Estou de volta!

Outubro 20, 2009

Olá amados em Cristo Jesus, Paz e Bem ao coração de vocês!

É com imensa alegria que hoje venho partilhar um pouco dos dias intensos que vivi em minha peregrinação à Grécia , à Turquia, terminando em Roma.

Foram dias incríveis, alguns lugares  eu ainda não tinha ido, outros retornei e tive novas experiências, voltei com o coração cheio de Deus e uma admiração incrível pelo apóstolo Paulo. Muita coisa hoje devemos a ele, pois foi ele quem primeiro desbravou e lutou pela universalidade da graça concedida através de nosso Senhor Jesus Cristo.

Bem, vou destacar alguns lugares que me tocaram e deixaram impressões muito positivas.

Em Atenas, destaco na acrópoles(palavra grega que segnifica = acro = alto e Poli = cidade, ou seja, parte alta da cidade) o  areópago(onde discursavam os literatos), onde São Paulo pregou para os atenienses, onde ele falou sobre o deus desconhecido que os atenienses adoravam, argumentando que esse era o Deus que ele estava anunciando(Atos 17, 21-31). Nesse local existe uma placa no qual está escrito o discurso de Paulo ao povo de Atenas.

Também, ainda na Grécia, fomos à cidade de Corinto, um belíssimo sítio arqueológico, onde destaco as ruínas do templo de Apolo(século VI a.C.) e na ágora da cidade(a ágora era o nome que se dava às praças públicas na Grécia Antiga. Nestas praças ocorriam reuniões onde os gregos, principalmente os atenienses, discutiam assuntos ligados à vida da cidade (pólis).
As assembléias aconteciam na ágora e os gregos podiam decidir sobre temas ligados a justiça, obras públicas, leis, cultura, etc. Os cidadãos votavam e decidiam através do voto direto. Também era uma espaço público de debates para os cidadãos gregos.
A ágora também possuía finalidades religiosas (eventos, cerimônias) e econômicas (negociações, acordos econômicos, comércio de mercadorias, etc).  São Paulo pregou aos coríntios no sentido de convencê-los que o Senhor nosso Deus é o Deus verdadeiro. Em sua segunda viagem missionário, ele permaneceu lá por 18 meses, operando inúmeras conversões e fundando comunidades cristãs(Atos 18, 1-11).

Da Grécia, fomos à Turquia e a recepção foi maravilhosa! Recebemos material informativo sobre o país e os passos que São Paulo percorreu no território que hoje faz parte da Turquia, foi uma recepção calorosa da operadora que trabalha conosco lá e os brasileiros, é claro, amaram!

Visitamos Istambul, a antiga Constantinopla, uma cidade encantadora com seus grandes monumentos, patrimônio da humanidade, como a Igreja de Santa Sofia, Mesquita azul, hipódromo e os obeliscos e o local que eu mais gostei a Igreja de São Salvador em Chora,ela encontra-se hoje dentro das muralhas de Istambul, na zona denominada Edimekapi. Outrora, porém, foi construída fora da cidade. Aliás, o seu nome «Khora» significa, em grego, «fora da cidade» ou «o campo». Embora nada se saiba quanto à data da sua construção, sabe-se que estava construída fora da cidade, e que no tempo de Constantino I (324-337), havia aqui uma Capela. É por cima deste pequeno templo que Justiniano I (527-565) constrói a igreja de São Salvador de Chora, como um anexo ao mosteiro. Parcialmente danificada, recebeu também reparações e restauros em diferentes épocas.

