Vivendo o tríduo Pascal

abril 6, 2012

Olá queridos, Paz e Bem!

Hoje iniciamos o tríduo pascal. Itinerário de oração e de encontro com Jesus.

Hoje além da missa da ceia do Senhor, somos convidados a vigiarmos e orarmos com Ele. A missa comemora a instituição da Eucarisita, o mandamento do amor e a instituição do sacerdócio ministerial dos padres. Após a Santa Missa, começa a adoração ao Santíssimo Sacramento.

Amanhã é o dia da recordação da Paixão de Nosso Senhor, è dia de jejum e silêncio. Às 15 horas somos no convidados a estarmos na Igreja para as celebração própria da liturgia. Após a Paixão, todos participam das orações universais e do gesto de adoração da Santa Cruz e a Sagrada Comunhão. Tudo termina num grande silêncio.

O sábado continua sendo um dia de silêncio e de oração, a palavra usada é: ESPERA. É importante aprendermos a esperar e o sábado é um dia espetacular de espera pela vigília pascal, onde iremos comemorar a Páscoa do Senhor e renovarmos nossas promessas batismais.

O Domingo é o dia do Senhor, a missa  nos convida a espalharmos assim como as mulheres na Bíblia fizeram a grande notícias de que Ele não está mais no sepulcro, ELE ESTÁ VIVO, RESSUSCITOU!

Viva intensamente esses dias e mergulhe nos mistérios e bênçãos e que Jesus a cada dia seja amado e adorado por todos nós!

Fraternalmente,

Fabiana


Boa Semana Santa!

abril 3, 2012

Oi gente, Paz e Bem ao coração de todos!

Quero convidá-los a viverem essa semana tão especial que começou desde o Domingo de Ramos com a entrada de Jesus em Jerusalém.

Quando mergulhamos na Palavra de Deus com ênfase nos últimos momentos de Jesus, podemos refletir, interiorizar e aprofundar nossa oração e nosso amor por Jesus que sofreu por nós.

Aproveitem esse dias, sei que na quaresma nossas penitências, renúncias e gestos concretos nos ajudaram a vivenciar bem cada etapa, de forma especial aos que fizeram o retiro quaresmal com o Dom Alberto Taveira através do meditações trazidas por ele, puderam aprofundar vários aspectos importantes dese tempo litúrgico.

Um convite é muito especial: A confissão. Somos convidados a diante do sacerdote que é a figura de Jesus para tirarmos do nosso coração tudo aquilo que nos aprisiona, os pecados que ainda não foram confessados e precisam de perdão e libertação e outra coisa importantíssima é participar das celebrações que são tão lindas e marcam esse período: A missa da Ceia do Senhor, a Celebração da Paixão de Nosso Senhor Jesus cristo, a Missa do sábado que para mim é a mais linda de todas as celebrações e é claro viver com uma imensa alegria o domingo, Dia do Senhor!

A todos uma feliz  semana santa e que Jesus a cada dia seja amado por todos nós!

Fraternalmente,

Fabiana


Parabéns mulheres!

março 8, 2012

Hoje comemoramos o dia internacional da mulher e quero prestar homenagem a todas as mulheres, de forma especial a minha mãe e a todas as mulheres amigas entre outras que admiro.

Vocês devem conhecer um pouco da história dessa data, conhecem?

Pra quem não conhece, vamos lá!

História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Bem, pudemos ler que é uma data especial e que as mulheres buscam conquistar a dignidade e os direitos que lhes são negados.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm

E falando em dignidade x mulheres, quero dar ênfase Aquele que trouxe dignidade a mulher, que valorizou, amou e acolheu: JESUS CRISTO.

Lemos na Palavra de Deus as passagens onde Ele se encontra com a mulher samaritana, tão marcada pela busca desmedida pela felicidade que só encontrou depois de conhecer e experimentar o amor de Jesus em sua vida.

Jesus cura a hemorroíssa que buscava a cura de seu fluxo sanguíneo, mas foi curada tanto no seu corpo quanto na sua dignidade humana, pois era marginalizada e tida como impura há doze anos, vivia sozinha não podendo tocar em ninguém nem ser tocada. Que lindo descobrir que ela foi curada através do toque na orla do manto de Jesus.

Jesus quebrou todas as barreiras com a mulher samaritana, pois os judeus não se comunicavam com os samaritanos e Jesus se comunica com uma mulher samaritana, absurdo e motivo de censura e até mesmo pelos seus discípulos.

Com a pecadora que derramou seu perfume e suas lágrimas aos pés de Jesus, Ele derramou em seu coração o perdão e a acolhida, curando-a de forma integral.

