Feridas do coração, como curá-las?

março 21, 2014

orando

 “Ele cura os feridos de coração, e lhes ata as suas feridas. ” (Salmo 146.3)

Vivemos num mundo com tantas informações, que muitas vezes criamos muitas expectativas no coração. Sonhamos com um sucesso profissional, bens materiais, conforto e uma vida amorosa perfeita e todos sabemos que nem sempre é assim. Lidamos todos os dias com tensões, pressão, cobranças, desamores e muitas vezes vamos somatizando tudo isso no coração e quando menos percebemos estamos enfermos em nossa alma, amargos e sem ânimo. O veneno da mágoa e do ressentimento endureceu nosso coração e nos fez ficarmos indiferentes diante da realidade do outro, pensamos só em nós e mergulhamos na nossa própria dor.

Como agir quando não temos forças para lutar, quando nos sentimos impotentes diante das adversidades?

Recorremos ao Senhor… É Ele que sara nossas feridas interiores, os insucessos do passado que ainda doem. Todos temos dentro de nós feridas “ocultas”, porque algumas estão em nosso inconsciente e não lembramos mas sofremos e muitas vezes nosso corpo sofre com as doenças da alma.

Mas há uma boa notícia: JESUS CRISTO quer curar nossas feridas!

Ele mesmo disse: Vinde a mim vós todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei!

Não temos forças por nós mesmos para liberarmos o perdão e nos reconciliarmos mas em Cristo temos força e Ele nos cura, sara nossas feridas e nos faz livres!

Rezemos juntos:

“Senhor Jesus, amigo sempre presente e fonte de toda cura e libertação. Vem em meu auxílio nesse dia e visita todas as áreas da minha vida, cura minhas lembranças dolorosas, minhas emoções e meu coração ferido. Coloca teu bálsamo curados e teu azeite do espirito sobre elas. Entrego tudo aquilo que não consigo resolver e que inquieta meu coração na certeza de sua cura, de teu perdão e de teu amor e misericórdia que não tem limites”.

Obrigado(a) Senhor!


Um ano de Pontificado do Papa Francisco

março 13, 2014

Papa Fancisco 1

Há um ano os católicos do mundo inteiro recebiam com surpresa e imensa alegria a notícia de que o novo Papa viria da América do Sul. Filho de  imigrantes italianos e nascido em Buenos Aires, Jorge Bergolio é o primeiro Jesuíta da história a se tornar Papa.

Escolheu seu nome “Francisco” com inspiração em um dos maiores santos da história: São Francisco de Assis e com certeza ele é sua grande inspiração, pois a cada dia nos ensina o valor da simplicidade, humildade, da valorização dos pequenos e menos favorecidos. Ele não se sente melhor que ninguém, isso me encanta nele, como ele mesmo disse: “Sou um homem normal que ri, chora, dorme tranquilo e tem amigos como todos”.

O Papa Francisco está encantando o mundo com sua maneira de liderar a Igreja e com sua alma amiga e irmã.

Hoje, quando comemoramos um ano de seu pontificado, queremos pedir ao Bom Deus que o abençoe cada dia mais, o inspire, o capacite e o fortaleça e que ele continue sendo esse homem de Deus que nos leva mais e mais a amar a Jesus!

Obrigada por tudo Papa Francisco, Nós te amamos!!!!!

Fabiana Paula


Quaresma 2014

março 7, 2014

Oi gente, Paz e Bem ao coração de todos!

Começamos um tempo lindo em nossa liturgia, o tempo quaresmal. Segue a mensagem do Papa Francisco, uma mensagem de fé, confiança e amor de Deus.

Abraço fraterno e uma ótima quaresma a todos!!!!!

Fraternalmente,

Fabiana Paula

quaresma

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A QUARESMA DE 2014

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza
(cf. 2 Cor 8, 9)

 Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

A graça de Cristo

Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes22).

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza»Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf.Rm 8, 29).

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

O nosso testemunho

Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.

Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, 26 de Dezembro de 2013

Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir

FRANCISCO

Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/lent/documents/papa-francesco_20131226_messaggio-quaresima2014_po.html


Decida-se pelo amor!

fevereiro 20, 2014

Linda mensagem do Monsenhor Jonas Abib. Tocou meu coração, espero que toque o de vocês também!

Fraternalmente,

Fabiana Paula

amor

Decida-se pelo amor

Muitos não têm a coragem de amar, porque já sofreram muito, seja na família, no casamento etc. Talvez você já tenha sofrido e, é claro, não quer passar por essa situação novamente. Por isso, deixou de amar para não sofrer. Independente dos acontecimentos, é no amor que está a salvação para você. É no amor-doação que as pessoas com quem você se relaciona serão salvas.

Apesar das decepções e dos problemas familiares, ame. Decida-se pelo amor! Não são apenas os jovens que precisam despertar para o amor; há muito adulto, muita gente casada que precisa redescobrir a graça de amar.

Quantas pessoas guardaram decepções! Quantas pessoas curtiram revoltas no coração! Quantas são vítimas da própria revolta com um pai alcoólatra, irresponsável, ausente, infiel, bruto, autoritário… Quantas pessoas, decepcionadas com a família, já não são capazes de amar.

Amar é vida. Não amar é morte. É preciso reaprender a amar. Problemas existem e adoecem o coração, mas não é por isso que você não vai amar. Deus lhe dá a capacidade de amar, mas se decidir a amar depende de você. Se você se decidir pelo amor, tudo vai mudar na sua vida.

O mundo é de quem ama. Quem não ama permanece na morte.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib


Garçons da Palavra de Deus?

fevereiro 18, 2014

Garçons

Continuando nossa série de formação para músicos e o tema de hoje é uma pergunta: Somos garçons da Palavra de Deus?

Essa é uma pergunta que pode parecer estranha, esquisita e sem muito sentido para um ministro de música. Mas se pensarmos direitinho na profissão do garçom vamos entender melhor. Ah, eu coloquei na primeira pessoa do plural(nós), pois me incluo em todas as formações que escrevo, sou a primeira que preciso refletir sobre todos os temas que escrevo.

Achei a seguinte definição: “garçons são os funcionários que trabalham em restaurantes ou bares servindo comida e bebida aos clientes”.

Muito bem, esse é o grande risco que corremos, sermos apenas garçons da palavra de Deus, quando levamos até as pessoas o alimento espiritual para os que têm fome e sede de Deus, mas apenas “servimos” e não provamos também. Levamos lindos pratos e as pessoas comem, bebem e saem felizes, saciadas. Lindas canções, muito bem cantadas e executadas, lindos arranjos, lindas letras, belos vocais, grandes músicos, mas o que realmente fica para nós músicos depois de cantar ou tocar? Apenas mais uma apresentação musical? Apenas mais um show? Apenas mais uma missa?

A coisa mais linda da nossa missão de ministros de música é que não somos garçons, pois em primeiro lugar o alimento não é nosso, vem de Deus e nós apenas levamos aos corações das pessoas e o mais importante é que é gratuito, não custa nada, para receber o pão da palavra basta apenas um coração aberto e contrito. A graça é de graça.

Depois, algo importante e fundamental é que ao mesmo tempo em que somos portadores da mensagem do Reino nós também nos alimentamos, somos participantes, convidados e recebemos todas as graças. Então quando ministramos a música não podemos levar algo que não tenhamos provado. Precisamos ser os primeiros a experimentarmos aquilo que cantamos.

Provai e vede quão suave é o Senhor!(Sl 33)

Força, Fé e Coragem a todos nós! Unidos em oração!

Fraternalmente,

Fabiana Paula


A última corda

janeiro 13, 2014

paganini

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não para.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome e sua fama atravessam o tempo. Não apenas como um violinista genial, mas como símbolo do profissional que continua, mesmo diante do aparentemente impossível.

Essa história nos ensina o valor da dedicação, da persistência e do profissionalismo e acima de tudo da perseverança, mesmo quando as coisas parecem não estar bem e parece que tudo está dando errado não devemos parar nem desistir. Mesmo quando nos sentimos limitados , podemos dar nosso 100% na nossa limitação e coisas lindas podem surgir diante das impossibilidades e fragilidades assim como aconteceu com Paganini.

