Entrevista

Setembro 10, 2009

Olá pessoal,

Hoje trago mais uma super entervista, dessa vez com a Laudicéia Lima Gomes, que há muitos anos faz parte da família Obra de Maria. Consagrou-se na primeira consagração para os que vivem internamente na comunidade. A entrevista está linda, espero que gostem, pois eu amei!

1. Como surgiu o chamado para a vida comunitária? como tudo aconteceu?

 Na ocasião eu já participava da RCC. Ainda muito jovem  com apenas 18 anos  já exercia um trabalho missionário na igreja,  também já conhecia o Gilberto pois o mesmo costumava pregar retiros na cidade de Pesqueira(cidade onde eu morava quando recebi o chamado). Sempre estava em contato com ele através  desses retiros e foi então através de um deles que surgiu o chamado de Deus a vida comunitária. No grupo de oração em que eu participava havia 3 amigas minhas e todas nós recebemos o chamado no mesmo período, no caso foram as primeiras mulheres que entraram na comunidade.. 

 Senti naquele momento do  chamado, que Deus queria fazer uma grande revolução  na minha vida. Embora não entendendo muita coisa ou quase nada do que tava acontecendo (se posso assim dizer) sentia que Deus queria algo a mais de mim. Então me decidi e dei esse grande passo na fé.

2. Quais foram os primeiros desafios encontrados por você para viver em comunidade?

Os primeiros  desafios que encontrei para viver em comunidade foi a renúncia da minha família(foi o mais difícil!) O desapego e aprender a amar o irmão em suas limitações.

3. Ao longo desses anos como você observa o crescimeento da Obra de Maria ?

Vejo a cada ano que se passa as promessas de Deus se cumprindo em nosso meio através das mãos de Maria. Em tão pouco tempo, Deus já fez grandes obras em nosso meio. As profecias  proclamadas  bem no inicio de nossa caminhada a cada dia vem se cumprindo. Deus sempre vem nos conduzindo a cada momento em cada situação.

     Diante de tudo o que já experimentei na obra de Maria, tendo a graça de ser uma das primeiras  tive a oportunidade de testemunhar grandes obras .  Em pequenos atos  percebo o poder de Deus se manifestando em nossa Comunidade . Deus cuida das pequenas coisas dos pequenos detalhes, nada passa despercebido ao seu olhar, é assim que ele cuida de cada um de nós que fazemos parte dessa grande Obra.

4. O que mudou em você desde o primeiro chamado e a vinda à Recife, deixando sua família, amigos e sua vida construída em sua cidade até o dia de hoje?

A forma de ver a vida, aprendi a desapegar–me, a ver que só Deus é o principio e o fim, quando cremos nele temos tudo e quando passamos alguma provação ele está conosco. Deus é a força que me sustenta! Deus tem feito muito por mim, desde que me decidi por ele.  Além  de maravilhosos irmãos de forma especial ele me deu um esposo e um filho maravilhoso, maior presente que pude receber. Sou grata a Deus por tudo que tem feito em minha vida.

5. Com a proximidade dos 20 anos da comunidade, como estão suas expectativas com relação a essa grande data, que será um marco para a vocação Obra de Maria?

Olhando pra trás vejo o que já passamos nestes 20 anos de caminhada e a palavra que vem no meu coração é gratidão e fidelidade, pois o que vamos festejar é isso: a promessa de Deus e a fidelidade do povo mesmo com suas limitações, agradecendo por todos os frutos colhidos neste tempo.

6. Que mensagem você deixa para as pessoas que querem dar um passo na fé e ingressar na vida comunitária?

Se você sente o chamado de Deus em seu coração a vida comunitária, Deus quer contar com sua ajuda, com seus talentos com seus dons para levar o seu Amor até os confins do mundo.  Decida-se por Cristo,pois essa  é a única escolha que fazemos na vida que nunca iremos nos arrepender.

E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai , mãe, mulher e filhos, terra ou casa, receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.    (Mt. 19 -29)

Lau, Juan e Sávio.

Lau, Juan e Sávio.


