divulgar e nos colocarmos contra esse plano diabólico.

Fraternalmente,

Fabiana Paula

Você já ouviu falar em ideologia do gênero?

(Fonte:http://cleofas.com.br/voce-ja-ouviu-falar-em-ideologia-de-genero/)

Nos dias de hoje temos ouvido isso mais comumente. Isso é um movimento considerado anticatólico, que diz o seguinte: a criança nasce sem um sexo definido. Quando a criança nasce não deve ser considerada do sexo masculino ou sexo feminino; depois ela fará esta escolha. Essa é a chamada Identidade de gênero ou Ideologia de gênero.

Inclusive, já existem escolas para crianças na Suécia e na Holanda, onde não se pode chamar o aluno de menino ou menina, chama-os apenas de crianças, porque eles devem decidir quando crescerem se serão homens ou mulheres, o que é antinatural.

Veja o que Prof. Felipe tem a dizer sobre este assunto:


Quaresma 2014

março 7, 2014

Oi gente, Paz e Bem ao coração de todos!

Começamos um tempo lindo em nossa liturgia, o tempo quaresmal. Segue a mensagem do Papa Francisco, uma mensagem de fé, confiança e amor de Deus.

Abraço fraterno e uma ótima quaresma a todos!!!!!

Fraternalmente,

Fabiana Paula

quaresma

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A QUARESMA DE 2014

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza
(cf. 2 Cor 8, 9)

 Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

A graça de Cristo

Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes22).

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza»Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf.Rm 8, 29).

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

O nosso testemunho

Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.

Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, 26 de Dezembro de 2013

Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir

FRANCISCO

Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/lent/documents/papa-francesco_20131226_messaggio-quaresima2014_po.html


Música x Liturgia – Posso cantar o que eu quiser?

fevereiro 26, 2014

Pessoa cantando na missa                                                     Foto: cancaonova.com

Paz e Bem queridos amigos músicos! Nessa nova postagem dedicada aos músicos cristãos dentro da série, “músicos segundo o coração de Deus”, escrevo hoje sobre um importantíssimo tema que é a música e a liturgia.

Liturgia é uma palavra da língua grega que quer dizer: Ação do povo, ação em favor do povo.

É a ação de um povo, reunido na fé, em comunhão com toda a Igreja, para celebrar o Mistério Pascal – Morte e Ressurreição de Cristo, presente na Assembleia, oferecendo-se ao Pai como culto perfeito.

Como o Concilio Vaticano II definiu a liturgia? À luz da Constituição litúrgica  “Sacrossanctum Concilium” – que foi o primeiro documento conciliar, publicado em Roma no dia 4 de dezembro de 1963 -, podemos dizer que é: “ uma ação sagrada pela qual através de ritos sensíveis se exerce, no Espírito Santo, o múnus sacerdotal de Cristo, na Igreja e pela Igreja, para a santificação do homem e a glorificação de Deus” (cf SC, 7).

 Qual o papel da música na liturgia?

Muitos desconhecem a importância e também a função que a música tem nas nossas celebrações, acham que é mais uma oportunidade de cantar e de mostrar todo seu potencial. Deve-se saber separar um show de uma missa, assim como a escolha do repertório deve ser feita com base na liturgia do dia, não é que eu canto o que eu “gosto” ou o que está na “moda” e todos estão cantando por aí. Já ouvi cantores que dizem: “Essa músicas são feias e não vou cantá-las”, o que é uma lástima… Não posso cantar o que eu quero e sim o que se encaixa dentro da liturgia do dia.

Cantar “A missa” e não “na missa”

A música está a serviço do louvor de Deus e de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a missa, mas ajudar toda a assembleia a rezar. E cada canto deve estar em plena sintonia com o movimento litúrgico que se celebra, a fim de que não se cante “na missa”, mas se cante “a missa”. Outra coisa importante é a altura do som e dos instrumentos que não cause irritação nas pessoas. Os músicos devem chegar cedo para afinar os instrumentos, passar som ou rever alguma canção. De forma especial as cantoras devem ter atenção as roupas que devem ser compostas e discretas. Missa não é show, por isso guitarra e bateria devem ser suaves e devem servir para acompanhar e dar ainda mais vida as canções. Solos e distorções devem ser evitados, assim como para os cantores que gostam de fazer melismas e modulações devem estar atentos para não “roubar” a atenção para si mesmos mas, que sua voz ajude o povo a rezar, a participar melhor da celebração.