Fraternalmente,

Fabiana Paula


A inveja musical, veneno que corrói nosso ministério!

janeiro 9, 2014

Hoje quero partilhar com vocês sobre um tema muito adequado e pertinente para nós músicos que é a inveja. O inimigo nos bombardeia e nos tenta com muita força para que sintamos inveja e abramos as portas para todos os outros pecados que acompanham essa “cruel mamãe”.

inveja

A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo imoderado de sua apropriação, mesmo indevida. Quando deseja um mal grave ao próximo, é um pecado mortal: “Santo Agostinho via na inveja o pecado diabólico por excelência. Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado pela sua prosperidade.” (São Gregório Magno)” (CIC 2539)

Na música ouvimos com frequência os seguintes murmúrios:

– Porque ela está cantando e não eu… Eu canto muito melhor…

– Esse cara não toca a metade do que eu toco e ninguém me chamou…

Que triste é saber que alguns se alegram quando veem um irmão desafinar, sentem um prazer em ver o constrangimento de um erro do outro. Algumas vezes risinhos e olhares quando a banda erra, o cantor erra, esquece a letra ou desafina e isso é motivo de alegria para alguns invejosos.

A inveja na música se dá muitas vezes quando vemos um dom especial no outro, uma qualidade, um potencial, uma vitória conquistada e isso nos entristece, nos incomoda, porque queríamos ter esse “dom especial”, quantos se enfurecem com os elogios e aplausos recebidos pelos outros pois o invejoso quer ser sempre o centro das atenções e odeia ficar de “coadjuvante” na história. Já vi pessoas tendo quase um “surto”, quase uma “crise de abstinência” musical porque tiveram que dividir o “palco”, ou melhor, sair um pouco de cena e deixar o outro “aparecer”. Tem gente que passa “cola” no microfone e não quer dividir com o outro.

A inveja é um dos sete pecados capitais, a palavra “Capital” vem do latim “Caput” que significa cabeça, então ela é a mãe de muitos outros como o ciúme, a fofoca, a mentira, a cobiça, a discórdia e a murmuração, por exemplo. Na tristeza pelo bem do outro, muitos iniciam uma luta contra o seu potencial “inimigo” gastando seu tempo precioso observando a vida do outro e espalhando seu veneno com difamações, sujando e denegrindo a imagem do outro, e o veneno é jogado de forma sutil e em pequenas doses. Pequenos comentários com um e com outro e o joio começa a ser lançado. De repente, quando menos se imagina um boato é espalhado e uma pessoa é manchada em sua dignidade.

Cuidado com o que comenta, com o que publica, com o que pensa ou imagina, pois muitas vezes você pode estar errado, cego pela inveja cria uma imagem totalmente distorcida de alguém e faz com que outros acreditem em sua inverdade. Um dos piores assassinatos é o da imagem do outro. Já aconteceu comigo, fui elogiar determinado músico e alguém me disse, “Ah, você diz isso porque não o conhece, ele é isso, isso, isso…” Fiquei perplexa e quase acreditei, um dia conheci a pessoa e vi que não era bem assim, bom, todos temos limitações, mas não era da forma como  me disseram.

O que fazer quando a inveja vem ao coração?

Sentir inveja no primeiro momento não necessariamente é pecado, pois todos nós sentimos em certas ocasiões de nossa vida, mas apenas o consentimento com esse sentimento, já abre o coração para o pecado. Alimentar essa inveja, deixar que ela entre, dar “asas a imaginação” é abrir as portas não só para a inveja, mas para toda a sua família.