Entrevista

Agosto 18, 2009

Olá pessoal,

Hoje trago até vocês mais uma super entrevista. A primeira, com a Elisabeth, graças a Deus, foi maravilhosa e alguns deixaram seus comentários. Hoje o entrevistado é o Adélio Claudino, missionário da Obra de Maria na África. Imperdível!!!

Quero agradecer ao Adélio, pois onde ele mora não há conexão à internet, ele viaja várias horas para  chegar a um lugar e se conectar e  sei que foi com muito esforço, pois seu tempo é bem corrido que ele respondeu as minhas perguntas.

Obrigada Adélio, tenho muito orgulho de te ter como irmão de Comunidade.

Entrevista

1) Adélio, como foi seu encontro pessoal com Jesus Cristo?

R – Desde pequeno sempre via minha mae que era evangelica a rezar sentada na sua cama antes de dormir, qd adolescente logo atraves da musica comecei a participa de retiros onde pude experimentar a açao de Deus, aquele com quem minha mae falava, na minha vida, agora era eu quem tb ja podia falar com ele.
 
2) Há quanto tempo participa da Obra de Maria e como foi seu chamado para ser Obra de Maria?

R – Há 09 anos, sempre junto com outros jovens queriam ter uma experiência missionária, conheci a Obra de Maria e aceitei o convite de fazer uma experiência que dura ate hoje.
 
3) Quais dificuldades que vc encontrou e encontra para viver o segmento de Jesus Cristo?

R – A questão familiar pra mim sempre foi um pouco dificil de conciliar com a vida missionária. Sempre precisei me divivir também com minha familia haja vista algumas dificuldades que surgiam, mas, isso também sempre me motivou a ir mais além.
 
4) Como você recebeu o convite para ser missionário na África?

R – Quando eu morava na missao de Fátima – Portugal, tínhamos uma missão materialmente muito bem estruturada, uma realidade totalmente diferente da que vivo hoje, mas me faltava algo, sempre rezava a Deus por intercessão de Nossa Senhora que me mostrasse o que era, logo fui percebendo que tinha um zelo e carinho pelos pobres, pois sempre vi que o Evangelho era direcionado para eles e nao há melhor maneira de vivê-lo senão com os pobres.
 
5) Quais os maiores desafios de uma missão como a sua?

R – Viver a realidade do povo daqui. Venho de um pais muito diferente, de uma cultura também diferente onde vivi toda minha vida e agora estou aqui, é como se tivesse que aprender tudo na vida novamente  e, sem esquecer o que ja vivi antes.

6)  Que mensagem vc gostaria de deixar para os leitores do meu blog?

R – Deus sempre foi muito misericordioso comigo de tal forma que a única maneira que encontrei para retribuir tamanho amor e misericordia foi dando minha vida pra ele, e vocë como fará para dar a Deus o que ja é Dele?

Adélio e menino que estuda na escola onde os missionários da Obra de Maria trabalham.

Adélio e menino que estuda na escola onde os missionários da Obra de Maria trabalham.


Diaconato

Julho 28, 2009

Olá queridos!

Estou aqui para partilhar com vocês de um momento muito especial vivido por mim e por muitos irmãos de comunidade no sábado à noite, na cidade de Lagoa do Itaenga, que fica próxima a Carpina – PE.

Lá houve a ordenação diaconal do Severino, que é um consagrado da comunidade e uma pessoa de Deus.

Eu não tenho muita intimidade com o Severino, mas sabe aquelas pessoas que você olha e vê pelo semblante, pela maneira de falar, de se expressar que essa pessoa é de Deus? Pois é gente, o Severino é tudo isso e muito mais.

É um excelente pregador e prega com autoridade e unção.

Eu sentia muita verdade, sinceridade e tudo muito espontâneo na ordenação dele. Com a graça de Deus no final do ano teremos mais um sacerdote ordenado para a messe do Senhor.

De forma especial me marcaram vários momentos, a homilia de Dom alberto Taveira, foi como sempre fantástica, ele falou do amor que é a essência de tudo, que tudo passará a única coisa que ficará é o amor, por isso devemos nos deter naquilo que é eterno, não nas outras coisas que são passageiras.