Porque tudo isso? Será que estamos podando os talentos de nossos músicos e cantores?

Claro que não… só que cada coisa tem seu lugar e momento e a celebração eucarística tem uma característica importante que deve ser respeitada que é a participação direta das pessoas nas orações de resposta e nos cânticos, por isso deve-se ter cuidado para que não pensemos que estamos num palco em um show onde podemos sim mostrar nosso estilo musical e nosso potencial vocal e sim estamos numa igreja em uma celebração onde não cabem certas coisas.

O que cantar em uma celebração?O que é importante é cantar a liturgia, priorizando aclamações e repostas da assembleia, os textos próprios da Missa, ouvir o povo, ter atenção para o som não estar muito alto, abafando assim as vozes das pessoas.

Critérios do canto litúrgico:

  1. Sejam de inspiração bíblica;
  2. Tenham referência ao mistério pascal;
  3. Leve em conta a realidade do povo.

Cantos Litúrgicos X Cantos de Animação:

  1. Cantos de Animação: São cantos com mensagens religiosas e ritmos de animação, que são cantos em encontros, grupos de oração, peregrinações.
  2. Cantos Litúrgicos: Cantos adequados aos ritos da liturgia.

2.

Os momentos da celebração Eucarística:

1. Entrada: Abrir a celebração, promover a reunião da assembleia e introduzir a mente e o coração no ministério a ser celebrado. É um canto alegre e não de repouso, com a função litúrgica de reunir o povo e unificar a assembleia, bem como acolher o celebrante e equipe.

2.  Ato Penitencial: É um canto de oração, sendo um pedido de perdão, devendo-se usar a forma do “kyrie eleison”( Senhor tende piedade de nós, Cristo tende piedade de nós e Senhor tende piedade de nós).

3.  Glória: Da mesma forma que o canto penitencial, o Glória tem sua forma própria, tem sua forma própria e deve ser cantado dentro do texto litúrgico. É reservado aos domingos (exceção ao tempo do advento e da quaresma) e às festas e solenidades.

4. Salmo Responsorial: Este é o único que é essencialmente um Salmo ou canto bíblico. Tem a função de ser um eco da palavra de Deus, uma resposta, uma verdadeira meditação. Deve acompanhar o texto bíblico na íntegra conforme está no missal romano. Sua melodia deve ser de fácil assimilação para que os membros da assembleia possam aprender de forma rápida.

5. Aclamação: Por serem assentimentos energéticos, à palavra e ação de Deus, a participação deve ser solene por toda a assembleia. Durante a quaresma, o refrão aleluia, é substituído por outro texto aclamativo.

6. O Creio: Se for cantado, que seja numa simples cantilena e não numa extensa estrutura musical. Deve manter o conteúdo do símbolo apostólico tradicional.

7. Preparação das Oferendas: Sua função é acompanhar a procissão dos dons, dar maior significado à coleta e acompanhar o rito de preparação das Oferendas.

8. Santo: Inicia o centro e o cume de toda a celebração eucarística, que é a narrativa da instituição. Seu sentido é que toda a congregação dos fieis se uma a Cristo na proclamação das maravilhas de Deus. Deve-se respeitar sua forma e texto.

9. Pai-Nosso: Uma preparação para a comunhão com o Senhor. Deve ser rezado (cantado) com dicção calma e compassada, de pausas e de canto leve, quando cantado, deve manter os termos da oração ensinada pelo próprio Jesus Cristo aos discípulos.

10. Canto de Comunhão: Acompanhar e solenizar a participação dos fiéis à Eucaristia e a caridade fraterna e comunhão no mistério pascal de Jesus Cristo. Cânticos com referência ao mistério pascal e as leituras bíblicas do dia.

11. Ação de graças: São três possibilidades para realizar o agradecimento: Seja um momento de silêncio ou um canto instrumental ou um canto de agradecimento.

12. Canto de despedida: Canto de “desfazimento” da Assembleia, que estimula para a semana e para a missão.

Fraternalmente,

Fabiana Paula

Fonte em algumas partes do texto: http://www.cnbb.org.br/component/docman/doc_view/343-principios-da-musica-liturgica


Decida-se pelo amor!

fevereiro 20, 2014

Linda mensagem do Monsenhor Jonas Abib. Tocou meu coração, espero que toque o de vocês também!