Marcou a sua época, não só pela sua arquitetura, mas também e, sobretudo pelos seus mosaicos e afrescos. É um lugar muito belo e repleto de “tesouros” da arte. Entre os cerca de 54 mosaicos, cabe referir os principais: Jesus Pantocrátor, a Virgem Maria e os Anjos, São Pedro e São Paulo, Antepassados de Jesus, algumas cenas da vida da Virgem Maria, como o nascimento, os primeiros passos, a apresentação no templo, a sua entrega a José, a viagem a Belém, o nascimento de Jesus e a sua infância, a morte dos inocentes, e a morte da Virgem. Da vida pública de Jesus, destacamos o regresso à Nazaré, a juventude de Jesus, São João Baptista, Jesus e Satanás, os milagres de Caná, a cura dos leprosos, do paralítico e da mulher  Samaritana, a cura do cego e mudo, dos dois cegos, da sogra de Pedro do leproso. Entre os 26 frescos que adornam o parekklesion, referimos a ressurreição, São Miguel Arcanjo, a ressurreição de filha de Jairo e o filho da mulher viúva, os humanos que vão ao paraíso, o sonho de Jacob, Moisés no meio dos arbustos, Salomão e o povo de Israel, Aarão e seus filhos diante da Arca da Aliança, e a Virgem de Eleousa. Podemos dizer que se trata de uma bíblia aberta, ou de uma catequese viva através de imagens, sobre a vida de Jesus e sua mãe, a Virgem Maria, com uma ligação estreita com o Antigo Testamento. 

Dentro do que hoje é um museu, mas já foi uma Igreja ortodoxa e uma mesquita, fiquei encantada com dois mosaicos, primeiro o que retrata da infância de Maria e quando ele deu seus “primeiros passos, depois um que muito me tocou, o do recenseamento, quando José e Maria vão à Belém, para o recenseamento e no momento de responder as perguntas, José, como varão da casa é interrogado, quando perguntam quem é o pai, o mosaico apresenta Maria de cabei xá baixa em silêncio e José que é interrogado duas vezes  e na terceira o mosaico apresenta ele colocando a mão no peito em sinal que ele era o pai da criança. Vemos então a santidade e o José, como um homem justo. Esse mosaico me deixou ainda mais apaixonada por São José.

Bem, depois voamos para Esmirna, que é uma das 7 cidades do apocalipse e de Esmirna, fomos ao que para mim,m foi o coração da viagem : A cidade de Éfeso. Como foi emocionante ir à Éfeso, dedicamos uma manhã inteira, primeiro fomos a uma localidade chamada Panaya – Kapulu e vistamos a Casa da Virgem Maria,  onde segundo a tradição, Maria morou com João, o discípulo amado. Quanta emoção! Há um clima de paz e de ternura, não é um lugar qualquer só quem vai lá, entende o que eu estou falando. Era domingo, dia do Senhor e começamos com a missa, celebrada pelo Pe. Josenilson, que esteve conosco durante todos os dias da peregrinação, depois fomos visitar a casa e a fonte onde Maria ia beber e apanhar água. Foi lindo ver que a comunidade muçulmana na Turquia tem um respeito aquela que eles chamam, “Mãe Maria”.

Depois fomos almoçar e à tarde fomos conhecer as ruínas da grande cidade de Éfeso, onde o apóstolo Paulo permaneceu durante 5 ou 6 anos. Visitamos as ruínas do grande teatro que cabia mais de 25.0000 espectadores e olha o carinho de Deus por mim, após a meditação de uma passagem da carta de São Paulo aos Efésios, eu fui ao centro no local onde podemos falar e sermos claramente ouvidos e cantei a canção: MARIA DE NAZARÉ. Que presente de Deus para mim, ainda fui assistida por um grupo de franceses que lá estavam, eles amaram… que bom, nossa canção foi gravada e espero que leve a paz e o amor de nossa Senhora aos que assistirem.. Mas, também quero destacar nesse lugar os conflitos que existiram entre os cristãos e os idólatras, fatos esses que ocasionaram a prisão de Paulo que depois foi obrigado a deixar Éfeso.