Como edificou meu coração, ouvir as palavras tão inspiradas de Dom Alberto.

Fui convidada para compor o ministério de música e tive a alegria de junto com outros irmãos cantarmos e louvarmos ao Senhor que fez, faz e fará maravilhas.

As canções foram lindas, em especial o salmo cantado pelo irmão do diácono Severino, que tem uma voz belíssima, o tema do salmo é um dos meus prediletos: “Os que lançam sementes entre lágrimas, colherão com alegria”…

Bem, queridos, tudo foi lindo e precioso e mais precioso ainda foi ver a mão de Deus que abençoa a minha comunidade Obra de Maria e nos presenteia com vocações tão belas!

Parabéns Diácono Severino, que esse tempo de diaconato seja vivido com muita fidelidade e olhos voltados para o Senhor.

Abração fraterno,

Fabiana Paula.

 


Show em Surubim

Julho 20, 2009

Oi Gente linda, Paz e Bem!

Estou aqui para dar um oi para vocês, desejar uma semana maravilhosa e também partilhar um pouquinho de uma linda ministração em Surubim, uma apresentação que fiz no sábado à noite, em comemoração dos 8 anos da missão Obra de Maria lá.

Foi tudo maravilhoso, algo que deixou muito feliz foi que o meu CD já está sendo bem executado e as pessoas conheciam as músicas, cantaram e acompanharam tudo.

O Senhor operou maravilhas, disso eu tenho certeza e curou e libertou muitos corações que chegaram desanimados e entristecidos.

Um dos momentos mais lindos foi quando convidei a Vera e Josivânia para subirem ao palco para rezarmos por ela, elas são pessoas muito queridas, guerreiras na oração e pessoas de muita fé, que não se abatem diante das adversidades, mas seguem confiantes.

Também depois convidamos todos os irmãos da missão de lá, para juntos rezarmos, cantarmos e agradecermos ao Senhor por tudo que Ele fez e fará.

Foi lindo!

O meu abraço fraterno a todos de Surubim que somam tanto para o Reino de Deus. Queridos irmãos(ãs): FORÇA, FÉ E CORAGEM.

Deus os abençoe,

Fabiana Paula.

 


Missão da Obra de Maria em Moçambique – África.

Junho 29, 2009

Queridos do meu blog,

segue abaixo um novo relato de nosso missionário Adélio, na Missão de Moçambique. Sei que é um pouco longa a matéria, mas vale a pena, vocês não irão se arrepender.

Abraço fraterno e Boa Semana a todos.

Fabiana Paula.