Fraternalmente,

Fabiana Paula

amor

Decida-se pelo amor

Muitos não têm a coragem de amar, porque já sofreram muito, seja na família, no casamento etc. Talvez você já tenha sofrido e, é claro, não quer passar por essa situação novamente. Por isso, deixou de amar para não sofrer. Independente dos acontecimentos, é no amor que está a salvação para você. É no amor-doação que as pessoas com quem você se relaciona serão salvas.

Apesar das decepções e dos problemas familiares, ame. Decida-se pelo amor! Não são apenas os jovens que precisam despertar para o amor; há muito adulto, muita gente casada que precisa redescobrir a graça de amar.

Quantas pessoas guardaram decepções! Quantas pessoas curtiram revoltas no coração! Quantas são vítimas da própria revolta com um pai alcoólatra, irresponsável, ausente, infiel, bruto, autoritário… Quantas pessoas, decepcionadas com a família, já não são capazes de amar.

Amar é vida. Não amar é morte. É preciso reaprender a amar. Problemas existem e adoecem o coração, mas não é por isso que você não vai amar. Deus lhe dá a capacidade de amar, mas se decidir a amar depende de você. Se você se decidir pelo amor, tudo vai mudar na sua vida.

O mundo é de quem ama. Quem não ama permanece na morte.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib


Garçons da Palavra de Deus?

fevereiro 18, 2014

Garçons

Continuando nossa série de formação para músicos e o tema de hoje é uma pergunta: Somos garçons da Palavra de Deus?

Essa é uma pergunta que pode parecer estranha, esquisita e sem muito sentido para um ministro de música. Mas se pensarmos direitinho na profissão do garçom vamos entender melhor. Ah, eu coloquei na primeira pessoa do plural(nós), pois me incluo em todas as formações que escrevo, sou a primeira que preciso refletir sobre todos os temas que escrevo.

Achei a seguinte definição: “garçons são os funcionários que trabalham em restaurantes ou bares servindo comida e bebida aos clientes”.

Muito bem, esse é o grande risco que corremos, sermos apenas garçons da palavra de Deus, quando levamos até as pessoas o alimento espiritual para os que têm fome e sede de Deus, mas apenas “servimos” e não provamos também. Levamos lindos pratos e as pessoas comem, bebem e saem felizes, saciadas. Lindas canções, muito bem cantadas e executadas, lindos arranjos, lindas letras, belos vocais, grandes músicos, mas o que realmente fica para nós músicos depois de cantar ou tocar? Apenas mais uma apresentação musical? Apenas mais um show? Apenas mais uma missa?

A coisa mais linda da nossa missão de ministros de música é que não somos garçons, pois em primeiro lugar o alimento não é nosso, vem de Deus e nós apenas levamos aos corações das pessoas e o mais importante é que é gratuito, não custa nada, para receber o pão da palavra basta apenas um coração aberto e contrito. A graça é de graça.

Depois, algo importante e fundamental é que ao mesmo tempo em que somos portadores da mensagem do Reino nós também nos alimentamos, somos participantes, convidados e recebemos todas as graças. Então quando ministramos a música não podemos levar algo que não tenhamos provado. Precisamos ser os primeiros a experimentarmos aquilo que cantamos.

Provai e vede quão suave é o Senhor!(Sl 33)

Força, Fé e Coragem a todos nós! Unidos em oração!

Fraternalmente,

Fabiana Paula


A última corda

janeiro 13, 2014

paganini

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não para.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome e sua fama atravessam o tempo. Não apenas como um violinista genial, mas como símbolo do profissional que continua, mesmo diante do aparentemente impossível.

Essa história nos ensina o valor da dedicação, da persistência e do profissionalismo e acima de tudo da perseverança, mesmo quando as coisas parecem não estar bem e parece que tudo está dando errado não devemos parar nem desistir. Mesmo quando nos sentimos limitados , podemos dar nosso 100% na nossa limitação e coisas lindas podem surgir diante das impossibilidades e fragilidades assim como aconteceu com Paganini.

Fraternalmente,

Fabiana Paula