São João Apóstolo viveu e morreu em Éfeso, apesar de ter escrito o livro do apocalipse na ilha de Patmos, foi em Éfeso que ele permaneceu a maior parte de sua vida e lá escreveu 4 livros do novo testamento(as 3 epístolas e o Evangelho). Visitamos seu túmulo que está situado na colina de Ayasoluk, hoje conhecida como Selçuk. Sobre o túmulo, foi construída pelo imperador Justiniano uma Igreja dedicada ao Apóstolo João. Pelas ruínas que visitamos e por fotos que tentam mostrar como ela era, observamos a grandiosidade da Igreja, que segundo consta, tinha 130 metros de comprimento, dois andares, seis cúpulas e cinco cúpulas pequenas. Um lugar de destaque para nós na visita a Igreja de São João foi um batistério antigo, fizemos a experiência de passarmos e lembrarmos os primeiros cristãos que ali abraçavam a fé em Jesus Cristo, Filho do Deus vivo.

Bem, a permanência na Turquia foi maravilhosa, esqueci de comentar que fomos a uma igreja em Esmirna e também foi emocionante ver, tão poucas igrejas cristãs, católicas, poucos fiéis, já que maioria é muçulmana, mas saber que os poucos cristãos que lá vivem, são fiéis, comprometidos, aqui temos dezenas, centenas e por que não dizer milhares de igrejas e quantas vezes somos infiéis, descomprometidos…

Nossa última parada foi na cidade eterna: Roma. Lugar de martírio para tantos cristãos. Visitamos as quatro basílicas-patriarcais do cristianismo: Basílica de São Pedro)onde está sepultado nosso primeiro Papa, São Pedro, chefe dos apóstolos), São João de Latrão(onde está a cátedra do bispo de Roma, que é o Papa), Santa Maria Maior(A Basílica de Santa Maria Maior), ou Basílica de Nossa Senhora das Neves, que foi construída entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III, e dedicada a Maria, Mãe de Deus, cujo dogma da Divina Maternidade acabara de ser declarado pelo Concílio de Éfeso (431). Entretanto, a data da fundação da basílica remete ao pontificado do Papa Libério (352-366).

No outro dia, fomos a audiência papal, que presente dos céus para nós! Receber a catequese de nosso Papa Bento XVI, realmente ultrapassou todas as expectativas.

Após o almoço concluindo nossa peregrinação fomos à Basílica de São?Paulo fora dos muros, onde foi sepultado o apóstolo Paulo e onde Fo construída uma linda basílica, imensa e muito bela em honra da sepultura do apóstolo.

Fechando com chave de ouro nossa peregrinação, fomos a um lindo lugar, a igreja das três fontes. Como eu amo aquele lugar! É tranqüilo, traz paz ao coração. Lá, segundo a tradição é o local da decapitação de São Paulo e diz a tradição que ao ser decapitado, sua cabeça rola três vezes e a cada queda surge uma fonte, por isso é chamado de três fontes. É admistrada pelos trapistas, é um local afastado do centro urbano e muito cheio de silêncio e acolhimento. Não poderíamos  ter terminado em local mais apropriado, é um dos locais prediletos em Roma, foi  maravilhoso ter terminado lá.

Bem, desculpem tanto texto, mas foi pouco diante de tudo que vivi, agora que estou de volta, voltam também meus posts e nosso contato diário através de meu blog.

Abraço fraterno a todos.

Com carinho,

Fabiana Paula.


Virgem do Carmo, Rogai por nós!

Julho 16, 2009

Oi gente, dei uma passadinha rápida aqui para lembrar que hoje 16 de julho é o dia da festa de Nossa Seenhora do Carmo, padroeira da minha cidade, Recife – PE.

A história e devoção à Virgem do Carmo é uma das mais antigas e belas da história de nossa Igreja e hoje com certeza é um dia especial, onde Maria derrama graças abundantes sobre todos nós.

Que tal conhecermos um pouquinho da linda devoção ao escapulário de Nossa Senhora?

Virgem do Carmo, Rogai por nós!

Virgem do Carmelo, Roga por nós!

Virgem do Carmelo, Roga por nós!