A Missão de Dombe localiza-se na província de Manica, na Diocese de Chimoio. Surgiu há 80 anos, com o objetivo de favorecer aos jovens uma oportunidade de frequentarem a escola ficando internos na missao, uma vez que, estes jovens moram em lugares muito distantes da escola.
Os jovens internos são 190 entre rapazes e moças, numa faixa etaria de 13 a 23 anos. Em sua maioria falam a língua da província local o Ndal, mas há também alguns de províncias visinhas que falam o Chona, Chimanica, Tiute.
Daqui do internato sairão futuros líderes comunitários, pais e mães de família, catequistas, sacerdotes, médicos, advogados, agrônomos, enfim, por isso o objetivo de formá-los nos princípios básicos da cidadania, ética, vida moral e religiosa, para que esses jovens possam alcançar a realização pessoal dentro do plano de Deus para cada um. Ajudá-los a crescer como pessoa humana é um desafio de absoluta prioridade.
Parece-me que de uma forma globalizada a figura do educador está um pouco banalizada, os livros, artigos e revistas sobre educação abordam a crise sobre a qual esta passa, e aqui na África não é diferente, todavia, quando se há um empenho e objetivos com pessoas humanas como os que citei acima, é preciso encontrar a “coragem de educar”, mesmo ante a desafios étnicos e culturais como os que encontramos aqui na missão.
Confesso que por vezes não me sinto corajoso, mas encontro esta, contida na beleza dentro dessa tarefa tão difícil quanto fascinante, pois o que tenho a oferecer é a pouca experiência, mesmo que ainda seja algo pessoal, creio ser possível, ser acrescentada como novos conhecimentos  e partilhada com o fim de gerar novos frutos.
Ao começar o trabalho educativo aqui na missão, talvez pelo fato de que este me apaixonara, já tive logo várias idéias a respeito, contudo, sei que só o tempo obtido na convivência com os jovens é que me dirá o que poderá ser ou não aplicado, pois, bem sei que, na educação as teorias devem ser adaptadas com as realidades vigentes. Neste sentido, afirmo que, é a vida  cotidiana com o rapazes e moças do nosso internato, viver a existência deles, que é feita de tantas nuances, de forma que percebo muito mais riquezas do que todas as teorias antes já estudada, e ainda que tenha formação acadêmica, vejo que aqui na prática se faz a verdadeira aquisição do conhecimento. Aqui em meio a eles sou apenas um aprendiz que busca a cada dia experimentar como se pode querer bem a estes irmãos e irmãs que o Senhor me deu. Eu os observo, acompanho-os, esforço-me para compreender os seus dias, seus sentimentos, seus humores, diferenças de caráter, seus sonhos, expectativas, cansaços, vê-los crescer e tornarem-se adultos. Procuro estimular sua curiosidade pelo estudo, uso da liberdade pessoal e autonomia intelectual, o conhecimento,  o gosto pela vida espiritual, os valores éticos e humanos.
As vezes, tenho a impressão de tê-los nas mãos. Pouco depois, porém, surge uma nova situação e me perco, nao sei como agir. Busco uma fuga para rezar e peço ao Bom Deus a força para continuar  e não desejar abandoná-los. Para eles vejo que é importante saber que eu estou ali, e que me encontrarão quando tiverem necessidade, eles sabem que podem contar comigo a qualquer hora e para qualquer motivo.
Fazer-me um com eles, vejo que tem feito uma grande diferença, isto não é apenas compartilhar de suas experiências, o lazer, o estudo, a oração, o alimento, as incertezas, nem tão pouco, sentir-me feliz com aquilo que lhes agrada.  Fazer-me um com eles significa esvaziar-me de mim mesmo para dar-lhes espaço na minha vida. Esvaziamento  este que é a própria acolhida amorosa do que eles são. Há certos aspectos  da cultura deles que sei só o tempo me fará compreender, outros talvez, nunca consigam.
O que me faz compreender nossas diferenças é uma profunda simpatia que sinto por eles. Quando uma pessoa se sente amada e acolhida permite fluir  vias por onde possam transcorrer uma relação educativa. Isto aprendi com a minha relação com o verdadeiro mestre – Jesus. Com Ele pude concretizar, vendo seus exemplos, de que é na acolhida verdadeira do outro que tudo se modifica, pois aí nasce uma relação de amor. Neste sentido O trago para entre mim e os nossos jovens, de modo que ele mesmo dá o tom de nossa relação, juntos fazemos nossa caminhada seguindo o expemplo do Ressuscitado. E a medida que vamos fazendo este caminho, crescemos tanto quanto, o Cristo cresce em nós.  Agindo assim a cada dia vou aprendendo a pedir perdão e a perdoar, derrubando cada vez mais todo orgulho humano, a entender uma necessidade sem que o outro a diga, a dizer não sem medo de perder a amizade, a escutar para compreender, a rezar tendo sempre Ele como meta e o Seu rosto sempre diante de mim.
As vezes caio por pensar em querer ver alguns frutos. Mas aos poucos vou compreendendo que a minha missão é semear. Os frutos é o próprio Senhor da merce, que, a seu tempo irá colher. Algumas vezes consigo vislumbrar o desabrochar de um broto, ainda que sei que seja apenas um início fico radiante. São momentos simples numa vida simples, mas, de tão grande intensidade que chega  a me prender a respiração pelo seu encanto. Isto me leva a contemplar a “Face do Mestre”, a mim cabe criar o espaço necessário para  que este feito aconteça.
Quando aqui cheguei, ouvi uma frase que me marcou: onde há vontade, há possibilidade. Neste sentido, parafraseio Guardini: Somente no espaço criado pelo amor , aquele que é amado tem a liberdade de ampliar ao máximo toda a sua estatura.
E finalizo com as palavras de Dom Helder Câmara quando falara sobre missão: “Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso eu. É parar de dar volta ao redor de nós mesmos, como se fóssemos o centro do mundo e da vida. É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos: a humanidade é maior. Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros. É sobretudo abrir-se aos outros como irmãos, descobrí-los e encontrá-los. E, se   para encontrá-los e amá-los é preciso atravessar os mares e voar lá nos ceus, então Missão é partir até os confins do mundo”.
 