Há um exercício que é difícil a princípio, mas depois vai se tornando mais fácil. Agradecer a Deus pelo dom do outro que eu não tenho, pois Deus não nos fez todos iguais, Deus tem e distribui uma diversidade de dons aos seus filhos e isso é lindo pois assim precisamos uns dos outros, ninguém é completo(por mais que alguns pensem que são), ninguém sabe fazer tudo e isso é muito importante. Para que você vença a tentação da inveja, a cura passa por um meio principal e fundamental que é a oração de AÇÃO DE GRAÇAS. Ela destrói o plano do maligno e faz justamente o contrário do que foi arquitetado pelo diabo. Ação de Graças, vem do grego Eucaristia(agradecer). Em grego obrigada se diz “Eυχαριστώ / Eukaristó”. Faça esse exercício, mesmo sem vontade, mesmo com o coração fechado, vale a pena, aos poucos o Espírito Santo vai quebrando e derretendo o gelo e o sentimento de inveja e tristeza pela vitória do outro vai passando.

Ele quer o povo de Deus desunido, competindo e em constante tensão. E nós queremos usar nossos dons para maior glória de Deus, por isso rezamos e torcemos pelo bem do outro. Devemos estar solidários quando o outro errar, dando força e apoio. Se você vê que tem muita gente cantando em “tal lugar” vá para outro que não tem ninguém, se não te chamaram para “tal lugar”, vá para aquele lugar distante e pobre que te chamaram, que precisa de sua evangelização, onde o povo tem sede e fome de Deus e você será muito útil. Para que querer ter fama e ser reconhecido pelas pessoas, quem deve ser amado e reconhecido é Jesus Cristo, você é apenas um portador da mensagem do Evangelho. Pare de olhar a vida outro do outro, seus projetos musicais, seus sucessos e bons êxitos. Reze e faça seus projetos mas não para aparecer, mostrar trabalho ou “dar o troco” e sim para fazer a vontade de Deus. Com todo carinho e amor, cuide de sua própria vida e verá que será fantástico, será uma libertação! Se for para entrar na vida do outro que seja para somar, para o bem do irmão, caso contrário não vale a pena.

Fico boba como tem pessoas que perdem seu tempo criticando cantores e bandas. Acho uma bobagem ficar escrevendo comentários negativos no you tube e em outras redes sociais. Vejo que há uma infinidade de pessoas que perdem seu tempo precioso criticando, ridicularizando e ofendendo bandas e cantores. Tem pessoas que abrem grupos em redes sociais para falar mal de tal ou tal cantor ou banda. Porque não abre um grupo para divulgar o cantor ou banda que você gosta ou que tem belas canções que tocam seu coração? É muito mais inteligente!

Pare de olhar para o quintal do vizinho e ficar invejando um quintal lindo, cheio de flores, árvores frutíferas, capim cortado e até uma linda horta, quando o seu está sujo e sem vida. Volte-se para seu quintal e mãos a obra. Cuide com amor do seu quintal, sem querer competir com o do seu vizinho, cuide do que é seu porque lhe foi confiado para que você administre. Plante flores, árvores, decore e verá como ficará lindo. Assim terão muitos quintais lindos, perfumados e todos sairão ganhando com uma rua, um bairro, uma cidade, um país bonito e bem cuidado.

inveja 1

Multiplique o seu talento sem se preocupar com o talento do outro. Aprenda a dividir também, a silenciar e deixar o outro cantar e tocar. Não se apegue a um microfone ou a um instrumento musical, pois seu ministério é muito mais que isso: É partilha, solidariedade, amor, respeito, tolerância, é coerência com a proposta do Evangelho. Todas as vezes que a inveja bater a sua porta, mande-a embora com a oração de ação de graças.

“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama… Se alguma virtude há, seja isso que ocupe o vosso pensamento.” (Filipenses 4.8)

Rezemos juntos:

Muito obrigado Senhor pelo dom do meu irmão (ã) que eu não tenho pela oportunidade dada a ele que ainda não chegou até mim. Agradeço-te pela vida e pelo dom do meu irmão (ã), mas também pelos dons que me destes, não quero esquecer dos talentos que me destes e pelas minhas qualidades e habilidades. Eu quero sempre me alegrar com o meu bem, mas de forma especial com o bem do outro e que a cada dia ele (ela) seja mais feliz e multiplique os talentos recebidos para maior glória e honra do Reino de Deus.

obrigado senhor

Fraternalmente,

Fabiana Paula