Com a mulher adúltera quando mostrou que todos temos pecados e o julgar os outros não é nossa função: “Alguém te condenou? Nem eu te condeno, vai e não peques mais”. (Lc 15.7)

Com suas amigas Marta e Maria, quando em Betânia exorta Marta a imitar Maria e ficar com a melhor parte que é estar aos seus pés.

O encontro com Jesus mudou a vida daquelas mulheres e hoje continua a mudar a vida de tantas outras.

Desejo de coração um FELIZ DIA DAS MULHERES e que todas nós possamos fazer como as mulheres do Novo Testamento que tiveram um encontro pessoal com Jesus, assim também queremos diariamente nos encontrarmos com Ele através da Eucaristia, oração e da leitura orante da Palavra.

Lembrando sempre que nosso melhor e maior exemplo de mulher é o de Maria, mãe de Jesus. Ela é exemplo de bondade, oração, fidelidade e escuta de Deus.

Sejamos essas mulheres com sede do amor de Jesus e dessa presença libertadora e transformadora!

Fraternalmente,

Fabiana Paula


Frase do dia

janeiro 18, 2012

Bom Dia amigos!

Segue uma frase para nossa reflexão no dia de hoje:

“Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.
(Madre Teresa de Calcutá)”


Epifania do Senhor

janeiro 6, 2012

Olá povo de Deus!

Hoje comemoramos a Epifania do Senhor, chamada também de “Festa de Reis” e li no portal Canção Nova uma excelente matéria que nos ajudará a um entendimento bíblico-teológico e como não dizer litúrgico dessa data tão importante para nós cristãos.

Abraço fraterno,
Fabiana

Epifania do Senhor, onde a estrela parou –  Que tenhamos atitudes benditas de humildade


Com a festa de Epifania, a Igreja celebra a manifestação de Jesus ao mundo. Epifania, palavra de origem grega, significa “manifestação externa, aparecimento”. No mundo helenista, a palavra era usada para exprimir a chegada de um imperador em visita aos territórios de seu domínio. O uso tradicional desta palavra, para indicar esta narrativa do nascimento de Jesus, em Mateus, induz a uma interpretação gloriosa deste nascimento.

Mateus apresenta Jesus como a luz e a glória de Deus para o povo de Israel, sendo a Ele que os povos vêm em adoração, em uma perspectiva universalista, a qual está presente também no pensamento de São Paulo, na segunda leitura do domingo da Epifania do Senhor.

A menção da estrela que guia os Reis Magos é uma alusão à estrela de Jacó, que, depois, se transformou na estrela de Davi, com seis pontas e doze lados, associando Jesus ao messianismo davídico. Assim também se dá com o nascimento em Belém, que era tida como a terra de origem de Davi. Todos estes acentos messiânicos o evangelista os fazia para convencer sua comunidade de cristãos originários do judaísmo que, em Jesus, se realizavam as suas expectativas messiânicas, conforme a tradição do Antigo Testamento.

A estrela que guiou os Reis Magos parou num humilde presépio, onde nascera o Menino Jesus e onde Maria e José permaneceram por algum tempo, cuidando, contemplando e adorando o Menino-Deus. A estrela leva a Jesus. O ambiente é rústico, simples e pobre, mas a estrela indica a grandeza do Filho de Deus, que se tornou humano para que nós pudéssemos nos tornar divinos.

Na nossa vida, o Espírito Santo também se faz estrela, conduzindo-nos a Jesus. Que cada um de nós, como os Reis Magos, aprenda a seguir, com admiração, interesse e amor essa estrela que sempre quer brilhar para nós.

Neste nosso primeiro artigo do ano da graça de 2012, quero expressar meu agradecimento a todos os que me acompanham, partilhando a Palavra de Deus, conforme nos exortou o Papa Bento XVI para que usássemos de todos os aeropágos para pregar o Evangelho de Jesus Cristo.

Que tenhamos, nesta solenidade, as atitudes benditas de humildade, solidariedade, alegria, serviço fraterno. Eis a lição que o Cristo do presépio, o Cristo da Epifania, vem trazer para nós. Somente colocando em prática a Sua mensagem é que saberemos construir e merecer a felicidade eterna, que pode ser vivida ainda aqui neste mundo. A estrela para em Jesus. Vamos, como os simples pastores ou como os Reis Magos, seguir essa estrela, que nos faz construir a paz e o amor.

Que no ano de 2012, sejamos mais fraternos, solidários vivendo sempre à luz de Cristo, o Redentor, que se manifesta ao mundo para que, no Seu seguimento, sejamos homens e mulheres mais gente.

Dom Eurico S. Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12617


Blog Fabiana Paula – Relatório anual

janeiro 4, 2012

 Olá amigos do blog, Paz e Bem ao coração de vocês!

Recebi o relatório anual do meu blog e fiquei imensamente feliz com o que li. Eu sempre soube que a internet bem usada tem o poder incrível de levar a mensagem do Evangelho a lugares e pessoas onde não iríamos se não fossem as novas tecnologias.