 
Adélio Claudino

Adélio e um grupo de estudantes.

Adélio e um grupo de estudantes.

Adélio e um grupo que foi batizado, ele já foi padrinho de alguns.

Adélio e um grupo que foi batizado, ele já foi padrinho de alguns.Adélio e um menino que estuda no internato.


Ontem conheci uma santa!

Junho 1, 2009

Bem, queridos primeiramente uma boa semana a todos! Ontem foi um dia muito abençoado, primeiro porque participamos do encontro curados para amar e depois porque participamos do coquetel beneficente em pró das missões na África.

Conhecer o trabalho que a irmã Maria faz lá tocou profundamente meu coração. Ela, como diz o Gilberto, é uma pessoa de Deus, uma santa mulher. Ela trabalha na Costa do Marfim, um país assolado por guerras, doenças e muita, muita miséria. São inúmeros os problemas enfrentados lá, além da diferença cultural que faz com que dificuldades aconteçam os problemas sócio-políticos da região fazem com que a assistência aos mais necessitados se torne um grande desafio.

A irmã Maria, essa pessoa cheia de Deus, enfrentou e enfrenta inúmeros problemas. Ela partilhou sobre o hospital que é mantido com a ajuda de benfeitores italianos e de outras partes do mundo. As verbas ainda são escassas, mas a providência de Deus nunca falha. No hospital, ela trata de pacientes com “buruli”, também conhecida como úlcera Bairnsdale, Daintree, Mossman úlcera e úlcera Searl, é uma doença crônica, doença necrotizante da pele e dos tecidos moles. Buruli úlcera é a terceira doença mais comum entre microbacterianos de hospedeiros imunocompetentes, após a tuberculose e a lepra é a doença que mais atinge pessoas na África, sem citarmos a AIDS, é claro. E é causado pela produtora de toxina micobactéria denominada Mycobacterium ulcerans. Buruli geralmente começa como uma úlcera indolor papule dérmica ou subcutânea nódulo, que, ao longo de um período de semanas a meses, reparte-se para formar uma úlcera necrótica com amplamente prejudicado arestas.

A irmã trata com muito amor os pacientes acometidos por essa terrível doença. Além disso, ela e sua congregação mantém uma escola para crianças e também na capital, mantém uma escola profissionalizante para meninas vítimas da guerra. Coisas terríveis acontecem nas guerras civis, muitas meninas são estupradas e vêem seus familiares morrerem. Os relatos são que famílias são mortas, onde os meninos são obrigados a matarem seus pais e depois presenciam o estupro das irmãs. Meu Deus, quanta desumanidade! Bem, ações concretas de apoio estão sendo realizadas.

A comunidade Obra de Maria, também está presente na Costa do Marfim e está somando na ajuda aos irmãos mais necessitados.

Concluindo, quero dizer a vocês que ouvir tudo aquilo da irmã Maria, me fez refletir, ver que quantas vezes temos tudo e não sabemos agradecer e ainda murmuramos tanto! Na África, normalmente só se faz 1 refeição às 15 horas e nós ainda reclamamos de uma comida mal feita, estragamos comida… Temos tudo e não ainda somos insatisfeitos. Todos deveriam ouvir as palavras da irmã Maria e ver as fotos com cenas tão fortes de doentes com o buruli, pois tenho certeza que reclamariam menos da vida. Tudo o que a irmã partilhou ainda está ecoando o meu coração.