Pelo ano de 1222, dois cruzados ingleses levaram para a Inglaterra, alguns Carmelitas que habitavam o Monte Carmelo. Um homem penitente, austero, logo se uniu a eles. Era Simão Stock. Consta que tivesse ele recebido um aviso de Nossa Senhora que viriam da Palestina Monges devotos de Maria e que deveria unir-se a eles. Vieram depois tantos Carmelitas para a Europa que foi preciso nomear um Superior Geral para os mesmos. Em 1245, foi ele eleito para desempenhar este cargo. Encontrou ele dificuldades quase insuperáveis. Mandou que os Carmelitas estudassem: isto gerou uma discórdia interna, pois não queriam os mais velhos que contemplativos estudassem. O clero secular revoltou-se contra eles e pediu a Roma sua supressão. Diante de tanta oposição, Simão Stock, com seus 90 anos, retirou-se para o mosteiro de Cambridge, no Ducado de Kent, e pedia a proteção de Maria. Orava ele em sua cela, quando viu um clarão, na noite de 16 de julho de 1251. Rodeada de anjos, Maria Santíssima entregou-lhe o Escapulário, dizendo-lhe: “Recebe, filho queridissimo, este Escapulário de tua Ordem: isto será para ti e todos os Carmelitas um privilégio. Quem morrer revestido dele não sofrerá o fogo eterno”.

Desde aquele 16 de julho de 1251, Nossa Senhora do Carmo jamais deixou de amparar seus devotos, revestidos do Escapulário.

Passaram sete séculos, Milhões de cristãos, trouxeram o Escapulário de Maria.

É verdade que aqui e acolá surgem vozes, negando a aparição e, por consequência, a devoção devida a Maria.

O maior inimigo do Escapulário do Carmo foi o Anglicano Launoy, dizendo que é uma lenda. O livro de Launoy foi colocado no Índice dos Livros Proibidos. O papa Bento XIV, um dos mais sábios teólogos de todos os tempos, não se limitou apenas a condenar Launoy, mas disse claramente que só um desprezador da Religião podia negar a autenticidade da Visão do Escapulário. Apesar disto, o livro de Launoy continuou a ser citado e as dúvidas persistiram. Foi devido aos ataques que se fez um estudo mais apurado e se descobriu o livro, denominado “Viridarium”, escrito em 1398 por Frei João Grossi, Superior Geral dos Carmelitas. Era um homem santo e letrado, célebre na Igreja pela atividade exercida para terminar com o Grande Cisma do Ocidente. Consultou os companheiros que conviveram com S. Simão Stock. Apresenta ele um Catálogo dos santos Carmelitas, dizendo que o nono é S. Simão Stock, o sexto superior geral da Ordem. Descreveu como aconteceu a aparição, a 16 de julho de 1251. Contou que São Simão Stock morreu em Bordeus, na França, quando visitava a Província de Vascônia em 1261.

Infelizmente, a biblioteca de Bordeus foi queimada um século depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, por funcionários municipais, por causa de uma peste, com medo da propagação do contágio.

Henrique VIII, rei da Inglaterra, ao se separar de Roma e, ao fundar a Igreja anglicana, mandou arrasar as bibliotecas católicas.

Um carmelita contemporâneo de São Simão Stock, que vivia na Palestina, escreveu um livro intitulado: “De multiplicatione Religionis Carmelitarum per Provinciais Syriae et Europae; et de perditione Monasteriorum Terrae Sanctae”. Nesta obra, contava as terríveis perseguições e dissenções que arruinavam a Ordem do Carmo, antes da aparição de Nossa Senhora . Opinava ele que eram fomentadas por Satanás. Declarava ele que a Santíssima Virgem apareceu ao Prior Geral, São Simão Stock e que, após a Visão de Nossa Senhora do Carmo, o Papa não só aprovara a Ordem, mas ordenara que se empregassem censuras eclesiásticas contra todo aquele que, daí em diante, fosse contra os Carmelitas. O Papa mandou cartas a todos os Arcebispos e Bispos, exortando-os a tratar com mais caridade e consideração os seus amados irmãos Carmelitas e permitissem a construção de mosteiros adequados.

