Meditação para o fim de semana

Dezembro 5, 2008

advento-22

Olá amados em Cristo, Paz e Bem!
Estava agora há pouco sozinha aqui na sala da comunidade onde trabalho e estava em silêncio
rezando, meditando sobre o lindo tempo do advento
e na devida preparação que devemos ter.
Acessei o site da zenit, que é um site católico fantástico e li uma linda meditação, que agora
repasso para vocês, fica como nossa meditação de
fim de semana.(www.zenit.org).
Espero que gostem. Vamos preparar nosso
coração para esse tempo maravilhoso do advento
mas em preparação para o Natal do Senhor.
Deus os abençoe.
Com carinho,
Fabiana Paula.
Leituras: Isaías 63, 16-17.19; Salmo 80(79); I Coríntios 1,3-9

Evangelho segundo São Marcos (13, 33-37)

Recordar as maravilhas de Deus na história

A Igreja entra neste fim de semana no tempo litúrgico do Advento. Os cristãos proclamam que o Messias veio realmente e que o Reino de Deus está ao nosso alcance. O Advento não muda Deus. O Advento aprofunda em nosso desejo e em nossa espera de que Deus realize o que os profetas anunciaram. Rezamos para que Deus ceda à nossa necessidade de ver e sentir a promessa de salvação aqui e agora.

Durante este tempo de desejo e de espera no Senhor, somos convidados a rezar e a aprofundar na Palavra de Deus, mas estamos chamados antes de tudo a converter-nos em reflexo da luz de Cristo, que na realidade é o próprio Cristo. De qualquer forma, todos sabemos como é difícil refletir a luz de Cristo, especialmente quando perdemos nossas esperanças, quando nos acostumamos a uma vida sem luz e já não esperamos mais que mediocridade e o vazio. O Advento nos recorda que temos de estar prontos para encontrar o Senhor em todos os momentos da nossa vida. Como um despertador acorda seu proprietário, o Advento desperta os cristãos que correm o risco de dormir na vida diária.

O que esperamos da vida, ou quem esperamos? Por quais presentes ou virtudes rezamos neste ano? Desejamos reconciliar-nos em nossas relações sociais? Em meio às nossas escuridões, nossas tristezas e segredos, que sentido desejamos encontrar? Como queremos viver as promessas de nosso Batismo? Que qualidades de Jesus buscaremos para nossas próprias vidas neste Advento? Com freqüência, as coisas, as qualidades, os presentes ou as pessoas que buscamos e desejamos dizem muito sobre quem somos realmente. Dize-me o que esperas e te direi quem és!

O Advento é um período para abrir os olhos, voltar a centrar-se, prestar atenção, tomar consciência da presença de Deus no mundo e em nossas vidas.

Neste primeiro domingo do Advento, na primeira leitura do profeta Isaías, o Todo-Poderoso volta a dar esperança ao coração e à alma de Israel; modela Israel como o faz o oleiro com a cerâmica.

Na segunda leitura, em sua carta à comunidade amada de Corinto, Paulo diz que espera com impaciência «o dia do Senhor», no qual o Senhor Jesus se revelará a nós para salvar aqueles a quem chamou.

No Evangelho do primeiro domingo do Advento, Marcos descreve o porteiro da casa que vela em espera do regresso inesperado de seu senhor. Trata-se de uma imagem do que temos de fazer durante todo o ano, mas especialmente durante o período do Advento.

Nosso Batismo nos faz participar da missão real e messiânica de Jesus. Cada pessoa que participa desta missão participa também das responsabilidades régias, em particular, no cuidado dos afligidos e dos feridos. O Advento oferece a maravilhosa oportunidade de realizar as promessas e o compromisso do nosso Batismo.

O cardeal Joseph Ratzinger(hoje Papa Bento XVI), escreveu que «o objetivo do ano litúrgico consiste em recordar sem cessar a memória de sua grande história, despertar a memória do coração para poder discernir o sinal da esperança. Esta é a bela tarefa do Advento: despertar em nós as lembranças da bondade, abrindo deste modo as portas da esperança».

Neste tempo do Advento, permitam-me apresentar-lhes algumas sugestões. Acabem com uma briga. Façam a paz. Procurem um amigo esquecido. Eliminem a suspeita e substituam-na pela confiança. Escrevam uma carta de amor.

Compartilhem um tesouro. Respondam com doçura, ainda que desejassem dar uma resposta ríspida. Motivem um jovem a ter confiança nele mesmo. Mantenham uma promessa. Encontrem tempo, dêem-se tempo. Não guardem rancor. Perdoem o inimigo. Celebrem o sacramento da reconciliação. Escutem mais os outros. Peçam perdão quando se equivocam. Sejam gentis, ainda que não tenham feito nada errado! procurem compreender. Não sejam invejosos. Pensem antes no outro.

Riam um pouco. Riam um pouco mais. Ganhem a confiança dos outros. Oponham-se à maldade. Sejam agradecidos. Vão à Igreja. Fiquem na igreja mais do que o tempo acostumado. Alegrem o coração de uma criança. Contemplem a beleza e a maravilha da terra. Expressem seu amor. Voltem a expressá-lo. Expressem-no mais forte. Expressem-no serenamente.

Alegrem-se, porque o Senhor está próximo!
(Pe. Thomas Rosica – Fonte: zenit)


Dezembro 1, 2008

Advento – Parte I

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O Advento (do latim Adventus: “chegada”, do verbo Advenire: “chegar a”) é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.

Origem

A primeira referência ao “Tempo do Advento” é encontrada na Espanha, quando no ano 380, o Sínodo de Saragoza prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o Natal. Na França, Perpétuo, bispo de Tours, instituiu seis semanas de preparação para o Natal e, em Roma, o Sacramentário Gelasiano cita o Advento no fim do século V.

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal.

No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha, tinha caráter ascético com jejum, abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecumenos para o batismo na festa da Epifania.

Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.

Só mais tarde é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

Surgido na Igreja Católica, este tempo passou também para as igrejas reformadas, em particular à Anglicana, à Luterana, e à Metodista, dentre várias outras. A igreja Ortodoxa tem um período de quarenta dias de jejum em preparação ao Natal.

O tempo do advento e suas características

O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

Esse tempo possui duas características: Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa. Uma das expressões desta alegria é o canto das chamada “Antífonas do Ó“.

Teologia do advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo.

Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor, Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15).

O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no “dia do Senhor”, no final dos tempos.

O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da vida missionária de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a “perder” a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.

 Bem, amados, esse foi só primeiro post, em breve estarei postando mais sobre esse tempo maravilhoso do advento.

E amanhã, com a graça do Senhor, postarei sobre outra parábola de Jesus, quer saber qual é?

Acesse meu blog amanhã… rsrsrsrsrsrsrsrsrs

Fabiana Paula.