Muitos não podem ir à África, mas podem ajudar daqui do Brasil contribuindo para essa missão. Você também pode nos ajudar, entre em contato conosco. Temos duas casas de missão, uma na Costa do Marfim e outra em Moçambique.

Abaixo segue nosso telefone e email para contatos.

Associação Comunidade Obra de Maria

 doacoes@obrademaria.com.br

Telefone:(81) 3081-4749

www.obrademaria.com.br

 Um forte abraço e lembrem-se juntos somos mais!

Fabiana Paula

Eu e Irmã Maria

Eu e Irmã Maria

 


Estou indo para o Kairós na Canção Nova

Maio 15, 2009

Olá Queridos!

Dei uma passadinha rápida aqui só para me despedir de vocês e lembrar do kairós que acontecerá na Canção Nova no domingo 17 de maio.

No sábado a partir das 20 horas estaremos com shows artísticos comigo e com os DDD’s.

Será imperdível!

Rezem por nós para sejamos canais da graça do Senhor!

Abraço fraterno e na volta estarei postando todas as novidades e tudo o que vivi lá.

Fabiana Paula.


Missão de Dombe – Moçambique

Maio 4, 2009

Boa Tarde amados em Cristo Jesus! Paz e Bem a todos!

Hoje quero de uma forma especial, partilhar sobre a Missão da Comunidade Obra de Maria, em solo africano, desta vez em Moçambique, na cidade de Dombe.

É uma grande bênção e um grande desafio, pois a cultura e a realidade local é bem diferente de tudo o que os missionários já tinham vivido antes.

Mas, se o Senhor permitiu a ida da Comunidade para lá, cremos que é porque Ele tem um propósito, então: Eis-nos aqui Senhor!

Foram enviados 2 missionários, o Adélio e o Francisco.

Abaixo o Adélio descreve um pouco de sua experiência nesses primeiros dias no continente africano.

A nós que ficamos aqui no Brasil, resta-nos a oração e o desejo que essa missão dê muitos frutos!

Força, Fé e Coragem irmãos!

Deus os abençoe,

Fabiana Paula.

“Quero partilhar um pouco da nossa experiência na África, em Moçambique. Estamos na Província de Chimoio numa região muito pobre na cidade de Dombe. Aqui uma das grandes dificuldades é não termos energia elétrica. Nossa missão é localizada numa zona de interior de Dombe, aqui ajudamos em um internato para jovens rapazes e moças estudantes. A população em geral é muito carente, eles têm necessidades de tudo principalmente das ações básicas como saúde, educação, nutrição e cidadania. Evidentemente que nosso trabalho tem que ser muito lento uma vez que estamos dentro de uma cultura muito diferente da nossa. Para terem uma idéia, aqui os homens podem ter mais de uma mulher, isso e normal entre eles, evangelizar nunca cultura diferente da nossa requer sobre tudo muita paciência com o povo de Deus. Temos que encontrar o ponto de equilíbrio entre cultura e religião, e fazer com que ambas possam conviver bem se ajudando mutuamente sem que uma interfira na outra de modo a modificá-la, eis um grande desafio. As mulheres são muito submissas ao homem e trabalham muito, na maioria elas trabalham mais que os homens, pois são elas que cuidam da machabra (roçado, plantação), são elas que cuidam da casa, das crianças enfim, são muito fortes e guerreiras. Pela tradição os homens devem cuidar da pecuária, ou seja, dos animais (bois, cabras, porcos, …), como estes diminuíram muito principalmente depois da guerra, os mesmos ficaram um pouco que acomodados e deixaram o trabalho na roça para as mulheres, de modo que se hoje elas veem um homem trabalhando na roça elas acham estranho. Em mais de 90% da casas faz-se apenas uma refeição por dia, por volta das 15horas, refeição feita a base de farinha de milho e água, o que eles chamam de massa. A carne ou caril, pode ser feito de folhas de feijão ou quando se tem alguma carne que pode ser bode ou galinha. Também comem grilos, ratos e sapos. Apesar de tudo é um povo que canta e faze celebrações lindas, tem um sorriso encantador. Aprenderam a viver com o necessário, coisa que muitos de nós ainda não sabemos. Estamos procurando aos poucos convivendo com eles levar a mensagem de amor e esperança de Cristo. Mensagem esta que ultrapassa nossa diferença de raça e cor. Que está além da impunidade das autoridades que nada fazem ante tanta necessidade, que vai além da indiferença de tantos que nada fazem pelo próximo. Se fizermos algo por eles, sinceramente não sei, mas que já recebi muito deles podem crer que sim. Ser missionário aqui em Dombe é viver sobretudo com o olhar no Cristo que virá recolher cada pequeno gesto de amor feito a cada filho Dele, pois aqui nós apenas plantamos; os  frutos, Ele no seu tempo colherá. Lembro que há mais alegria em dar do que em receber, vir pra Dombe em Moçambique é deixar tudo pelo TUDO. É isso ai Comunidade Obra de Maria sirvamos ao Senhor de todas as formas e com alegria”.