Um ano depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, o Rei da França, Henrique III, em 1252, publicou diplomas de proteção real à Ordem recentemente transplantada para o seu reino.

Em 1262, um ano após a morte de São Simão Stock, o Papa Urbano IV concedeu privilégios aos membros que compunham a Confraria do Carmo. Ora o Papa só dá privilégios a associações bem constituídas.

Quinze anos depois da morte de S. Simão Stock, ocorrida em 1261, foi sepultado em Arezzo, a 10 de janeiro de 1276, o Papa Gregório X, que governou a Igreja, desde 1271. Consta que antes de ser Papa usava o Escapulário. Em 1830 quando foi exumado seu corpo para ser colocado num relicário de prata, foi encontrado intacto o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, de seda de carmezim, com precioso bordado a ouro, como convinha ao Papa. Encontra-se, hoje, no museu de Arezzo, como um dos tesouros. Este é o primeiro Escapulário pequeno conhecido na História.

Em 1820, numa Assembléia, em florença, Itália, os 40 Carmelitas reunidos falam do Escapulário, ocorrendo o mesmo, em julho de 1287, em Montpelier, França.

As constituições de 1324, 1357 e 1369 dizem que o Escapulário é o hábito especial da Ordem e que os Carmelitas devem usá-lo.

Diante disto, John Haffert diz: “Conclui-se, portanto, que a aparição da Santíssima Virgem a S. Simão Stock é, historicamente, ceríssima”.

Uma vez demonstrada a historicidade da aparição de Nossa Senhora do Carmo, John Haffert analisa o cumprimento da Promessa de Maria, através dos sete séculos. Conta ele fatos e mais fatos ocorridos com o que, na vida, trouxeram o Escapulário de Nossa Senhora.

Artigo escrito por Dom Pedro Fedalto, Arcebispo de Curitiba para o Jornal Gazeta do Povo.


João de Deus, o Peregrino da Paz

Abril 3, 2009

Olá povo de Deus!

Ontem comemoramos o 4º aniversário da morte de João Paulo II e ele será lembrado eternamente por tudo o que fez pela Igreja e por seu exemplo de santidade e humildade.

Ao longo de seu pontificado, o Papa João Paulo II esteve à frente da Igreja Católica durante 26 anos, tornando um dos mais longos serviços papais de toda história.

Nenhum outro papa viajou tanto quanto João Paulo II. Em um quarto de século, visitou mais de 125 países em todos os continentes, isso sem falar naqueles onde esteve mais de uma vez. Foram mais de um 1,1 milhão de quilômetros percorridos ao redor do mundo, o suficiente para dar quase 30 voltas em torno da Terra.

Também os 464 santos que surgiram ao longo desses 25 anos, os 1300 beatos e mais de 300 bispos e cardeais nomeados, fazem do Papa o grande recordista4º aniversário da morte de João Paulo II e ele será lembrado eternamente por tudo o que fez pela Igreja e por seu exemplo de santidade e humildade.

Gostaria de ter escrito ontem, mas infelizmente não tive tempo e não queria que ficasse em branco essa data que marcou tanto a mim.

Lembro-me da sua última semana de vida, de sua última aparição, da notícia de sua morte, da comoção do mundo inteiro e de sua missa de sepultamento que ocorreu no dia do meu aniversário, dia 08n de abril.

Ele semeou a paz e o amor por onde andou, aqui no Brasil, era conhecido como “João de Deus”, eu até comecei a escrever um livro que ainda não foi concluído e espero até sua beatificação tê-lo feito.

Pedimos ao nosso amado João Paulo II intercessão sobre nós, nossa família, nossa Igreja, nosso país e sobre o mundo inteiro.

Rogai por nós João de Deus!

Abraço Fraterno,

Fabiana Paula.

P.S. Segue abaixo algumas fotos de momentos importantes de seu pontificado e outras também de minha viagem à Polônia.

João Paulo II, amava profundamente a cruz de Cristo.

