O valor do diálogo

João Pedro, Eu e Moacyr, minha linda familia!

João Pedro, Eu e Moacyr, minha linda família!

 

Num mundo tão perturbado, violento, intolerante, onde todos os dias vemos cenas terríveis de mortes, agressões físicas e psicológicas, nos perguntamos até onde iremos, onde vamos parar com tudo isso?

Depois de vários assassinatos esta semana estava pensando sobre isso, quando assassinos hoje estão sendo gerados, pelo desamor familiar? Não estou querendo culpar os pais de pessoas que cometem crimes, até porque muitos desses criminosos têm pais e mães honestos e trabalhadores, mas acredito que algo está errado em alguma área e a família deve sempre contribuir para uma formação correta de valores para seus filhos.

Hoje nos deparamos com a falta de tempo dos pais, o descaso familiar, quantos pais não têm um tempo de qualidade com seus filhos, pois às vezes 5 minutos diários de uma boa conversa resolve. Muitos pais que trabalham os dia inteiro, esquecem que sua maior missão aqui na Terra, não é só ser um bom profissional, realizar-se na sua individualidade, mas antes de tudo,(se optou por casar e ter filhos,ou se tem mesmo que não tenha planejado),estar presente, ser família. De que adianta ter tudo e não ter nada?

Ganhar muito dinheiro e ser infeliz? Quantos filhos trocariam brinquedos caros, por um momento com seus pais. Estou lendo um livro bem legal, chama-se: “MAMÃE E O SENTIDO DA VIDA”, do mesmo autor de “Quando Nietzche chorou”, que foi um grande best-seller, bem esse livro aborda um pouco do próprio autor e de suas experiências com seus pacientes, em seus consultórios, fiquei pasma com o “poder” que uma mãe tem de gerar filhos ajustados ou ao contrário “desequilibrados”. Nossa! O que nós podemos fazer como pais e mães me impressionou muito. É um livro muito interessante.

Me fez até pensar em meu relacionamento com meu filho João Pedro, minha atitudes com ele, meu tempo de qualidade com ele, como eu estou sendo como mãe, os exemplos que estou dando e como eu posso ajudar João Pedro a ser um homem honesto e com valores e como também tenho esse “poder” de “atrapalhar” e de deixar traumas e frustrações nele. Tenho aprendido que quando ele erra, existem “formas” e “formas” de corrigi-lo… Essa semana vi uma mãe batendo em uma criança muito pequena, acho que tinha na máximo 2 anos e meio, ela chorava muito e a mãe batia ainda mais. Fiquei arrasada, queria me meter, mas achei melhor ficar de longe, pois não conhecia a pessoa. O que me deixou mais indignada foi que a criança nem sabia por que estava apanhando, as tapas não estavam educando em nada, pois apesar da mãe achar que estava, ela não estava entendendo o que estava acontecendo, apenas sentindo a dor das palmadas, tanto que quanto mais ela batia, eu via que a criança não mudava seu comportamento, pois não havia caído em si no seu “erro”, se é que uma criança de 2 anos e alguma coisa “erra”…

Aquilo me fez pensar em como somos injustos em nossas atitudes, quantas vezes eu adulta erro, quantas vezes nós adultos erramos, mas nem queremos ouvir a verdade, nem queremos ser corrigidos, achamos que estamos certos, etc… Imagine se sofrêssemos as mesmas penalidades que muitas vezes imputamos a nossos filhos, netos, parentes em geral.

Se nós “apanhássemos” todas as vezes que erramos, viveríamos com “hematomas”…

O amor, o carinho, o diálogo, o “ouvir”, são os melhores caminhos para uma boa convivência familiar.

Não estou com isso querendo dizer que temos que fazer vistas grossas para os erros dos nossos filhos, ou dizer que estão certos quando erram, mas é a forma de “corrigi-los” e também nós como educadores temos que entender o que muitas vezes levam uma criança a determinada atitude, como agressividade, tristeza, super atividade, etc.

Bem, gente, esse foi meu desabafo, minha partilha com vezes, vamos semear amor, lembro do livro do Içami tiba, “Quem ama, educa”, é um livro fantástico, traz muitas dicas, também o “Educação, a solução está no afeto”, do Gabriel Chalita e o “Pais brilhantes, professores fascinantes”, do Augusto Cury, são livros que apenas nos auxiliam a lidar com nossas dificuldades, limitações e a darmos o nosso melhor, para depois, num futuro próximo, nosso filhos olharem para trás e se orgulharem dos valores deixados por seus pais.

Beijos no coração,

Fabiana Paula.

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