Usar a internet a serviço de Deus para Evangelizar, levar partilhas enriquecedoras, questionadoras e também de exortação e consolo faz parte da missão Obra de Maria, de evangelizar de todas as formas com alegria.

Meu blog é uma gotinha do oceano. Não me acho preparada para discutir temas, ou “mudar” o pensamento de alguém e esse de forma alguma é meu intuito. Criei meu blog para partilhar aquilo que estivesse em meu coração. Por isso, todos os posts, tem algo a ver com o que acredito, estou vivendo, defendo, etc.

Espero melhorá-lo ainda mais em 2012. Agradeço de coração os comentários que recebi ao longo desse tempo de blog, que me fizeram ver que vale a pena e que minha gotinha no oceano é importante, pois sem ela o mar teria uma gotinha a menos…

Com certeza receber comentários de pessoas que partilharam que depois de ler um texto sentiram-se melhores me dá uma alegria enorme, principalmente os posts a favor da vida. Esses realmente foram os que mais me tocaram. Interagir com mulheres que quase abortaram, que estavam desesperadas e que procurando remédios para o aborto, pois usei a tag “como fazer abortos”, acharam meu blog e leram palavras de ânimo para a vida, de incentivo a gravidez e saber que muitas desistiram do aborto foi realmente muito importante e estimulante para que eu pudesse continuar com minhas postagens, porque às vezes dá vontade de desistir, não escerver mais, parece que o blog está solitário, ninguém acessa, então pensar em escrever algo só para isso, tira toda a função de um blog, enfim, quando interajo e recebo comentários dos leitores sinto-me animada pra continuar.

A missão continua, mas fazemos juntos esse blog acontecer. Espero trazer novidades, uma cara nova e também novas partilhas nesse 2012.

Mais de 300 mil acessos… Minha gotinha vai continuar e sei que se atingir um único coração terá valido a pena todo o esforço…

Que Deus os abençoe e apresento um pequeno resumo de tudo que vivemos em 2011.

Fraternalmente,

Fabiana Paula

Países que acessaram o blog, além do Brasil, é claro::

  1. Estados Unidos
  2. Canadá
  3. México
  4. Porto Rico
  5. Costa Rica
  6. Argentina
  7. Colômbia
  8. Bolívia
  9. Chile
  10. Equador
  11. Portugal
  12. Itália
  13. França
  14. Suíça
  15. Islândia
  16. Angola
  17. Moçambique
  18. Benín
  19. Cabo Verde
  20. África do Sul
  21. Japão
  22. Filipinas
  23. Taiwan
  24. China
  25. Indonésia
  26. Austrália

Posts mais acessados:

1. Como fazer aborto, clínicas, remédios, etc.

2.  As 7 últimas palavras de Jesus na Cruz

3.  Oração de São Bento

4.  O Senhor teu Deus enxugará tuas lágrimas…

5.  Pedido a Jesus

 Pessoas que mais postaram comentários(merecem um presentinho…rs)

1 Fatima Santana
2 Edwiges Moura
3 Natália Machado
4 Fátima
5 Aimá Grécia

Dia mais acessado: 01 de outubro de 2011


Dia Mundial da Paz

janeiro 1, 2012

Olá meus queridos do blog, hoje dia 01 de janeiro é o dia mundial da Paz e o Santo Padre o Papa Bento XVI trouxe a todo o mundo católico uma linda mensagem de amor e esperança.

É linda, leiam, vale a pena, tenho certeza que será uma leitura edificante e muito propícia para ser lida no primeiro dia do ano.

Abraço fraterno,
Fabiana Paula

EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ

1. O INÍCIO DE UM NOVO ANO, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a todos, com grande confiança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e a paz.

Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor « mais do que a sentinela pela aurora » (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia.

Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: « Educar os jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo.

A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, económica, cultural e mediática. Prestar atenção ao mundo juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade mas um dever primário de toda a sociedade.

Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa, na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos.

As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora actual, muitos são os aspectos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário.

É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver « coisas novas » (Is 42, 9; 48, 6).

Os responsáveis da educação

2. A educação é a aventura mais fascinante e difícil da vida. Educar – na sua etimologia latina educere – significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si mesmo. Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações; são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe.

E quais são os lugares onde amadurece uma verdadeira educação para a paz e a justiça? Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A família é célula originária da sociedade. « É na família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica. É na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro ».[1] Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz.

Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se vêem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustentamento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos – o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas.

Quero dirigir-me também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas: Velem, com grande sentido de responsabilidade, por que seja respeitada e valorizada em todas as circunstâncias a dignidade de cada pessoa. Tenham a peito que cada jovem possa descobrir a sua própria vocação, acompanhando-o para fazer frutificar os dons que o Senhor lhe concedeu. Assegurem às famílias que os seus filhos não terão um caminho formativo em contraste com a sua consciência e os seus princípios religiosos.

Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar activamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna.

Dirijo-me, depois, aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar. Não deve jamais faltar um adequado apoio à maternidade e à paternidade. Actuem de modo que a ninguém seja negado o acesso à instrução e que as famílias possam escolher livremente as estruturas educativas consideradas mais idóneas para o bem dos seus filhos. Esforcem-se por favorecer a reunificação das famílias que estão separadas devido à necessidade de encontrar meios de subsistência. Proporcionem aos jovens uma imagem transparente da política, como verdadeiro serviço para o bem de todos.

Não posso deixar de fazer apelo ainda ao mundo dos media para que prestem a sua contribuição educativa. Na sociedade actual, os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens. É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de facto, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa.

Também os jovens devem ter a coragem de começar, eles mesmos, a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam. Que tenham a força de fazer um uso bom e consciente da liberdade, pois cabe-lhes em tudo isto uma grande responsabilidade: são responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz.

Educar para a verdade e a liberdade

3. Santo Agostinho perguntava-se: « Quid enim fortius desiderat anima quam veritatem – que deseja o homem mais intensamente do que a verdade? ».[2] O rosto humano duma sociedade depende muito da contribuição da educação para manter viva esta questão inevitável. De facto, a educação diz respeito à formação integral da pessoa, incluindo a dimensão moral e espiritual do seu ser, tendo em vista o seu fim último e o bem da sociedade a que pertence. Por isso, a fim de educar para a verdade, é preciso antes de mais nada saber que é a pessoa humana, conhecer a sua natureza. Olhando a realidade que o rodeava, o salmista pôs-se a pensar: « Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós criastes: que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes? » (Sal 8, 4-5). Esta é a pergunta fundamental que nos devemos colocar: Que é o homem? O homem é um ser que traz no coração uma sede de infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o sentido da vida –, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Assim, o facto de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável leva a descobrir a dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa. Por isso, a primeira educação consiste em aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e, consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade. É preciso não esquecer jamais que « o autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões »,[3] incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele económico ou social, individual ou colectivo.

Só na relação com Deus é que o homem compreende o significado da sua liberdade, sendo tarefa da educação formar para a liberdade autêntica. Esta não é a ausência de vínculos, nem o império do livre arbítrio; não é o absolutismo do eu. Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. De facto, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele.

A liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal. « Hoje um obstáculo particularmente insidioso à acção educativa é constituído pela presença maciça, na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, nada reconhecendo como definitivo, deixa como última medida somente o próprio eu com os seus desejos e, sob a aparência da liberdade, torna-se para cada pessoa uma prisão, porque separa uns dos outros, reduzindo cada um a permanecer fechado dentro do próprio “eu”. Dentro de um horizonte relativista como este, não é possível, portanto, uma verdadeira educação: sem a luz da verdade, mais cedo ou mais tarde cada pessoa está, de facto, condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e das relações que a constituem, da validez do seu compromisso para construir com os outros algo em comum ».[4]

Por conseguinte o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado.[5] Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem carácter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.

Assim o recto uso da liberdade é um ponto central na promoção da justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder, a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis, e também a prontidão ao sacrifício.

Educar para a justiça

4. No nosso mundo, onde o valor da pessoa, da sua dignidade e dos seus direitos, não obstante as proclamações de intentos, está seriamente ameaçado pela tendência generalizada de recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade, do lucro e do ter, é importante não separar das suas raízes transcendentes o conceito de justiça. De facto, a justiça não é uma simples convenção humana, pois o que é justo determina-se originariamente não pela lei positiva, mas pela identidade profunda do ser humano. É a visão integral do homem que impede de cair numa concepção contratualista da justiça e permite abrir também para ela o horizonte da solidariedade e do amor.[6]

Não podemos ignorar que certas correntes da cultura moderna, apoiadas em princípios económicos racionalistas e individualistas, alienaram das suas raízes transcendentes o conceito de justiça, separando-o da caridade e da solidariedade. Ora « a “cidade do homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo ».[7]

« Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados » (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.

Educar para a paz

5. « A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade ».[8] A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.

A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser activos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. « Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus » – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9).

A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.

Levantar os olhos para Deus

6. Perante o árduo desafio de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: « Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio? » (Sal 121, 1).

A todos, particularmente aos jovens, quero bradar: « Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor? ».[9] O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 1-13).

Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.

Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo.

Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos. Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz.

Oh vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar. Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras! Apoiado em tal certeza, envio-vos estas refl exões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de « educar os jovens para a justiça e a paz ».

Vaticano, 8 de Dezembro de 2011.

BENEDICTUS PP XVI