João Paulo II, amava profundamente a cruz de Cristo. João Paulo II e sua querida amiga Madre Teresa

  

 

João Paulo II e sua amiga Madre Teresa

João Paulo II e sua amiga Madre Teresa

 

Ele criou uma linda tradição de beijar o solo dos países que visitava.

Ele criou uma linda tradição de beijar o solo dos países que visitava.

 

Ele amava as crianças!

Ele amava as crianças!

 

Sua última aparição pública, abençoando os peregrinos na Praça de São Pedro.

Sua última aparição pública, abençoando os peregrinos na Praça de São Pedro.

seu velório, assistido por mais de 1 bilhão de pessoas!

Seu velório, assistido por mais de 1 bilhão de pessoas!

 

João de Deus, nós te amamos!

João de Deus, nós te amamos!


Gueto de Varsóvia

Outubro 23, 2008

Olá amados, continuo minha partilha sobre a Polônia. Que tal hoje uma aulinha de história.

Vocês já ouviram falar sobres o Gueto de Varsóvia, vamos aprender um pouco?

Um abração.

Fabiana Paula.

Gueto de Varsóvia

O Gueto de Varsóvia foi o maior gueto judaico estabelecido pela Alemanha Nazista na Polónia durante o Holocausto, ao tempo da Segunda Guerra Mundial. Nos três anos da sua existência, a fome, as doenças e as deportações para campos de extermínio reduziram a população estimada de 380.000 para 70.000 habitantes. O Gueto de Varsóvia foi o palco da revolta do Gueto de Varsóvia, a primeira insurreição massiva contra a ocupação Nazi na Europa. Apesar disso, a maioria das pessoas que estiveram no Gueto de Varsóvia foi gaseada no campo de extermínio Nazi de Treblinka.

Criação do gueto pelos alemães

Imediatamente após a ocupação alemã da Polónia em 1939, os alemães começaram a planejar o isolamento da população judaica de Varsóvia num gueto. Nessa altura, a administração do Generalgouvernment ainda não tinha sido completamente organizada, e havia interesses conflituosos entre os três principais poderes: a administração civil, o exército e a SS. Sob estas circunstâncias, o conselho judaico, ou Judenrat, liderado por Adam Czerniaków, conseguiu atrasar a criação do gueto por um ano, sobretudo justificando aos militares que os judeus eram uma força de trabalho importante.

No entanto, o gueto acabou por ser criado pelo Generalgouverneur alemão da Polónia Hans Frank em 16 de Outubro de 1940. A população do gueto atingiu a marca de 380.000 pessoas, cerca de 30% da população de Varsóvia. Em contrapartida, ocupava apenas 2,4% do território da cidade. Os judeus de Varsóvia foram obrigados a se deslocarem para o gueto, e os nazistas providenciaram a construção de um muro ao seu redor em 16 de Novembro de 1940, segregando completamente os judeus.

Durante o ano e meio seguinte, judeus de cidades e vilas menores foram trazidos para o gueto. Doenças — como o tifo — e a fome (as rações para judeus eram oficialmente limitadas a apenas 184 kcal por dia, ao contrário das 1800 para polacos e 2400 para alemães em Varsóvia) alastravam-se em enormes proporções.

Em 22 de Julho de 1942 teve início a expulsão em massa dos habitantes do Gueto de Varsóvia para os campos de extermínio. Nos 52 dias seguintes (até 21 de Setembro de 1942), cerca de 300.000 pessoas foram levadas para o campo de extermínio de Treblinka ou assassinadas mesmo em Varsóvia. Czerniaków tornou-se claramente deprimido com as deportações e suicidou-se em 23 de Julho. Os suicídios tornaram-se então muito freqüentes. O sogro de Marcel Reich-Ranicki foi um deles.

A situação dos restantes 55.000 ou 60.000 habitantes melhorou ligeiramente. A fome acabou e as casas superlotadas tornaram-se agora vazias. Os judeus, que ali puderam permanecer, trabalhavam (dentro do gueto) como escravos para fábricas alemãs ou, então, viviam em fuga (o caso de Marcel Reich-Ranicki).