 Adélio Claudino da Silva

Comunidade Obra de Maria

Missão de Dombe – Moçambique

Adélio em solo Africano

Adélio em solo Africano

Adélio e Francisco com um Moçambicano ao centro.

Adélio e Francisco com um Moçambicano ao centro.

Foto do povo moçambicano

Foto do povo moçambicano

Mulheres Moçambicanas, Guerreiras!

Mulheres Moçambicanas, Guerreiras!

A vida no campo

A vida no campo

No olhar do menino, a esperança de dias melhores!

No olhar do menino, a esperança de dias melhores!


Kairós Obra de Maria

Maio 1, 2009
Kairós na Comunidade Canção Nova com a Obra de Maria!

Kairós na Comunidade Canção Nova com a Obra de Maria!

No dia 17 de Maio estaremos em Cachoeira Paulista, na Comunidade Canção Nova, para um dia de louvor, oração, adoração e celebração eucarística.

Será o Kairós com a comunidade Obra de Maria, evento realizado em um único dia que tem como preagdores, cantores e celebrantes membros da Comunidade Obra de Maria.

Você que  mora em São Paulo, ou em regiões próximas não pode perder.

E você que mora distante também pode ir conosco. Estamos com pacotes imperdíveis, acesse nosso site e veja as promoções.

Aviso também que na noite do sábado (16/05), faremos uma noite de apresentações, iniciando com uma apresentação artística de Dança Folclórica  e de Cultrara Judaica, será imperdível.

Após, eu farei um show lançando na TV do meu CD “Mãos de Oleiro” e fechando a noite, os DDD’s farão uma grande festa com muita alegria e bom humor.

E aí, ficou sonhando em ir também?

Ligue e venha conosco. (81) 30814749

Abraço fraterno,

Fabiana Paula.

 


África, novo continente com a presença da Comunidade Obra de Maria

Março 26, 2009

Queridos irmãos, hoje quero partilhar com vocês sobre a lida missão que a comunidade Obra de Maria está iniciando no Continente Europeu.

Cinco missionários foram enviado para a Costa do Marfim, país situado na África ocidental e banhado pelo Oceano Atlântico, faz fronteira  oa norte pelo Mali e pelo Burkina Faso, a leste pelo Gana, a sul pelo Oceano Atlântico e a oeste pela Libéria e pela Guiné. Sua capital é Yamoussoukro.

Com relação a religião encontramos: Cristãos (20-30%), muçulmanos (35-40%), crenças indígenas (25-40%). Daí vemos a necessidade de evangelização neste continente.

Foram enviados os missionários: Anderlon,  Julier, Leonardo, Rosélia e  Verônica.

Pedimos ao Senhor Jesus que lhes abençoe e saibam que nós estaremos aqui em constante intercessão para que essa nova e maravilhosa missão dê muitos frutos.

Sabemos que não será fácil, mas quando estamos trabalhando para o Senhor Ele sempre nos abençoa e não deixa que nada falte.

Um abraço e abaixo algumas fotos dos missionários já na Costa do Marfim.

Obra de Maria, aos 19 anos, uma linda conquista: chegamos ao Continente africano. LOUVADO SEJA DEUS!

Fraternalmente,

Fabiana Paula.