Durante os 6 meses que se seguiram, aquilo que restava das diferentes organizações políticas foi unido sob um mesmo nome: ŻOB (Żydowska Organizacja Bojowa, Organização de Luta Judaica), liderado por Mordechaj Anielewicz, com entre 220 e 500 pessoas; outras 250-450 organizaram-se no ŻZW (Żydowski Związek Walki, União dos combatentes judeus). Os membros desses grupos não tinham ilusões sobre os planos dos alemães e preferiam morrer lutando. O seu armamento consistia sobretudo de pistolas, bombas caseiras e coquetéis molotov; o ŻZW era o grupo melhor armado, graças a seus contactos com a resistência polonesa, fora do gueto.

Apesar das enormes dificuldades do dia-a-dia, o Judenrat e movimentos juvenis conseguiram organizar várias instituições dentro do próprio gueto buscando ajudar os seus habitantes. O Judenrat tomou a responsabilidade pela alocação das habitações disponíveis – uma média de 9 crianças por quarto, enquanto instituições de caridade, como a CENTOS, organizaram cantinas de sopa gratuita: a certa altura, dois terços da população dependia destas cantinas.

Por um curto período foi também permitido ao Judenrat organizar quatro escolas de ensino básico para as crianças do gueto. Havia também um extenso sistema escolar clandestino organizado por vários movimentos juvenis, que cobria todos os níveis básicos e de ensino secundário e oferecia até cursos de nível universitário aos domingos, disfarçados frequentemente de cantinas.

O Judenrat era também responsável pelos hospitais e orfanatos que operavam no Gueto. Um orfanato, liderado pelo pediatra e autor Janusz Korczak, era governado segundo o modelo de uma democracia, chamado da república das crianças. Este e outros orfanatos foi evacuado em 1942 e os seus ocupantes e empregados foram enviados para Treblinka. Nenhum regressou vivo.

A vida cultural incluia uma imprensa diária em três línguas (Jidish, Polaco, e Hebreu), actividade religiosa (incluindo uma igreja para os judeus que se tinham convertido ao Catolicismo), aulas, concertos de música clássica (Marcel Reich-Ranicki conta que não havia dificuldade em encontrar excelentes violinistas e músicos de instrumentos de corda em geral entre os habitantes do gueto; mais dificil era a busca de músicos de instrumentos de sopro – aqueles que se encontraram nunca tinham tocado numa orquestra sinfónica; eram músicos de Jazz e de pequenos grupos, mas em breve se viu que podiam também tocar da pauta em perfeição), teatro e exposições de arte. Em muitos casos os artistas eram figuras proeminentes da vida cultural polaca de então.

Um dos mais notáveis esforços de preservação culturais foi liderado pelo historiador Emmanuel Ringelblum e o seu grupo Oyneg Shabbos, que colectou documentos de pessoas de todas as idades e posições sócio-econômicas e culturais para criar uma história social da vida no gueto. No total, estima-se ter havido a recolha de cerca de 50.000 documentos históricos, incluíndo ensaios sobre vários aspectos da vida no gueto, diários, memórias, colecções de arte, jornais ilegais, desenhos, trabalho escolar, posters, bilhetes de teatro, receitas, notas das aulas, etc. Estes documentos foram escondidos dos alemães em três locais separados, dois dos quais foram recuperados e fornecem-nos hoje esclarecimento sobre a vida no gueto. Julga-se que o terceiro lote está enterrado embaixo do edifício onde hoje funciona a Embaixada da China, em Varsóvia.

Comemoração

No dia 22 de Abril de 2002, membros do conselho polaco para cristãos e judeus comemoraram o quinquagésimo-nono aniversário da revolta anti-nazi de 1943, com visitas ao memorial sediado no antigo sector judaico da cidade de Varsóvia.

Prisioneiros do Gueto

Um relato de Marcel Reich-Ranicki

Soldados alemães prendem judeus durante a revolta do gueto de Varsóvia, em Maio de 1943

A população judaica de Varsóvia foi alvo de toda sorte de humilhações e dos maiores abusos praticadas pelo exército alemão. No capítulo “A caça é um prazer”, de sua auto-biografia, Marcel Reich-Ranicki dá-nos um relato pessoal dos acontecimentos:

“Ainda Varsóvia acabava de se render; mal tinha chegado a Wehrmacht à cidade, logo começou o grande gáudio dos vencedores, o prazer incomparável dos conquistadores – a caça aos judeus.

Após o rápido, grandioso triunfo, aos soldados alemães, exuberantes e compreensivelmente desejosos de aventura, oferecia-se nas ruas de alguns quarteirões da capital polaca uma vista surpreendente. O que ainda não se tinha sucedido aparecia-lhes agora pela frente a cada passo: Eles viam, completamente surpresos, inúmeros indivíduos orientais, ou de aspecto aparentemente oriental, com longas faixas de cabelo nas têmporas, e com fartas barbas. Exóticas eram também as suas roupas: pretas e sem ornamentos…

Os jovens soldados (alemães) viram pois pela primeira vez nas suas vidas judeus ortodoxos. Estes estranhos habitantes de Varsóvia não lhes despertavam nenhuma simpatia, muito mais desdém e talvez repulsa. Mas os soldados podiam agora também gozar de uma satisfação inconsciente. Pois se em casa, em Estugarda, Schweinfurt ou Stralsund eles não conseguiam distinguir visualmente os judeus dos alemães de “raça pura”, os “arianos”, aqui eles podiam finalmente ver aqueles que só conheciam das caricaturas dos jornais alemães, sobretudo o der Stürmer….

Que estes sub-humanos, que sem dúvida deixavam uma impressão mais medrosa do que ameaçadora, pudessem portar armas, era muito improvável. De qualquer forma isso tinha de ser controlado. Diariamente tinham lugar controles, nunca se sabia qual o próximo quarteirão a ser revistado. As armas, as quais os bem-dispostos soldados supostamente procuravam, não apareciam, por muito que eles se esforçassem. Mas eles possuíam outras coisas que os ordeiros homens alemães acolhiam de bom grado: Anéis, carteiras, dinheiro, e por vezes um relógio de ouro.

Mas não se tratava apenas de roubar os judeus. Eles, os inimigos do Império Alemão deveriam também ser punidos e humilhados. Não era difícil de o conseguir. Os soldados notaram em breve que os judeus ortodoxos achavam particularmente humilhante que lhe cortassem as barbas. Com este objectivo, os ocupantes, desejosos de entretenimento, tinham-se munido com tesouras…

Assim era: cada alemão que vestisse um uniforme e tivesse uma arma podia, em Varsóvia, fazer com um judeu o que quisesse. Ele podia obrigá-lo a cantar, a dançar, ou a fazer nas calças, ou a ajoelhar-se perante ele rogando pela sua vida. Ele podia abatê-lo repentinamente ou matá-lo de forma mais lenta. Ele podia ordenar a uma judia que se despisse, que limpasse o passeio com a sua roupa interior e depois que urinasse em frente de toda a gente. Ninguém estragou o divertimento aos alemães que se entregaram a estes passatempos, ninguém os impediu de maltratar e matar os judeus, ninguém os chamou à responsabilidade.”  

Em Frente a placa que explica como era o gueto de Varsóvia.

Em Frente a placa que explica como era o gueto de Varsóvia.

Lugar onde existia o gueto e onde hoje há um monumento em memória, onde são depositadas flores e pedras, que segundo a tradição judaica, simboliza a eternidade.

Lugar onde existia o gueto e onde hoje há um monumento em memória, onde são depositadas flores e pedras, que segundo a tradição judaica, simboliza a eternidade.

 

Mapa do Gueto.

Mapa do Gueto.